O Rancho do Divino Espírito Santo promoveu a Festa do Emigrante, em S. Mamede do Coronado. Iniciativa tinha objetivo de “homenagear” quem trabalha fora do país.

O recinto envolvente à Capela do Divino Espírito Santo, em S. Mamede do Coronado, foi palco da Festa do Emigrante. Organizada pelo Rancho Folclórico do Divino Espírito Santo, a iniciativa realizou-se entre os dias 8 e 10 de agosto e foi, essencialmente composta por espetáculos musicais.

Um dos momentos altos foi o festival de folclore, na noite de sábado, no qual o Rancho do Divino Espírito Santo foi anfitrião. No palco, um santeiro esculpia uma Nossa Senhora, numa alusão à arte que tem raízes profundas em S. Mamede do Coronado. Em baixo, uma série de equipamentos, hoje obsoletos, mas que na altura eram fundamentais para a atividade agrícola na região. Podia ver-se uma máquina de sulfatar e dois jugos, um de 1935 e outro de 1965, contou Carlos Ferreira, presidente da direção do Rancho organizador. “Estamos num processo federativo, pelo que exigiram algumas recolhas, pelo que tivemos a ideia de retratarmos o santeiro, que é uma imagem muito forte de S. Mamede, assim como as carreteiras”, explicou.

No primeiro dia do evento, o palco foi de jovens artistas, como de Junyor Jackson, Gisela Pereira e Kiko, enquanto no domingo a noite foi animada pelos “Amigos dos Cavaquinhos”, concluindo com um show de imitações pelas “Estrelas de Silva Escura”.

A ideia de promover esta iniciativa surgiu em jeito de “homenagem aos emigrantes” que, na ótica de Carlos Ferreira, estão “um pouco esquecidos”. “Eu fui emigrante e sei o que custa e o que se sofre lá fora. Foi uma forma de lhes dar um miminho”, acrescentou.

O presidente do Rancho do Divino Espírito Santo agradeceu “o empenho da população, dos patrocinadores e de todos os elementos da direção do grupo”.