A Trofa foi a Capital do Folclore, com a realização da 15ª edição do festival concelhio, que decorreu nos dias 7 e 8 de setembro.

Dezasseis grupos e ranchos folclóricos, oito concelhios e os restantes vindos de vários pontos do País, passaram pelo palco do Festival de Folclore do concelho da Trofa, onde reviveram as tradições, usos e costumes dos nossos antepassados.

Pela primeira vez, o festival realizou-se no Souto da Lagoa, em Santiago de Bougado, devido às obras de requalificação que estão a decorrer no Parque Nossa Senhora das Dores.

Durante os dois dias, passaram pelo palco o Rancho Folclórico de S. Romão do Coronado, Rancho Folclórico “Os Pastores de S. Romão” (Seia), Grupo de Danças e Cantares do Vale do Coronado, Rancho Folclórico da Fatela (Fundão), Grupo Etnográfico de Santiago de Bougado, Rancho Folclórico de S. Cipriano de Tabuadelo (Guimarães), Rancho Folclórico de Paranhos (Porto), Rancho das Lavradeiras da Trofa, Rancho Folclórico de Alvarelhos, Rancho Divino Salvador de Delães (V.N. Famalicão), Rancho Folclórico da Trofa, Rancho Típico Social Recreativo e Cultural de S. Pedro de Avioso (Maia), Rancho Folclórico do Divino Espírito Santo, Rancho Etnográfico de Santa Maria de Touguinha (Vila do Conde), Rancho Regional de Fânzeres (Gondomar) e Grupo de Danças e Cantares de Santiago de Bougado.

Para Assis Serra Neves, vereador do pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Trofa, este fim de semana foi de “festa e de momentos memoráveis”, onde se pôde “reviver a tradição e a vivacidade do folclore português”. O autarca denotou que a autarquia está “ciente que a cultura é um fator valorativo que introduz conhecimento, credibilidade e autoestima nos cidadãos, diligentes em salvaguardar o seu património e os seus valores culturais”. Por isso, “continua a apoiar e a promover o folclore local, pois considera que a qualidade dos grupos e ranchos folclóricos existentes no concelho transformaram já a Trofa numa referência nacional nesta área das tradições locais e da etnografia”, referiu.

Assis Serra Neves deixou uma mensagem de alento e incentivo aos grupos e ranchos folclóricos presentes, pedindo para que “nunca descurem a enorme missão que lhes cabe de não esquecerem a sua responsabilidade em manter sempre presente o nosso passado, deixando assim um legado para as gerações vindouras”.

Também para Fernando Moreira, conselheiro técnico da Federação do Folclore Português, é “sempre bom” que as autarquias “mantenham a cultura”, para que os vindouros conheçam os usos e costumes das regiões. “São com estas pequenas coisas que se juntam as culturas dos povos e que apraz ver as diferenças que há de umas culturas para as outras. O final torna-se muito rico para a cultura da Trofa”, concluiu.