Lembrar histórias, tradições e raízes do concelho e do país é o objectivo do Festival de Folclore da Trofa que decorreu este fim-de-semana. António Pontes, vereadorfestival-de-foore-da-trofa-.jpg do Pelouro da Cultura, esteve presente no evento e garantiu que os Ranchos “são um parceiro fundamental da Câmara na preservação da memória da comunidade”.

O Parque Nossa Senhora das Dores foi palco da décima edição do Festival de Folclore da Trofa. O Rancho Folclórico de São Romão do Coronado, o Rancho Folclórico da Sociedade Recreativa de Cabeça de Veado – Porto de Mós, o Rancho Folclórico de Alvarelhos, o Danças e Cantares do Centro Social Cultural e Recreativo da Freguesia de Monte da Senhora – Proença-a-Nova, o Rancho Folclórico de Santa Maria de Cárquere – Resende e o Danças e Cantares de Santiago de Bougado actuaram e mostraram os trajes e costumes das suas terras no primeiro dia da festa do folclore.

No domingo foi a vez do Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado, do Rancho Folclórico da Corrilhã – Ponte de Lima, do Rancho das Lavradeiras da Trofa , do Grupo Etnográfico de Samuel – Soure – Coimbra, o Grupo Folclórico de São Torcato – Guimarães e do Rancho Folclórico da Trofa.

A festa começou e terminou com o fogo de artificio, mas não sem antes José Manuel Fonseca, membro do Rancho Folclórico de Alvarelhos “louvar” a iniciativa da autarquia trofense. Em entrevista ao NT, José Manuel explicou que o Rancho de Alvarelhos “é um grupo que vive encostado a antigas terras da Maia e por isso todas as nossas danças têm algumas tradições maiatas, embora a Trofa tenha pertencido a Santo Tirso e muitas das modas de Santo Tirso também sejam representadas”. Quanto aos trajes do seu grupo muitos deles estão relacionados com a agricultura e a vida no campo, no entanto, “temos os trajes de trabalho, os trajes domingueiros e os trajes de noivos. Esta recolha foi feita por nós. Procuramos as pessoas antigas, contudo muitas não sabem bem ou não se lembram de alguns costumes, mas tentamos manter sempre a tradição”, garantiu.

A recolha das danças e músicas é feita também através das pessoas mais antigas “que foram guardando as músicas e coreografias. O Rancho aproveita algumas e assim vamos dançando por todo o lado do Minho ao Algarve, em França e por muitos lados”, acrescentou.

António Pontes, vereador do pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Trofa, esteve presente no evento e garantiu que os Ranchos “são um parceiro fundamental da Câmara na preservação da memória da comunidade”.

O “sucesso” do festival fez com que este se repetisse, trazendo à Trofa “uma cultura rica e variada como é aquela que existe no nosso país, porque somos um país tão pequeno, mas com diferenças tão acentuadas entre as culturas do Minho e do Algarve. Há uma diferença enorme nas danças, nos cantares, nos trajes e o nosso objectivo é que essa diversidade do folclore e da etnografia do nosso país possa passar todos os anos por este palco”, frisou o responsável.

A apoiar “desde a primeira hora” o folclore do concelho a autarquia tem, segundo Pontes , “trabalhado em conjunto com os ranchos para que as tradições e raízes não se percam e portanto é um trabalho valioso”.

“Um povo que não honra o passado, dificilmente terá futuro, eu acho que isto se aplica a qualquer comunidade e nós cá na Trofa temos um passado do qual nos sentimos muito honrados. A Trofa é um concelho novo, mas tem uma história muito antiga, magnífica, com mais de dois mil anos de ocupação neste território e é toda essa história que importa preservar e manter”, concluiu o vereador.

Isabel Moreira Pereira