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Edição 766

Festa do Espírito Santo é primeiro desafio da Comissão da Senhora das Dores

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Festa do Divino Espírito Santo é o primeiro grande desafio da comissão de festas de Nossa Senhora das Dores. Responsável antevê dificuldades na organização da romaria de agosto, pede à apoio às empresas e desafia população que participe nas atividades e frequente o bar da comissão, na Alameda da Estação.

Já em fase de aceleração, a comissão de festas de Nossa Senhora das Dores procura devolver à população o brilho que as maiores festas do concelho tinham antes da pandemia. A primeira prova de fogo, a criação do grupo responsável pela organização, está a ser superada com dificuldade, mas há já outra para ultrapassar. A festa do Divino Espírito Santo tem programação de 3 a 5 de junho e contará com algumas novidades.
À semelhança do que aconteceu há uma década, as cerejas serão rainhas, com uma feira que vai estender-se por todo o Parque Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro e Alameda da Estação, no domingo, 5 de junho.
“Teremos cerejas de todos os locais do país à venda”, anunciou, em entrevista ao NT, o responsável pela comissão de festas, Mário Moreira.
No mesmo dia, há missa campal, na escadaria junto à Igreja Matriz de S. Martinho de Bougado, às 11h00, e para a tarde está reservado “um merendeiro à moda antiga, com a participação dos ranchos”.
A festa beneficiará, indiretamente, do grande convívio do Dia da Criança, que está a ser preparado pela Federação das Associações de Pais da Trofa e pela Câmara Municipal da Trofa, também para o dia 5 de junho.
Na manhã de sábado, um grupo de zés pereiras vai anunciar a festa pelas ruas da paróquia e, à noite, há atuação da Banda de Música da Trofa.

Bar da comissão aberto de sexta a domingo

A exploração do bar, na Alameda da Estação é uma importante fonte de receita para suportar as despesas que uma festa como a de Nossa Senhora das Dores acarreta. O espaço abriu a 13 de maio e está ao serviço às sextas-feiras, das 20h00 às 24h00, aos sábados, das 19h00 às 24h00, e aos domingos, das 10h00 às 19h00.
Manter o espaço em funcionamento não tem sido fácil, uma vez que, segundo Mário Moreira, “há uma dificuldade tremenda em arranjar pessoas que queiram, por carolice, ajudar no bar”.
Como os fundos que a comissão de festas conseguir angariar ditam a qualidade do programa cultural a apresentar na festa, o caminho adivinha-se difícil de trilhar.
Se a parte religiosa “nunca esteve em causa”, a vertente cultural dependerá muito do que for a contribuição da comunidade e forças vivas do concelho. “Na página de facebook da comissão de festas, temos tido comentários de trofenses que defendem que este evento devia ser assumido pela Câmara Municipal, como acontece em terras limítrofes. Respeitamos a ideia, mas continuamos a precisar da contribuição das pessoas, porque a autarquia já disse que nos vai dar a cota-parte da ExpoTrofa. O resto temos de ser nós a arranjar”, sublinhou Mário Moreira.
Da forma como tem sido pintado o cenário, adivinha-se um período difícil para a comissão de festas que representa as aldeias de Castêlo e Finzes. Priorizar assume-se, agora, como o principal desafio. “Nós estamos a trabalhar no sentido de abrir o programa a 13 de agosto e terminá-lo a 23 de agosto, com atuações todas as noites, principalmente com artistas locais, e um grande espetáculo. Depois, retomar a grandiosa procissão com os andores. Estamos a tentar ter iluminação e os espetáculos de fogo de artifício, mas para tudo isso são precisos muitos milhares de euros e se não os tivermos, teremos de cortar”, referiu.

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Memórias e Histórias da Trofa: O testamento luso-espanhol de António José de Oliveira Campos

Quem estuda história, ou simplesmente vai lendo documentação avulsa para adquirir mais conhecimento, como é o exemplo daqueles indivíduos de uma determinada idade que na Biblioteca Pública Municipal do Porto solicitam para consulta o Diário de Governo, sabe que este tipo de documentação que é produzida pelos Governos na fase inicial da época contemporânea irá permitir encontrar uma enorme diferença de textos informativos, alguns com situações que aos olhos do presente seriam estranhas.

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Quem estuda história, ou simplesmente vai lendo documentação avulsa para adquirir mais conhecimento, como é o exemplo daqueles indivíduos de uma determinada idade que na Biblioteca Pública Municipal do Porto solicitam para consulta o Diário de Governo, sabe que este tipo de documentação que é produzida pelos Governos na fase inicial da época contemporânea irá permitir encontrar uma enorme diferença de textos informativos, alguns com situações que aos olhos do presente seriam estranhas.
A publicação de um testamento em pleno Diário do Governo era exemplo disso. O testamento de António José de Oliveira Campos que falecia em território espanhol, ainda no estado solteiro e sem descendentes que fossem conhecidos, tendo falecido concretamente em Santa Eulália de Mondariz, diocese de Tuy, que é província de Pontevedra.
Afirmava-se que tinha património dos dois lados da fronteira, o que fazia com que o seu testamento fosse devidamente analisado, com os seus pais a serem os seus herdeiros.
Os seus pais eram Bernabé José de Oliveira e Bernardina Maria de Campos e estavam a proceder, como manda a lei, na tentativa de serem os legítimos herdeiros do seu filho recentemente falecido.
Estávamos a 31 de agosto de 1893 e o escrivão Guilherme da Costa Leite informava que não iria haver audiências nas segundas e quintas-feiras de cada semana, sendo que sempre que fosse dia santo, a audiência passava para o dia útil seguinte.
Assiste-se a um processo com elevada carga burocrática que não era de todo aconselhável para quem ainda estava a realizar o seu luto, mas também a comunicação não era de todo facilitada devido às dificuldades para a sua concretização.
Ocorreu uma pesquisa pela informação relativamente aos bens que estariam a ser arrematados pela herança, mas não foi possível encontrar a mesma, devendo referir, todavia, que o facto de o indivíduo estar em Espanha, possuir património nos dois lados da fronteira pode e deve ser encarado como um sinal que falamos de alguém que tinha um certo estatuto social e, obviamente, também económico.

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Escrita com Norte: O falecido

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Como nem todos à volta da mesa se conheciam bem e tinham vontade de ser levados a sério, apesar dos assuntos banais, a conversa mantinha-se quase de “estado”, conferida pela expressão sisuda e o tom solene das palavras. Depois de um transmitir que não deita açúcar no café e outro revelar que usa braçadeiras na piscina, o Tone pede desculpa por ser mensageiro de uma triste notícia e diz – O nosso conhecido Tino, hoje, acordou morto!
Depois de hora e meia de conversa da treta com postura hirta, três pessoas deste grupo relaxam e mostram os dentes a esboçar, vergonhosamente, um riso e intervenho – Não se riam! – e conto a estória do Berto.
Era uma vez o Berto, homem de família, que por ser casado com uma mulher e ter uma filha, a quem oferecia bonecas em criança, e um filho, com quem jogava à bola, era conotado como ultraconservador. De segunda a sexta tentava não se deitar tarde, já que o despertador teimava em cumprir a sua missão, despertá-lo sempre às sete e meia.
Numa noite, de quarta para quinta, o coração de Berto deixou de funcionar durante o sono sem que ele o tenha notado e, quando o despertador toca, Berto acorda falecido! Levanta-se, trata da sua higiene e desce para a cozinha onde já lá estão os filhos e a sua mulher, que com os afazeres domésticos e a canalha não olha para o marido, com olhos de ver, há dez anos.
A pequena, ao ver o pai, levanta-se da mesa e vai ter com a mãe:

– Mamã, o papá está morto.
A esposa vira-se e olha para o marido com olhos de ver – É verdade! Ele está morto! – pensa para si. Mas como era o último dia do mês, e para esse dia não ser descontado no ordenado, não o avisa do falecimento e Berto sai de casa às oito e trinta.
No local de trabalho pica o cartão e até à saída não falou com ninguém, sem ninguém ter notado nele…
Estranho, ninguém ter reparado no Berto – digo eu ao grupo que ouvia a estória com atenção, e prossigo – Está bem que ele era calmo e para o paradito, mas daí a não verem que estava morto!
… Apesar da condição de falecido, sem ainda o saber, só pensava na futebolada dessa noite com os amigos no pavilhão do ciclo local.
Na hora em que Berto entra no pavilhão, a esposa entra na funerária, para escolher o caixão,
(caso durante o dia ninguém o tivesse avisado que estava morto, ela própria o diria à noite, quando Berto chegasse a casa)
Apesar de Berto não estar nos seus dias, onde a personalidade um pouco apagada durante o dia se mostrava mexida no jogo da bola, nos últimos segundos da partida, com o empate no marcador, recebe a bola, finta dois, finta o guarda-redes e, com a baliza aberta, prepara o remate para o golo da vitória e Tó, o seu melhor amigo, que não gosta de perder nem a feijões e joga na equipa adversária, berra:

– Ó BERTO, TU BATESTE A BOTA.
Este cai, estatelando-se no chão sem sinais de vida, e a bola, como muitas vidas de valor relativo, saiu pela linha de fundo!

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