O trofense Luís Filipe Couto Reis conseguiu “a cereja no topo do bolo” no concurso da Raça Holstein Frísia, na Feira Anual da Trofa 2009, que decorreu no passado fim-de-semana. O criador, proprietário de uma exploração maioritariamente criada na Trofa, venceu o prémio da Grande Campeã Jovem e repetiu a proeza da edição de 2007 da Feira Anual, ao arrecadar o prémio da Grande Vaca Campeã.

A exploração de Luís Filipe Couto Reis voltou a estampar o seu carimbo de qualidade no concurso da Raça Holstein Frísia, na Feira Anual da Trofa 2009, ao arrecadar os prémios da Grande Campeã Jovem e da Grande Vaca Campeã. Um feito que representa a “cereja no topo do bolo”, que o criador trofense disse ter-lhe faltado na edição do ano passado. “É o atingir de um patamar que é completamente impossível transpor”, afirmou Luís Filipe Couto Reis, congratulado com os resultados obtidos na “melhor edição de todas” da Feira Anual. “O trabalho que se tem feito ao longo destes anos está a ser reconhecido pelos juízes que julgam os concursos onde participo”, considerou, salientando o “investimento acentuado nos últimos anos na compra de animais com grande potencial genético, não só para participar em concursos”, mas para obter “aquilo que é a base de qualquer exploração”.

O animal vencedor do título de Grande Vaca Campeã possui já um “currículo” reconhecido, tendo sido Vice-Campeã Nacional e Grande Campeã Jovem Nacional. “Grande Campeã de uma feira é a primeira vez, mas é uma vaca relativamente nova, só tem três anos e uma margem de progressão muito grande”, avançou o criador da Trofa, orgulhoso do seu animal “excepcional e de eleição”.

Reconhecendo as “alterações significativas” introduzidas na edição deste ano da Feira Anual, Luís Filipe Couto Reis salientou a deslocação da pista do concurso da Raça Holstein Frísia para o exterior. “Melhorou bastante, não só para nós, como para os animais e também para o público e os expositores”, considerou, lembrando que anteriormente “a pista estava situada num local que embaraçava muito a passagem das pessoas”.

No entanto, as acessibilidades ao espaço da Feira continuam a ser “o grande problema da mesma”. “A Feira tem vindo a crescer e a atingir um nível impensável para muita gente e há-que pensar em criar estruturas que permitam, nesta feira e noutros certames, evitar a confusão de trânsito que se verifica todos os anos e de forma cada vez pior”, sublinhou o criador.

A realização da feira semanal da Trofa naquele espaço é para Luís Filipe Couto Reis outra questão “que tem de ser alterada”. “É mau para nós, para os feirantes e para as pessoas que vêm comprar, isso tem de ser retirado de uma vez por todas desta feira e fazer talvez no Parque como se fazia antigamente ou noutro local qualquer”, considerou.

Sobre o anúncio do Ministro da Agricultura relativamente aos apoios no sector leiteiro, Filipe Couto Reis mostrou-se relutante, afirmando que “em ano de eleições é fácil prometer mas complicado cumprir”. “A Trofa não é uma excepção à regra e todos os agricultores têm problemas neste momento, no que diz respeito a investimentos no melhoramento das instalações e das infra-estruturas dos agricultores”, afirmou ainda, referindo-se à crise que atravessa o sector. “Aqui na Trofa se a crise não está muito acentuada a esse nível é porque há alguma sensibilidade por parte das entidades locais, que sabem que somos um sector primário e querem evitar ao máximo criar-nos problemas, mas um dia essas pessoas responsáveis vão ter que nos criar esses problemas porque elas próprias também vão ser afectadas nesse sentido e não terão volta a dar”, considerou. “Vamos ter que criar soluções para resolver isto, porque estamos sujeitos, a curto ou a médio prazo, depararmo-nos com um problema que afecte o nosso sector e em alguns casos a via mais viável seja mesmo fechar as portas”, rematou.