A doação do terreno para construção da capela mortuária e o parecer positivo da Comissão de Heráldica, relativamente ao uso do brasão, selo e bandeira escolhidos para a Freguesia de Guidões, foram os assuntos abordados, na sessão ordinária da Assembleia de Freguesia, que decorreu a 27 de Setembro.

 

O primeiro ponto abordado nesta sessão foi a aprovação por parte da Heráldica, do brasão, do selo e bandeira da Freguesia de Guidões. O presidente da Junta, Bernardino Maia, explicou que o brasão da Freguesia composto por um carneiro e o S. João, teriam sido a escolha, "após várias reprovações por parte da entidade responsável". Assim, para cumprir o proposto nas leis, "a decisão tem de ser comunicada na assembleia de freguesia e mais tarde no Diário da República", afirmou.

Terminada a intervenção do edil, Atanagildo Lobo, eleito pelo PCP, Partido Comunista Português, questionou o facto de esta decisão já tomada, "ter sido apresentada aqui, se nem a podemos refutar", declarou. Assim, pediu à mesa os trâmites legais que obrigam a esta apresentação na assembleia, o que a mesa prometeu fornecer mais tarde. guidoes.jpg

Depois da leitura do parecer da comissão de Heráldica, feita pelo secretário Renato Costa, todos chegaram à conclusão de que o brasão, o selo e a bandeira teriam de ser aprovados novamente pela assembleia de freguesia, pelo que a Junta de Freguesia propôs este assunto a votação. Assim, registou-se uma abstenção de Atanagildo Lobo, pois, como ele próprio afirmou, "não tivemos qualquer participação nesta escolha e tenho dúvidas se este brasão retrata a verdadeira essência de freguesia", concluiu.

No ponto seguinte da ordem de trabalhos, discutiu-se a doação do terreno por parte da Câmara Municipal, para a construção da casa mortuária. O deputado do PCP, mostrou-se satisfeito afirmando "há já dois anos que esperamos pela capela mortuária, desde as eleições, onde foi posto um placar no terreno dizendo que ali iria nascer a casa mortuária e a junta de freguesia", declarou.

Joaquim Ferreira do PSD referiu apenas que deveriam ter sido mostrados os documentos que comprovam esta doação à assembleia. Antes deste ponto ser aprovado, por unanimidade, o presidente da Junta explicou que o loteamento já tinha sido feito, "mas para podermos construir, o terreno tinha de ser primeiro doado, por isso é que demora tanto tempo".

Já na conclusão desta assembleia, Atanagildo Lobo, fez questão de pedir para "não se voltar a marcar esta reunião para o dia da Assembleia Municipal porque é do interesse de todos marcar presença quer numa quer noutra". O presidente da mesa explicou que "muitas vezes marco as assembleias sem saber a data da municipal".

De seguida, o membro do PSD, colocou algumas questões ao presidente da Junta, quanto à rede de abastecimento de água, à sinalização e pediu ainda mais esclarecimentos quanto às obras na capela mortuária.

Relativamente a estes assuntos, Bernardino Maia, justificou que "um sector já tinha abastecimento, faltando ainda no Largo do Cerro, Oliveiras e Outeiro e também Vilares". Quanto ao projecto de sinalização "está parado na câmara", esclarecendo que o assunto da Capela Mortuária "já aqui foi discutido, e espero que avançando com as burocracias, em breve possamos começar a construi-la", concluiu.