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O dia 17 de Junho de 1934 é reservado na história da Trofa ao início formal do movimento escutista no concelho. Na sua origem está um grupo de homens que decidiram dar asas ao lema escutista “Sempre Alerta para Servir”.

 Entre os fundadores do Agrupamento 94 do Corpo Nacional de Escutas (CNE) está o trofense Cândido Pereira Couto que, no passado domingo, foi um dos 13 fundadores homenageados pela actual direcção do Agrupamento 94 e pelo Núcleo FNA de S. Martinho de Bougado.

Agora com 83 anos, Cândido Couro pôde recordar os momentos vividos durante os anos em que foi lobito. Foi o grupo de amigos com quem passava os tempos livres que lhe alimentaram a vontade de ingressar no mundo do escutismo. ” Tinha lá uns vizinhos que também eram lobitos, gostei e depois entrei para o grupo”, contou ao NT em tom de nostalgia.

Dos cerca de 10 anos em que foi escuteiro, Cândido Couto relembra com particular vivacidade um acampamento na Senhora da Assunção. “Tivemos lá uma semana, foi muito bonito”, recordou. Para Cândido Couto, o movimento escutista representa “uma boa organização para orientar os jovens e para ocupar os tempos livres”.

Esta foi a opinião partilhada por todos os fundadores do movimento escutista na Trofa, homenageados na missa solene do passado domingo na Igreja Nova da Trofa, que contou com a presença de António Pontes, vereador da Cultura da autarquia e José Sá, presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, dois dos elementos que integram a Comissão de Honra da comemoração dos 75 anos de escutismo na Trofa.

Inserida na comemoração do 75º aniversário do Agrupamento 94, a cerimónia pretendeu reconhecer os responsáveis que permitiram que o movimento se mantivesse até aos dias de hoje. “Temos presentes entre nós 13 fundadores, o que significa que a vivência escutista permite alguma longevidade e que o exercício feito enquanto jovens deu-lhes algum alento para aguentarem até hoje”, afirmou ao NT Jorge Carvalho, presidente do Núcleo do FNA de S. Martinho de Bougado.

Prova dessa juventude de espírito referida por Jorge Carvalho foi Carlos Campos, chefe da fundação. “É gratificante para nós termos cá o chefe Carlos Campos ainda com a força e a energia que ele tem”, realçou Jorge Carvalho, não deixando de relembrar a essência do escutismo.

“Ser escuteiro é um sentimento que cada um vai desenvolvendo em si mesmo, é um espírito de aprendizagem enquanto escuteiro, depois de se ter aprendido tudo isso é um espírito de dádiva aos outros, com muito orgulho e muito prazer, é ser fiel à promessa, aos princípios e às leis de escuta”, enumerou.

No âmbito da comemoração das bodas de diamante do grupo de escuteiros de S. Martinho de Bougado está já agendada uma homenagem ao pároco Alberto, um dos elementos da fundação já falecido. “Essa homenagem vai decorrer no mês de Outubro numa visita à sua sepultura, em Rebordões, onde vai ser deixada uma lembrança como reconhecimento do trabalho que ele fez na altura”, adiantou Jorge Carvalho.