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Festival Vodafone Paredes de Coura 4º Dia Foto-Reportagem

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Ao final da tarde do dia de ontem estavamos em frente ao palco Vodafone FM na companhia de uma plateia já bastante interessante para ver e ouvir Noiserv, o projecto de David Santos. O português apareceu em palco rodeado de instrumentos, mas o que mais nos cativou foi a sua voz envolvente, a sua honestidade e a sua simpatia. David está em constante comunicação com o público, chegando a admitir que não sabia se precisava de mudar as pilhas nos instrumentos e enganando-se nas contas de somar. Ao longo do concerto foi desenvolvendo uma empatia com quem o via que seria naturalmente traduzida num sentido “ooooooh” quando o artista se despediu antes de tocar a última música. Antes disso houve tempo para escutar temas já conhecidos e Todayis the same as yesterday, but yesterday is not today, um dos singles do novo álbum Almost Visible Orchestra, a editar em Outubro, cinco anos depois da estreia com One Hundred Miles from Thoughtlessness). Ficamos a aguardar ansiosamente.

No final do concerto de Noiserv, demos um pulo ao palco Vodafone para ver os portugueses The Glockenwise em mais uma actuação festivaleira da banda (depois de passagens pelo Optimus Primavera Sound e Marés Vivas durante o verão). Antigos espectadores de presença assídua em Paredes de Coura, estes miúdos são simpáticos e criam uma boa empatia com a plateia. Comunicam, brincam, e anunciam-se como uma banda de Barcelos que faz garage rock. Nós não estamos muito preocupados com as etiquetas, mas que a banda promete ainda dar cartas na cena musical, promete. Durante a actuação houve direito à presença de amigos, como João Vieira (Kitten, X-Wife, White Hause) que subiu ao palco para em conjunto com a banda tocar alguns temas.

Enquanto os portugueses tocavam no palco Vodafone, fomos até ao palco secundário para ver os londrinos Citizens!, formados em 2010 e que trouxeram até Coura o seu álbum de estreia Here We Are (produzido por Alex Kapranos dos Franz Ferdinand e editado pela Kitsuné em 2012). A mistura em doses qb de electro-pop, indie pop/rock e dance alternativa e as melodias glam que daí resultam são alguns dos atributos da música da banda de Tom Burke, Thom Rhoades, Martyn Richmond, Lawrence Diamond e Mike Evans. A versão de Missing dos Everything but the Girl fez muitos dançarem. 

“I don’t wanna make no sense, I don’t wanna pay the rent, I just wanna lay down dead and get lovesick with you” é o statement dos Peace em Lovesick, um dos temas do mais recente álbum In Love (2013) e que foi o mote para a vinda dos ingleses a Paredes de Coura. Banda de indie rock formada em Worcester, tem na sua formação os irmãos Harry e Samuel Koisser, Douglas Castle e Dominic Boyce. Houve tempo para ouvir Higher Than The Sun, Follow Baby, Bloodshake e uma versão de Another Brick in the Wall, dos Pink Floyd a fechar a actuação.

De volta ao palco Vodafone FM levamos um murro no estômago com os dinamarqueses Iceage. A banda formada por Johan Surrballe Wieth, Dan Kjær Nielsen, Elias Bender Rønnenfelt e Jakob Tvilling Pless, tem no vocalista uma figura intensa e intrigante. Provacador ao entrar em palco, Ronnenfelt manteve um monólogo de aquecimento agressivo e um tanto ao quanto incoerente, que recebeu a total falta de empatia por parte do público. A fúria seria libertada a partir dos primeiros acordes. Uma actuação repleta de raiva e agressividade, numa expressão intensa e visceral da energia punk da banda de New Brigade e You’re Nothing. Temas como Coalition, Burning Hand e Ecstasy terão conquistado muitos espectadores que resistiram à violenta descarga de sons e emoções de Ronnenfelt e companhia. 

Com o sol já posto, foi a vez de ver os ingleses de Southend-on-Sea The Horrors ocuparem o Palco Vodafone. Faris Badwan, Joshua Hayward, Tom Cowan, Rhys Webb e Joe Spurgeon já editaram três álbuns de studio (Strange House, Primary Colours e Skying) e um quarto está na calha para ser editado já no próximo ano. Muito magro e vestido de preto, Badwan tem uma postura de quase siamês com o microfone enquanto canta temas como Mirror’s Image, Scarlet Fields, Endless Blue, Sea Within a Sea e Still Life. Com os seus riffs intensos, e a voz soturna de Badwan, terão sido candidatos ao título de concerto da noite com o seu rock com rasgos de post-punk revivalista.

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Ainda tivemos tempo para ver Cold Cave, projecto de synthpop, noise e darkwave sediado em Los Angeles, criado por Wesley Eisol em 2007. Tiveram pouco público em frente ao palco Vodafone FM, pois a actuação ocorreu quase em simultâneo com os The Horrors. Os que por aqui ficaram ouviram camadas de som sintetizado completementado pela voz titubeante de Eisol.

Bastiões do movimento neopsicadélico de Liverpool, os Echo and the Bunnymen, marcaram os anos 80 com a sua fusão única de energia punk com atmosferas melancólicas. Banda cuja glória remonta há vinte anos atrás, os Echo and the Bunnymen foram uma adição tardia ao cartaz do festival deste ano, depois de os The Kills terem sido forçados a cancelar a actução (lesão na mão contraída pelo guitarrista Jamie Hince). Os ecrãs foram desligados para a actuação da banda, de cuja a formação original restam apenas o vocalista Ian McCulloch e o guitarrista Will Sergeant. No anfiteatro de Coura escutaram-se temas como Lips Like Sugar, Nothing Lasts Forever, The Killing Moon, The Cutter, Zimbo, Rust e uma versão de Walk on the Wild Side de Lou Reed. O concerto com direito a encore (não solicitado, mas claramente programado) nunca passou de um registo morno, o que talvez reflicta um desajuste da banda ao cartaz de um festival menos dado a celebrações de carreira e focado na emergência de bandas indie.

Simian Mobile Disco, um dos nomes mais conceituados da electrónica contemporrânea, em formato live act, fecharam as actuações no palco principal. A dupla James Ford / Jas Shaw trouxe o seu techno-groove que ganha uma nova vida ao vivo com o recurso a sintetizadores analógicos, drum machines e pedais de efeitos. Não transformaram o anfiteatro de Coura numa discoteca ao ar livre, mas lá foram convidando a plateia para a dança com os seus ambientes musicais.

O fim da noite musical deu-se mais uma vez no palco Vodafone FM, desta vez com os  bascos Delorean e com White Haus, dj set de João Vieira (Dj Kitten, X-Wife). O novo projecto de João Vieira entrou em cena depois de Will Saul ter sido forçado a cancelar a sua actuação devido a alteração de horários de voo.

O festival Paredes de Coura na sua edição de 2013 encerra hoje com uma última noite de aguardados concertos. 

Texto: Joana Teixeira
Fotos: Miguel Pereira

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As cartas colecionáveis mais valiosas do mundo

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Jogar às cartas: é um dos passatempos mais antigos da humanidade e faz parte da cultura portuguesa há centenas de anos. Seja por culpa dos tradicionais torneios de sueca ou pela crescente popularidade do poker online, Portugal é um país onde as cartas de jogar têm sempre lugar à mesa.
No entanto, nem todas as cartas podem ser compradas por um ou dois euros num quiosque perto de si. Algumas são tão raras e valiosas que podem chegar a valer uma verdadeira fortuna…

Scarlett Tally-Ho Legacy Edition

Jogue poker com os seus amigos com o baralho de cartas mais exclusivo do mundo.

Desenhadas pelo norte-americano Jackson Robinson, as cartas de jogar Scarlett Tally-Ho encontram-se entre as mais valiosas e prestigiadas do mundo. No entanto, nenhum dos baralhos desenvolvidos pela Scarlett Tally-Ho é tão valioso como o Legacy Edition. A coleção Legacy Edition inclui apenas 50 exemplares e foi lançada em 2015. Desde então, o preço dos baralhos já aumentou consideravelmente e atraiu cada vez mais colecionadores. As cartas da Legacy Edition destacam-se pelo seu design único, inspirado pela iconografia do Velho Oeste, e contam com uma caixa protetora em madeira cuidadosamente fabricada à mão.
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Black Lotus

Magic the Gathering é um jogo de cartas de fantasia que é alvo do entusiasmo de milhares de jogadores em todo o mundo. Enquanto as tradicionais cartas de jogar são vendidas em formato de baralho, as cartas colecionáveis Magic the Gathering são vendidas individualmente ou em edições de 15 unidades. Novas edições de cartas colecionáveis são lançadas periodicamente desde a década de 80, mas ainda nenhuma carta Magic conseguiu ser tão rara e valiosa como a Black Lotus.
A Black Lotus é uma carta Magic tão poderosa que foi banida dos torneios oficiais. Por ter sido produzida numa das primeiras edições desenvolvidas pela Magic the Gathering, apenas 1,100 Black Lotus foram criadas. Consequentemente, os colecionadores mais fanáticos de Magic the Gathering estão dispostos a pagar autênticas fortunas por uma Black Lotus original.
Uma das poucas Black Lotus em circulação chegou a ser vendida em leilão por qualquer coisa como vinte e sete mil euros!

Crush Card Virus

Menções a “vírus” são pouco inspiradoras nos dias que correm, mas não existe nenhum motivo para suspeitar do Crush Card Virus. Este é o nome da carta colecionável mais valiosa do universo Yu-Gi-Oh, que continua a apaixonar vários colecionadores nostálgicos em todo o mundo.
As cartas da Yu-Gi-Oh não são tão valiosas como as de Magic: the Gathering ou Pokemón, mas a carta Crush Card Virus é tão rara que é praticamente impossível comprar uma por menos de três mil euros.

Pikachu Illustrator

A aplicação Pokémon Go foi um dos principais fads da década de 2010.

Mais do que a inspiração para uma série de cartas colecionáveis extremamente valiosas, Pokémon é um fenómeno de popularidade que apaixona miúdos e graúdos há mais de duas décadas. Há não muito tempo, os célebres pokémons invadiram a cultura mainstream após o lançamento de Pokémon Go, uma aplicação para o telemóvel que gerou muita polémica.
Em 2022, o YouTuber Logan Paul chegou mesmo a investir mais de três milhões de dólares num pack de cartas Pokémon que acabou por ser falso. Mas quanto vale a carta colecionável Pokémon mais rara do mundo? De acordo com a última venda registada, qualquer coisa como uns impressionantes cinquenta e quatro mil euros! Trata-se de uma carta conhecida como Pikachu Illustrator, e estima-se que existam apenas quatro em circulação.

Venexiana Gold

Se está à procura do baralho de cartas de jogar mais luxuoso do mundo, a resposta só pode ser uma: a edição Venexiana Gold, lançada em 2014 pela Half Moon Playing Cards. Apenas 212 baralhos Venexiana Gold foram produzidos, e o grande detalhe que faz com que as cartas sejam tão valiosas é o acabamento a ouro no verso.
O baralho foi desenvolvido por um designer conhecido como Lotrek, que teve bastante dificuldade em arranjar um fabricante que conseguisse aplicar um padrão em folha de ouro nas cartas. A folha de ouro acabou por ser manualmente inserida no verso de cada carta. Desde o seu lançamento, o preço dos baralhos Venexiana Gold não tem parado de aumentar.

T206 Honus Wagner

Cartas de beisebol não são usadas para jogar, mas continuam a ser cartas colecionáveis extremamente valiosas. O mercado para este tipo de objeto é enorme nos Estados Unidos, e a raríssima T206 Honus Wagner é a carta de beisebol mais cara de todos os tempos. Inacreditavelmente, foi comprada em leilão por uns impressionantes 3.2 milhões de euros! Anteriormente, a carta já tinha sido vendida por qualquer coisa como 1.27 milhões de dólares—suficiente para comprar uma casa de luxo no Algarve.
Representado na carta encontra-se Honus Wagner, um jogador do período clássico do beisebol (1909-1920) que era conhecido como o “The Flying Dutchman” (O Holandês Voador).

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CCB transmite concerto da Orquestra de Câmara Portuguesa no Museu Soares dos Reis

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O Centro Cultural de Belém vai transmitir, no dia 15 de julho, o concerto Serenata, da Orquestra de Câmara Portuguesa, no Museu Soares dos Reis, no Porto. A entrada é livre e a transmissão começa às 21h30.

Este evento surge no âmbito do projeto CCB – Cidade Digital, que o Centro Cultural de Belém desenvolve, em parceria com a Direção-Geral do Património Cultural, com o objetivo de transmitir gravações de espetáculos do CCB por todo o país e permitir a novos públicos, a fruição digital de espetáculos, em lugares fundamentais da nossa cultura e identidade.

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