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“Um chefe com decisão, poder, capacidade e liderança”. É desta forma descrito entre os escutistas o homem que há 75 anos fundaria o escutismo na Trofa e que no passado domingo foi recordado com uma homenagem prestada pelos núcleos FNA de S. Martinho de Bougado.

Se para o escuteiro Alfredo Paulino o padre Alberto Machado foi “uma pessoa muito querida, que dedicou muito à comunidade e foi sobretudo um exemplo”, para Armindo Silva, vice-presidente do núcleo FNA de S. Martinho de Bougado, o fundador do Agrupamento 94 do Corpo Nacional de Escutas podia bem caracterizar-se pela decisão, poder, capacidade e liderança”.

De acordo com Armindo Silva, cerca de 100 pessoas marcaram presença na cerimónia que pretendeu homenagear o padre Alberto, algo “motivador” e considerado “um marco importante dos 75 anos que se comemora este ano”. “Achamos bem estar perto dele para o nosso escutismo e fraternidade ter um carisma que neste momento achamos que está a passar um pouco ao lado”, explicou o responsável.

O núcleo FNA de Rebordões (Santo Tirso) também não podia deixar de estar presente na homenagem, que integrou uma Missa Solene na Igreja Nova da Trofa, seguida de uma romagem ao cemitério de Rebordões e a deposição de um coroa de flores no jazigo de Alberto Machado.

Enaltecendo a iniciativa inserida nas comemorações dos 75 anos de escutismo na Trofa, Duarte Lopes, representante do núcleo FNA de Rebordões, salientou a “relação saudável” e “camaradagem entre todos” mantida com o núcleo trofense. “O objectivo da fraternidade é a união fraterna e estamos todos aqui integrados nesse espírito”, realçou.

No âmbito da comemoração das bodas de diamante, o Agrupamento 94 do CNE levou já a cabo várias iniciativas, entre elas a homenagem aos fundadores do escutismo na Trofa decorrida em Julho deste ano. O início formal do movimento escutista no concelho remonta a 17 de Junho de 1934, em que um grupo de homens decidiu dar asas ao lema escutista “Sempre Alerta para Servir”.