A recente atribuição do Premio Nobel da Paz a Al Gore e aos cientistas que compõem o Painel Intergovernamental das Nações Unidas para as alterações climáticas, lançou novamente o debate político e social sobre as alterações no clima, as suas consequências e o papel do Homem, enquanto responsável por esta situação.

   O nosso Planeta está de facto em perigo.

Não o planeta em si, mas as condições que o tornam um lugar aprazível para viver estão a ser destruídas e este pode ser um processo irreversível, que arruinará o futuro e as perspectivas das gerações vindouras.

Os sinais são múltiplos, senão vejamos:

A temperatura media, subiu durante o século XX, cerca de 7ºC e segundo especialista irá continuar a subir, o que provocará o degelo das zonas polares e o consequente avanço das águas sobre as áreas costeiras.

Anualmente cerca de 15 milhões de hectares de área florestal são destruídos, principalmente na Amazónia, conduzindo ao desaparecimento dos grandes ecossistemas do mundo que suportam a vida humana na Terra.

A desertificação avança de forma galopante e alguns cientistas acreditam que dentro de poucas décadas o Sul da Europa será um verdadeiro deserto e Portugal será o grande prejudicado.

Furacões, Tempestades Tropicais, Inundações, Secas prolongadas, Incêndios devastadores são sinais ainda mas evidentes e que provocam além de graves problemas sociais e económicos, milhares de vitimas mortais.

Acredita-se inclusive que na origem de futuros conflitos e disputas territoriais estará a água potável e alguns exemplos são já bem reais, nomeadamente nos Países Africanos e no Médio Oriente.

E tudo isto é consequência de décadas e décadas de pura inconsciência ambiental, onde se considerava que o desenvolvimento económico não era compatível com a protecção ambiental.

Ninguém pode ficar indiferente, nem alheio a esta situação, daí a importância dos acordos políticos, da cooperação intergovernamental, mas sobretudo é urgente passar do discurso político à prática e acreditar que o crescimento económico pode sim ser compatível com a sustentabilidade ambiental.

Mas nós enquanto cidadãos não nos podemos demitir da nossa responsabilidade no colapso do Planeta e sobretudo não podemos estar à espera que os nossos governantes actuem, temos que individualmente dar o nosso contributo.

Gestos simples do dia a dia podem tornar-se cruciais, separar o lixo, utilizar produtos recicláveis, ter cuidado com as luzes acesas, não tomar banho de imersão, utilizar menos o carro, utilizar folhas de papel já usadas como rascunho e milhares e milhares de outros exemplos que ajudam a proteger o Ambiente e que certamente se reflectirá também nas suas contas.

A utilização de energias renováveis é também de crucial importância, são inúmeras as alternativas desde a solar à eólica.

Cabe-nos a nós também enquanto pais, educadores e cidadãos preocupados e activos outra grande missão, a de educar e sensibilizar os nossos filhos, a de incentivar as nossas famílias, os nossos amigos a boas praticas ambientais, gestos simples que em conjunto contribuirão certamente para desacelerar o processo de destruição da nossa casa comum, o Planeta Terra.

Vamos assumir as nossas responsabilidades, vamos ser exemplos de cidadania e contribuir para que os nossos filhos e netos possam viver num Planeta mais verde, mais saudável.

Teresa Fernandes