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Edição 438

Candidatos apresentam propostas para o ambiente e património

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“Á Conversa Com” foi a demonização dada pela ADAPTA – Associação de Defesa do Ambiente e Património da Trofa – para um ciclo de debates com os cinco candidatos à Câmara Municipal da Trofa.

Durante uma semana, José Moreira da Silva, elemento da direção da coletividade questionou-os sobre que propostas têm para o ambiente e património do concelho.

Pedro Costa, presidente da ADAPTA, afirmou que o objetivo de conhecer as propostas dos candidatos “foi plenamente conseguido”. “Houve várias ideias que nos agradaram, agora vamos esperar que ponham em prática”, sublinhou

Já Moreira da Silva fez um “balanço positivo”, já que “ultrapassou em grande as expectativas” criadas. “Foi agradável para nós haver adesão das pessoas. Também foi muito satisfatório termos a aceitação de todos os candidatos”, ressalvou.

O moderador das conversas considera que os candidatos “precisam de amadurecer bastante” o entendimento que têm do ambiente e património, já que “parece que os secundarizam”.

Confira as propostas apresentadas pelos candidatos.

 

Conceição Silva – CDU

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A candidata da CDU defende a “despoluição do Rio Ave” e a “requalificação das suas margens”. Para Conceição Silva, “é premente fazer ver às pessoas a importância de fazer a limpeza das matas e dos rios”. Nestes locais, sugere, devem ser criados “espaços de atividade ao ar livre”. A candidata propõe ainda a “assinatura de protocolos com universidades” tendo em vista “a preservação do património junto às margens ribeirinhas”.

Para prevenir a ocorrência de incêndios, Conceição Silva propõe “a limpeza das matas” e a “reflorestação com espécies autóctones”. A mata “deve ser encarada de outra forma que não um simples negócio”, por isso, a candidata sugere que “deve haver regulamentação” que limite a área de eucaliptos.

Conceição Silva defendeu ainda as áreas de reserva natural e agrícola, relembrando a oposição à construção da Plataforma Logística, no vale do Coronado.

Já a água, assegura, “é um bem público”, pelo que a instalação da rede de abastecimento, assim como do saneamento, “deve ser concluída o mais rápido possível”.

 

Gualter Costa – Bloco de Esquerda

A reabilitação urbana é uma “prioridade” para Gualter Costa. Para além de defender a transformação de vários acessos, como a Rua Conde S. Bento, em zonas pedonais e de convívio, o candidato do Bloco de Esquerda considera premente “reforçar a ligação com as associações” e “fazer uma avaliação estratégica do ambiente”. O bloquista, que é adepto de “eventos e percursos pedonais e ciclísticos”, propõe também a “proliferação de zonas verdes” no concelho, assim como o trabalho de “despoluição do Rio Ave e ribeiros” e “monitorização da qualidade da água, solos e ar”. Neste sentido, defende uma rede de transportes públicos, como “o metro” e “pequenos autocarros”.

Do ponto de vista patrimonial, Gualter Costa sugere a “proteção” do Castro de Alvarelhos, vale da Sardoeira e estações de comboio desativadas. Estas podem servir que podem servir de Centro Municipal da Juventude (na da Trofa) e “um polo” da Casa da Cultura (na do Muro).

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Para a defesa das florestas contra os incêndios, Gualter Costa considera importante “a identificação dos pontos negros, ou seja, de áreas que ardem normalmente”, reforçando aí “o patrulhamento” e fazendo “o planeamento de acessos, zonas corta-fogo e charcas”. A reflorestação com espécies que “ardem com mais dificuldade” é outra das propostas do candidato do BE para prevenir os fogos. Sobre os edifícios, devem existir “identificação das matérias perigosas existentes e tipo de revestimento”. “Identificar todas as empresas poluentes”, “fazer planos de emergência”, “prevenir os riscos ambientais nas estradas” e “desenvolver práticas municipais respeitadoras dos direitos dos animais” são outras das sugestões do bloquista.

Em caso de inundações, Gualter Costa propõe a “identificação e inventariação das zonas suscetíveis à ocorrência de cheias, correção de zonas com grande impermeabilização dos solos e elaboração de um plano de limpeza contínua das sarjetas e cursos de água”.

 

Sérgio Humberto – PSD/CDS-PP

O candidato pela coligação do PSD/CDS, Unidos Pela Trofa, propõe a criação de um grupo de voluntários e do cargo de diretor da Proteção Civil Municipal. Para Sérgio Humberto, esta figura, que “não ficaria cara” à autarquia, “é de extrema importância” para a segurança e salvaguarda do ambiente e património do concelho, por “estar disponível 24 horas em contacto com a população e associações”. Também “a criação de uma carta de riscos”, afirmou, “é de extrema necessidade”.

No plano ambiental, o candidato considera premente “a requalificação das margens do Rio Ave”, ação que tem que também contemplar a despoluição dos cursos de água.

O “ataque à poluição sonora e atmosférica”, assim como a criação de uma “política de transportes públicos”, com o “possível” envolvimento de “uma ou mais empresas privadas” foram outras das propostas apresentadas.

Sérgio Humberto apontou ainda para a “potenciação” dos parques e zonas verdes do concelho, denotando que, por exemplo, o Monte de Paradela e a Quinta de S. Romão, “têm um potencial enorme”.

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Já do ponto de vista da organização florestal e prevenção dos fogos, Sérgio Humberto apontou para a necessidade “substituir os eucaliptos por outro tipo de árvores”, assim como “fiscalizar” os “terrenos privados” de “loteamentos”, que “não são devidamente limpos”.

O candidato sugeriu, do ponto de vista patrimonial, “potenciar as rotas dos caminhos de Santiago, dos santeiros e dos agricultores”. No que toca à defesa dos animais, propõe a criação de um “canil intermunicipal”.

 

Joana Lima – PS

Joana Lima aponta o ano de 2014 para a conclusão da rede de saneamento e abastecimento de água.

Como prioridades ambientais, a socialista elencou a 2ª fase do Parque das Azenhas, através de uma “nova candidatura” a fundos comunitários, requalificando “azenhas” e estendendo o percurso até Guidões e Santo Tirso.

Paralelamente, explicou, pretende “criar a Rota das Azenhas”, num “percurso pedestre que permite, além do contacto com a natureza, a visita às azenhas, com a sua história devidamente contada”, e “o Prémio Jovem Biológico”, para “desafiar os jovens a conhecerem a fauna e flora junto ao Rio”.

Joana Lima quer dar continuidade ao projeto “100.000 árvores”, que já permitiu “a plantação de mais de cinco mil árvores” e, por conseguinte, “a regeneração da área ardida”. A candidata afirmou que, no campo da prevenção dos fogos, “há dificuldade” em fazer com que “todos os proprietários limpem os seus terrenos”, no entanto, ressalva que na autarquia existe um setor “praticamente disponível para notificar os proprietários”. Joana Lima destacou ainda a existência da cartografia de risco florestal, “que foi implementada neste mandato autárquico juntamente com o Plano Diretor Municipal”, e que pode ser usado “em modelos de simulação de comportamento de fogo e em infraestruturas de defesa da floresta”, nomeadamente “as faixas de gestão de combustível, pertencentes à rede municipal”.

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Já o Castro de Alvarelhos pode ser potenciado, sublinha, “através de um projeto de dinamização da população escolar”.

Outra das propostas da socialista é a “candidatura” rumo aos “85 por cento de comparticipação” para “a construção de um museu de Arte Sacra”, que “reflita as tradições deste ofício” e “projete a Trofa a nível nacional e internacional”. O objetivo é, entre outras medidas, “recriar uma visita virtual às oficinas dos santeiros”.

 MIT-Adapta

Joaquim Azevedo – MIT

A “diminuição do trânsito na cidade com a construção das variantes”, o “embelezamento da Rua Conde S. Bento”, através de “plantas verdes e esplanadas”, a “limpeza da cidade” e a “recuperação de fontanários” são algumas das “prioridades” de do candidato do Movimento Independente pela Trofa (MIT).

Sobre as propostas para a prevenção dos fogos, Joaquim Azevedo afirmou que tem que saber “as condições financeiras em que se encontra a Câmara Municipal” para poder atuar, divulgando que uma das medidas pretendidas é “criar uma rede de água para combater os incêndios”.

No que toca aos pilares que devem sustentar a Proteção Civil, o candidato independente considera “necessário” o “planeamento florestal”, para saber “onde e quais as árvores a plantar”, e “fazer cumprir a legislação em vigor”.

Convidado a analisar a importância da carta de riscos para o concelho, Joaquim Azevedo afirmou ser importante “fazer um estudo para analisar as condições em que nos encontramos atualmente”.

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Edição 438

Atores locais elogiam Projeto Educativo Municipal e deixam contributos

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A visão dos atores locais sobre o Projeto Educativo Municipal (PEM) da Trofa foi o último painel das terceiras jornadas do PEM, que teve lugar no dia 5 de setembro.

Depois de vários especialistas nacionais na área educativa intervirem durante a tarde, dando o seu contributo para a construção deste documento, à noite foi a vez de individualidades ligadas ao concelho pronunciarem-se, sugerindo ações conciliadoras com o mundo do trabalho, instituições e cidadania ativa.

José Manuel Fernandes, em representação do Grupo Frezite, elogiou o conteúdo do PEM, anotando “as simetrias” existentes no concelho no que toca às taxas de analfabetismo, concretamente nas freguesias de Covelas e Guidões. Números que o empresário considera serem “uma base de trabalho importantíssima”.

Outro dos “contributos” de José Manuel Fernandes cingiu-se na relação entre a escola e as empresas, sugerindo que as novas metodologias de ensino devem preparar os jovens para que sejam capazes de “pensar, planear, decidir e executar” e ter “autorresponsabilidade”.

“Cada vez mais, temos que ter condições de receber jovens que se sintam sincronizados com as empresas. Houve uma evolução muito grande, no tratamento de base de dados, com informação automática e na qual a primeira reação é do cérebro. As metodologias absorvidas nas empresas devem estar no sistema de ensino”, defendeu.

Também Duarte Araújo, em representação da Federação das Associações Pais da Trofa, considerou o PEM “uma ferramenta fundamental” para o sucesso escolar, valorizando a participação dos encarregados de educação na sua construção. As associações de pais, sublinhou, “tentam estar inseridas no ambiente escolar” e dispõem-se a “aumentar as parcerias” com os vários atores educativos.

Para Paulino Macedo, diretor do Agrupamento de Escolas da Trofa, o PEM tem que responder às perguntas “O que somos? O Que temos? O que queremos ser?”. Uma das lacunas que, segundo Paulino Macedo, é necessário colmatar é cultivar a autoavaliação dos estabelecimentos, assim como “ajudar a fazer uma boa orientação vocacional aos alunos”.

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No campo da interação, frisou, a palavra “ouvir” está “gasta” e “deve ser substituída” pela palavra “escutar”. No entanto, as escolas, que tentam inverter a fama de sistema fechado, enfrenta algumas dificuldades: “A comunidade não entra nem nos escuta. Se na cantina um prato de sopa aparece com um cabelo, toda a Trofa sabe, mas se fizermos uma grande atividade ninguém a conhece. Às vezes parece que temos vergonha de mostrar aquilo que fazemos de bom”, sustentou.

O diretor mostrou-se preocupado com a diminuição de cerca de 200 alunos matriculados – o que fez com que o Agrupamento perdesse o estatuto de maior do país -, crendo que estes números refletem “as dificuldades económicas que as famílias atravessam”.

Já Renato Carneiro, diretor do Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas, salientou que o PEM “é um documento devidamente estruturado, com diagnósticos, soluções, aponta caminhos e permite desenvolver ações tendo em conta as necessidades dos alunos”. Com este projeto, continuou, “evita-se duplicar projetos para o mesmo público”.

 

No campo da cidadania ativa, Luís Elias, em representação das associações do concelho, denotou a conclusão do estudo de que não existe “um vínculo identitário” das pessoas com o município. “Ao não existir esse vínculo, as pessoas não se identificam com o concelho e não se integram facilmente nas associações”, referiu. Luís Elias considera que a entrega de subsídios às associações devia obedecer a “critérios rigorosos” e que “devia haver um programa” municipal com “metas traçadas” para “estimular, motivar e ligar as coletividades às escolas, com o patrocínio da Câmara Municipal”.

Já Gilda Torrão, em representação das IPSS (Instituições Particulares de Segurança Social), evocou a importância da “atitude” no trabalho de parceria entre os vários agentes educativos. “Quantas vezes as redes estabelecidas não são verdadeiras parcerias”, evidenciou.

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Grupo de Jovens C’a Fé fizeram viagem espiritual a Taizé

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 No dia 14 de agosto, o Grupo de Jovens C’a Fé, da Paróquia de S. Martinho de Bougado, partiu numa grande viagem espiritual rumo a Taizé, uma pequena aldeia de Borgonha, em França.

Iniciamos esta viagem sem qualquer tipo de expectativa em concreto, pensávamos apenas que seria um recinto fechado, muito pequeno, cheio de pó e com poucas condições. Quando lá chegamos, a primeira coisa que nos passou pela cabeça foi “de onde é que esta gente saiu?”, 3000 pessoas é um número bastante grande, mas na nossa cabeça, parecia um número relativamente pequeno. Para além disso, tudo nos chamou a atenção e quanto mais andávamos, mais nos surpreendíamos, pela positiva.

Em Taizé, a oração é composta principalmente por cânticos, que chegam a ser frases muito curtas, fáceis de repetir e de entrar no ouvido. E é através do cântico que uma pessoa consegue conectar-se, e de certa forma, falar ao Senhor. Se entrarmos no compasso, sentimo-nos embalados num ambiente muito especial porque é marcante sermos um dos três milhares de jovens que cantam com Fé! São emoções únicas e só por quem lá passa entende.

O momento de maior entrega a Deus foi na sexta-feira à noite, durante a oração e a adoração à cruz. Não conseguimos explicar aquilo que sentimos e aquilo que vivemos! Naquele momento não era preciso falar, Ele entendia tudo o que lhe queríamos dizer. Entregando nos seus braços, confiando e sentindo o seu amor, tivemos uma das experiências mais marcantes da ínfima vivência vocacional. Com a testa colada à cruz (literalmente colada) sentimos a Sua proteção, amor e sobretudo compreensão. Ali, mais que nunca, tivemos a certeza que apesar dos obstáculos que se colocam na nossa vida e muitas vezes nos fazem questionar um emaranhar de ideias, Ele estará sempre a nosso lado. Foi neste dia que percebemos a magia deste lugar algures em França, a que todos se referem com um brilho no olhar. Foi inesquecível.

Taizé é uma comunidade cheia de vida, de partilha. A cada momento, a cada oração, a cada tocar dos sinos, sentimos a vida desta comunidade sobretudo quando esquecendo as diferenças culturais, os diferentes idiomas seguimos o som dos sinos e nos entregamos ao verdadeiro Deus, aquele que nos ama acima de tudo, com cada defeito demonstrado ou muitas vezes submerso nas intermináveis vivências quotidianas. Tudo nesta comunidade é tão intenso, tão memorável, tão inexplicável e inesquecível. Todos nós sentimos essa vida quando numa igreja com aquelas dimensões se enche, e em silêncio (um silêncio total) crianças, jovens e adultos se juntam para adorar e contemplar o nosso Deus.

É impossível descrever o que lá vivemos durante quatro dias. Esta comunidade transforma-se, semana a semana, num lugar diferente. São inúmeras as pessoas que chegam pela primeira vez sem perceber muito bem o que as leva lá, sem saber os segredos que esta comunidade guarda. Por outro lado, são tantas as pessoas que voltam porque sentem falta da paz que esta comunidade transmite. Taizé é assim, uma comunidade surpreendente, cheia de vida, de partilha…que é impossível deixar alguém indiferente.

Vir a Taizé foi, sem dúvida, o melhor que nos podia ter acontecido neste momento! A ideia era partir à descoberta de uma nova realidade, um pouco diferente do que estamos habituados embora tendo sempre como base aquilo que unia todos os povos que lá se encontravam: Deus!

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Sabem uma coisa? Vamos ter saudades de tudo em Taizé…desde a comida (sim da comida!) à dureza do nosso colchão, passando pelo som dos sinos, dos cânticos, das conversas com todos aqueles que fomos conhecendo. E porquê? Porque tudo isso é vida em Taizé.

Balanços são mais que positivos. Não poderia ter corrido melhor a nossa experiência em Taizé, e que venham mais oportunidades de viver-vos intensamente a fé enquanto grupo de jovens.

“Taizé, uma comunidade, uma aldeia, uma vida… Mais que uma comunidade ou aldeia, Taizé, é um local de partilha e de interseções de vidas, de experiências espirituais vividas momento a momento de uma forma tão intensa, tão pessoal.”

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