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Festival Vodafone Paredes de Coura 5º Dia Foto-Reportagem

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A última noite da edição de 2013 do festival Paredes de Coura iniciou-se ao final da tarde de sábado no palco Vodafone FM com a actuação do projecto: Papercutz do portuense Bruno Miguel. O projecto de pop electrónica formado em 2005 trouxe na bagagem o seu intimismo assumido, mas segundo Bruno Miguel o espaço e tempo da actuação terão permitido mostrar ao público de Coura o que é afinal este projecto. De acordo com as palavras do artista, o projecto :Papercutz tem espaço neste tipo de festivais e Bruno Miguel terá saído de Coura com a sensação de dever cumprido na promoção da sua música.

De seguida demos um salto ao palco Vodafone para ver e ouvir os barcelenses Black Bombaim que entraram de rompante com as suas batidas hipnotizantes e que conquistaram a já muito interessante massa de gente que compunha o anfiteatro de Coura. Com a actuação dos portugueses assistiu-se a uma viagem de rock instrumental, forte e psicadélico, com as guitarras em permanente conjugação e uma bateria potente sempre a puxar. Terão sido uma das surpresas do festival para muitos dos que os viram e escutaram.

Os americanos Ducktails dos “quatro bons rapazes” (palavras da banda) Matt Mondanile, Luka Usmiani, Alex Craig e Samuel Franklin, chegaram a Paredes de Coura com altissímas recomendações de meios como a BBC ou a Pitchfork. E no palco Vodafone FM cumpriram com a sua música com toque de revivalismo dos anos oitenta. Cumpriram também com a promessa de dedicatória de uma música “à Maria”, que eles não conhecem, mas cujo pedido havia sido feito na noite anterior no Porto.

A melhor maneira de ver uma banda de rock é vê-la tocar ao vivo“, diz o baixista dos Palma Violets, Jesson Chilli, e nós gostamos muito de os ver em Paredes de Coura. Se quisermos colocar uma etiqueta na música do quarteto londrino composto por Samuel Fryer, Chilli Jesson, Peter Mayhew e William Doyle poderíamos dizer que fazem garage rock, indie rock e punk. Trouxeram a Coura o seu único álbum de estúdio, 180, recentemente editado com o selo da Rough Trade. Muito dedicados e ainda mais entusiasmados em palco, conquistaram e contagiaram a plateia, e é fácil perceber o porquê de andarem nas boas graças da imprensa inglesa. O arranque da actuação com California Sun (canção popularizada pelos Ramones) abriu caminho para uma das melhores surpresas deste festival com corpos que surfaram sobre o público e a banda a entregar-se à plateia. Acreditamos que ainda vamos ouvir falar desta banda que ao jeito dos grandes concertos de Coura nos entusiasmou bastante.

Phosphorescent é o pseudónimo do songwriter e cantor Matthew Houck do Alabama nesta sua aventura indie folk-rock. Veio atá Paredes para apresentar o novo Muchacho, editado este ano. Em palco, o projecto de Houck alargou-se a seis elementos com teclados, percussão, bateria, baixo, e assinou um concerto morno. O músico não se esqueceu de agradecer a guitarra emprestada pelos Ducktails.

E eis que rumamos ao palco Vodafone para assistir à actuação dos Calexico, que haviam manifestado a vontade de tocar em Coura, e que assim cumpriram esse desejo em 2013. Criadores de um território musical muito próprio, debitaram as paisagens tórridas dos Estados Unidos e do México, uma banda sonora de mariachis, que no entanto não se resume a isso, pois com a sua música viajam no rock, na country, na música hispânica. A actuação da banda de Burns começou a maio gás, mas com o apelo constante da banda, o entusiasmo foi crescendo. Jacob Valenzuela (trompete, voz) e os seus sopros mariachi terão sido um trunfo da banda para conquistar um público aparentemente pouco conhecedor da obra dos Calexico. Across The Wire, Splitter, Puerto, Guero Canelo, Minas de Cobre e Danza de la Muerte e uma versão curiosa de Love Will Tear Us Apart dos Joy Division foram apresentadas ao público. Com toda a equipa junta num abraço receberam os aplausos. Merecidos.

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Ao sair do concerto dos Calexico demos com os Bass Drum of Death, duo de John Barrett e Len Clark. Apesar de terem actuado numa hora de eleição para o jantar antes do concerto de Belle and Sebastian no palco principal, terão agradado com o seu garage rock repleto de riffs de guitarra àqueles que se ficaram pelo palco Vodafone FM.

Write About Love, o mais recente álbum de uma carreira iniciada em meados dos anos 90, mantém os Belle and Sebastian no seu habitual território folk/indie/pop e foi o mote do encontro da banda com o público português, sem que isso tenha deixado de permitir uma viagem ao logo da carreira da banda escossesa. Subiram ao placo com um número significativo de instrumentos, num total de treze pessoas em palco (os sete elementos da banda mais músicos de apoio, com as cordas a serem entregues a jovens músicos portugueses). Perante um público que certamente não estava familiar com a sua música, alicerçaram-se neles próprios e na sua relação com os seus instrumentos numa honesta actuação que a par da energia que apresentaram os premiou com a conquista do público inicialmente distante. O vocalista Stuart Murdoch apresentou-se em grande forma nesta  honesta viagem pela carreira da banda – no sábado à noite ouviram-se Judy Is a Dick Slap, I’m a Cuckoo, Another Sunny Day, Stars of Track and Field, I Want The World To Stop, Sukie in the Graveyard (com fãs em palco a dançar), Get Me Away From Here I’m Dying, Mayfly, The Blues Are Still Blue, I Didn’t See It Coming, Simple Things. Coura terá sido o cenário perfeito para a actuação dos escosseses, com as verdes margens do Taboão a servir de enquadramento para a delicadeza e fantasia da música dos Belle and Sebastian. Murdoch pode sentir-se velho para dar um mergulho no Taboão, mas o mergulho no palco Vodafone foi certamente pleno de força e consistência e refrescado com golpes de honestidade e simpatia.

Em formato dj set, coube ao incendiário duo francês Justice de Gaspard Augé e Xavier de Rosnay encerrar as actuações no palco principal do festival Paredes de Coura. Os músicos francesos não permitiram a captação de sons ou imagens da sua actuação. O duo esteve em sintonia plena com o público que vibrou ao longo de todo o set, debitando uma playlist capaz de agradar a todos: músicas eurodance da década de 90, Queen, Chemical Brothers, George Michael, Dandy Warhols, David Bowie, etc e as suas produções próprias. Cepticismo à parte, o festival fechou em grande no palco principal e quando assim é, pode-se dizer que a missão foi cumprida.

O palco secundário teve ainda a visita de ASIWYFA (And So I Watch You From Afar) vindos de Belfast e XXXY (DJ set), para gláudio dos festivaleiros mais resistentes e com avidez de festa.

Em jeito de balanço, João Carvalho da Ritmos, mostrou-se satisfeito com a edição deste ano do festival Paredes de Coura, confirmando que pelo anfiteatro de Coura terão passado nos últimos cinco dias um público que ronda a média dos últimos cinco anos (100 mil pessoas). Em conversa com Carvalho falamos sobre as razões do sucesso de Paredes de Coura numa actualidade em que a oferta de festivais é cada vez maior. Foram por ele salientadas a coerência na programação e o cuidado com as pessoas, quer na qualidade da comodidade e na qualidade musical. Quando questionado sobre as melhorias apresentadas este ano face à edição de 2012, João Carvalho salientou a limpeza das casas de banho, a presença do palco mais bonito de todos os festivais por ele visitados, a adição da calçada tradicional e o pórtico de entrada. Em termos de aspectos positivos desta edição do festival, nós acrescentaríamos às enunciadas por João Carvalho o recharge centre (para carregamento gratuito de telemóveis e tablets), a feira de Paredes (boa alternativa gastronómica), a enorme equipa de voluntários que constantemente limpava o recinto e dsitribuía sacos do lixo, os Vodafone shuttles que facilitavam os percursos entre o recinto e a vila, e as inúmeras propostas de descontração (gaivotas, espriguiçadeiras, camas de rede). E claro, a música. Não só nos dois palcos do recinto, mas também no Palco JN e no Palco Jazz na Relva.

Para 2014 a parceria com a Vodafone é para manter, e dentro de poucas semanas saber-se-ão as datas do próximo festival. Os contatos com as bandas já estão a ser efectuados mas como João Carvalho excelentemente relembrou, o segredo é a alma do negócio, e nomes de bandas só para mais tarde.  

Texto: Joana Teixeira
Fotos: Miguel Pereira

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As cartas colecionáveis mais valiosas do mundo

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Jogar às cartas: é um dos passatempos mais antigos da humanidade e faz parte da cultura portuguesa há centenas de anos. Seja por culpa dos tradicionais torneios de sueca ou pela crescente popularidade do poker online, Portugal é um país onde as cartas de jogar têm sempre lugar à mesa.
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Black Lotus

Magic the Gathering é um jogo de cartas de fantasia que é alvo do entusiasmo de milhares de jogadores em todo o mundo. Enquanto as tradicionais cartas de jogar são vendidas em formato de baralho, as cartas colecionáveis Magic the Gathering são vendidas individualmente ou em edições de 15 unidades. Novas edições de cartas colecionáveis são lançadas periodicamente desde a década de 80, mas ainda nenhuma carta Magic conseguiu ser tão rara e valiosa como a Black Lotus.
A Black Lotus é uma carta Magic tão poderosa que foi banida dos torneios oficiais. Por ter sido produzida numa das primeiras edições desenvolvidas pela Magic the Gathering, apenas 1,100 Black Lotus foram criadas. Consequentemente, os colecionadores mais fanáticos de Magic the Gathering estão dispostos a pagar autênticas fortunas por uma Black Lotus original.
Uma das poucas Black Lotus em circulação chegou a ser vendida em leilão por qualquer coisa como vinte e sete mil euros!

Crush Card Virus

Menções a “vírus” são pouco inspiradoras nos dias que correm, mas não existe nenhum motivo para suspeitar do Crush Card Virus. Este é o nome da carta colecionável mais valiosa do universo Yu-Gi-Oh, que continua a apaixonar vários colecionadores nostálgicos em todo o mundo.
As cartas da Yu-Gi-Oh não são tão valiosas como as de Magic: the Gathering ou Pokemón, mas a carta Crush Card Virus é tão rara que é praticamente impossível comprar uma por menos de três mil euros.

Pikachu Illustrator

A aplicação Pokémon Go foi um dos principais fads da década de 2010.

Mais do que a inspiração para uma série de cartas colecionáveis extremamente valiosas, Pokémon é um fenómeno de popularidade que apaixona miúdos e graúdos há mais de duas décadas. Há não muito tempo, os célebres pokémons invadiram a cultura mainstream após o lançamento de Pokémon Go, uma aplicação para o telemóvel que gerou muita polémica.
Em 2022, o YouTuber Logan Paul chegou mesmo a investir mais de três milhões de dólares num pack de cartas Pokémon que acabou por ser falso. Mas quanto vale a carta colecionável Pokémon mais rara do mundo? De acordo com a última venda registada, qualquer coisa como uns impressionantes cinquenta e quatro mil euros! Trata-se de uma carta conhecida como Pikachu Illustrator, e estima-se que existam apenas quatro em circulação.

Venexiana Gold

Se está à procura do baralho de cartas de jogar mais luxuoso do mundo, a resposta só pode ser uma: a edição Venexiana Gold, lançada em 2014 pela Half Moon Playing Cards. Apenas 212 baralhos Venexiana Gold foram produzidos, e o grande detalhe que faz com que as cartas sejam tão valiosas é o acabamento a ouro no verso.
O baralho foi desenvolvido por um designer conhecido como Lotrek, que teve bastante dificuldade em arranjar um fabricante que conseguisse aplicar um padrão em folha de ouro nas cartas. A folha de ouro acabou por ser manualmente inserida no verso de cada carta. Desde o seu lançamento, o preço dos baralhos Venexiana Gold não tem parado de aumentar.

T206 Honus Wagner

Cartas de beisebol não são usadas para jogar, mas continuam a ser cartas colecionáveis extremamente valiosas. O mercado para este tipo de objeto é enorme nos Estados Unidos, e a raríssima T206 Honus Wagner é a carta de beisebol mais cara de todos os tempos. Inacreditavelmente, foi comprada em leilão por uns impressionantes 3.2 milhões de euros! Anteriormente, a carta já tinha sido vendida por qualquer coisa como 1.27 milhões de dólares—suficiente para comprar uma casa de luxo no Algarve.
Representado na carta encontra-se Honus Wagner, um jogador do período clássico do beisebol (1909-1920) que era conhecido como o “The Flying Dutchman” (O Holandês Voador).

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CCB transmite concerto da Orquestra de Câmara Portuguesa no Museu Soares dos Reis

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O Centro Cultural de Belém vai transmitir, no dia 15 de julho, o concerto Serenata, da Orquestra de Câmara Portuguesa, no Museu Soares dos Reis, no Porto. A entrada é livre e a transmissão começa às 21h30.

Este evento surge no âmbito do projeto CCB – Cidade Digital, que o Centro Cultural de Belém desenvolve, em parceria com a Direção-Geral do Património Cultural, com o objetivo de transmitir gravações de espetáculos do CCB por todo o país e permitir a novos públicos, a fruição digital de espetáculos, em lugares fundamentais da nossa cultura e identidade.

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