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Ano 2011

Fusão das freguesias e Escola de Cidai marcaram a Assembleia de Santiago

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A assembleia de Santiago de Bougado discutiu a fusão das freguesias e o encerramento da Escola de Cidai, na sessão desta terça-feira.

Depois da ata da assembleia anterior ter sido aprovada por unanimidade, Filipe Portela (PS) interveio para questionar o que o presidente da Junta, António Azevedo, pretende fazer para evitar o desaparecimento da freguesia.

O elemento socialista “”depois de ter lido o livro verde””, documento base do Governo para a Reforma da Administração Local, percebeu que a possibilidade do desaparecimento da freguesia de Santiago de Bougado ““está bem patente””, mas “”existem algumas especificidades que permitem manter a identidade”.” Filipe Portela acredita que “”os bougadenses sentem-se impotentes para lutarem contra uma possível morte anunciada”” e por isso mesmo o partido socialista propôs a realização de uma “”assembleia extraordinária”” para seja dada voz aos bougadenses e todos possam discutir este assunto.

No final da sua intervenção Filipe Portela pediu esclarecimentos ao presidente da Junta sobre o processo para a construção da capela mortuária. António Azevedo respondeu: “”A possibilidade da freguesia desaparecer não é tão real como tu dizes””. O presidente da Junta assegurou que sempre esteve atento a esta questão e que na sua opiniãoe sta reforma autárquica “”não passa de uma proposta””. António Azevedo não é a favor da fusão da freguesia de Santiago com a de S. Martinho, mas caso isso venha a “”ser imposto, vamos ter de aceitar””. Relativamente à questão da capela mortuária o presidente fez saber que ainda está à espera de um parecer por parte da Câmara Municipal sobre os terrenos, mas acredita que este assunto “”está num bom caminho””.

Seguiu-se a apresentação dos projetos levados a cabo pela Junta ao longo dos últimos três meses, destacando-se o pedido feito à autarquia trofense para que colocasse o mini-ringue existente em Bairros dentro do recinto da escola para poder ficar com mais espaço livre na zona envolvente, permitindo assim, no imediato, o aumento do campo de futebol de praia aí existente e construir no futuro um projeto social naquele local.

Ainda no período de apresentação das atividades da freguesia, o encerramento da Escola de Cidai foi considerado pelo presidente da Junta como ““uma grande perda e uma grande desconsideração para com a freguesia” ”e que ““a escola só deveria fechar se os alunos fossem para um lugar melhor”” o que não terá sido o caso pois as escolas da Lagoa e de Bairros não terão as melhores condições para receberem os alunos. António Azevedo acusou mesmo ““este executivo camarário de não estar a dar cumprimento à carta educativa aprovada em Assembleia Municipal””, pois nela estava prevista a construção de uma Escola EB 1/2/3 na freguesia e que tal nunca chegou a acontecer e esse facto tem feito com que a freguesia esteja a perder de dia para dia mais população. “”Não aceitamos que este hábito de desconsideração que a câmara tem para com Santiago de Bougado continue e se acentue””. Para António Azevedo, o município, antes de avançar para a construção e reformulação de outras escolas no concelho, deveria ter avançado com uma nova escola básica integrada em Santiago de Bougado.

Filipe Portela questionou o presidente da Junta para saber quando é que o circuito de manutenção no Souto de Bairro, projeto criado pelos escuteiros de Santiago de Bougado e vencedor do concurso do Orçamento Participativo Jovem da Câmara Municipal da Trofa, será posto em prática. O encerramento da escola de Cidai foi também abordado pelo jovem socialista, questionando o presidente da junta sobre qual o futuro da nova escola de Santiago, pois com o congelamento dos processos das novas escolas pela Parque Escolar “”a probabilidade da construção da mesma avançar é reduzida””.

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Catarina Dantas, também do Partido Socialista, fez questão de intervir no assunto do encerramento da Escola de Cidai para sair em defesa da Câmara Municipal, alegando que esta situação foi causada pelo Governo e não pela autarquia. ““Como sabem a escola foi encerrada por não ter 21 alunos, a Câmara não foi tida nem achada neste processo, não recebeu nenhuma informação escrita pelo Ministério da Educação e só soube do encerramento da escola no dia em que foi avançado pela comunicação social, acabando por confirmar isso ao consultar o site do Ministério””. Para Catarina Dantas este encerramento “”se calhar até foi uma mudança positiva”” pois permite que os alunos que estavam em Cidai possam agora ter ““uma aprendizagem e uma socialização muito melhor”” pois estão em salas com alunos da mesma idade e do mesmo ano o que não acontecia na escola que agora encerrou.

E quanto a prioridade que deveria ter a construção de uma nova escola em Santiago em detrimento da reformulação que está em curso em outras escolas do concelho, a socialista acusou António Azevedo de saber bem que este executivo não tem culpa relativamente a essa matéria. “”Os projetos das quatro escolas em execução nesta altura não são da responsabilidade deste executivo, que continuou e levou para a frente estes projetos porque realmente são necessários, mas os projetos são do anterior executivo””. Para a socialista deveria-se ter chamado a atenção ao anterior executivo municipal, pois este “não cumpriu a carta educativa”, uma vez que a“ “prioridade era realmente” ”uma nova escola para Santiago de Bougado.

O presidente da Junta começou por responder a Catarina Dantas dizendo-lhe quando no período da apresentação da atividade referiu a desconsideração da câmara para com a freguesia não se referia apenas a este executivo: “A Câmara sempre teve desconsideração pela freguesia””, informando-a que sabe que os projetos em execução na área escolar não são da responsabilidade deste executivo, porque ““deste não conheço projetos””, acusando ainda o município, de nos últimos dois anos apenas atribuir“ “subsídios a juntas socialistas””.

O presidente respondeu à questões levantadas por Filipe Portela, dizendo que o projeto dos escuteiros será executado em 2012, e que terá a colaboração da Junta. Já quanto à escola de Cidai, para António Azevedo ““há que lutar para que seja feita uma escola integrada em Santiago de Bougado para que os alunos desde o jardim de infância até ao 9º ano de escolaridade não precisem de sair da freguesia””.

Já no período de intervenção do público, Jerónimo Torres usou da palavra para pedir calma aos bougadenses, pois considera que quem deveria estar preocupado com a possibilidade da freguesia vir a desaparecer são os de S.Martinho, uma vez que a sede de concelho fica em Santiago de Bougado. Em tom de brincadeira Jerónimo Torres afirmou mesmo que era preferível “”acabar com o concelho do que com a freguesia””. ““Agarrávamos no brasão do concelho, mobilizávamos as pessoas e levávamo-lo a Lisboa””,frisou. Para este bougadense assim ficariam resolvidos os problemas “”financeiros e a delimitação do concelho””.

O presidente da Junta discordou com a opinião de Jerónimo Torres, relativamente à extinção do concelho, referindo que tem dúvidas ““se outro concelho nos queria com os milhões que se deve” ”e fez questão de deixar claro que aconteça o que acontecer ““Santiago não vai perder a sua identidade””. ““Eu não estou a vê-los fazerem a fusão de Santiago e S. Martinho, mas se tiver de ser passaremos a ser um Bougado grande, e que tenhamos à frente um bougadense muito maior””, afirmou, numa clara alusão ao slogan usado pelos sociais democratas de Santiago, na campanha das eleições autárquicas de 2009.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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