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Edição 437

Festa de S. Gens muito participada

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Como é habitual, as festas em honra de S. Gens realizaram-se nos dias 31 de agosto e 1 de setembro. Programa encerra a 16 de setembro, com o Dia das Gentes do Mar.

“O balanço foi muito positivo, melhor do que qualquer ano”. Quem o diz é Manuel Ramalho, um dos responsáveis pela realização das festas de S. Gens, que tem como um dos pontos altos os dias 1 e 16 de setembro.

Neste domingo, uma vez mais a procissão saiu à rua, com os escuteiros do Agrupamento 447 de Santiago de Bougado a anunciar o seu início. Seguiram-se as bandeiras representativas das confrarias da paróquia e os andores com as imagens da Senhora da Alegria e de S. Gens.

Já da parte de tarde, a animação esteve a cargo do Grupo de Danças e Cantares de Santiago de Bougado, que organizou o seu festival de folclore. “Agradeço ao Grupo, porque tem vindo a fazer o seu festival de folclore em parceria com a comissão de S. Gens e tem trazido bons ranchos”, denotou.

No momento do balanço, Manuel Ramalho afirmou que as festas “correram muito bem”, destacando a adesão “muito grande” que houve na procissão e nas missas. No sábado, dia dedicado à Nossa Senhora da Alegria, houve a missa das mães, que foi “muito linda” e teve “muita adesão”. Esta celebração foi um momento de partilha entre mães e filhos.

Também Bruno Ferreira, pároco de Santiago de Bougado, fez um balanço positivo das festas, que tiveram uma boa adesão nas celebrações religiosas. O pároco, que agradeceu o trabalho desenvolvido pela comissão de S. Gens, espera que no futuro esta festa “continue”, procurando tentar melhorar algo que considere necessário.

O programa das festas termina no dia 16 de setembro, que é dedicado às Gentes do Mar. Como é habitual, “entre 30 a 40 autocarros” e milhares de romeiros deslocam-se ao Monte de S. Gens vindos de Póvoa de Varzim e Vila de Conde para cumprirem as suas promessas.

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Edição 437

ADAPTA é um exercício de Cidadania

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 Uma comunidade que revela a sua cultura e prosperidade na expressão paisagística da extensão do seu território, que se abrange com um lance de vista é uma comunidade que se preocupa com a sua qualidade de vida. Um território bem tratado, paisagisticamente expressivo e acolhedor é um valor, não só pela felicidade que proporciona a quem nele vive ou visita, mas também pela racionalidade subjacente à utilização dos espaços, funcionalmente organizada e esteticamente perfeita.

A paisagem é uma interação entre o mundo e o sujeito e dá lugar ao belo natural, que se traduz na relação de harmonia entre a comunidade e o seu território. É o fenómeno espacial no tempo do individuo, que dá alma a uma comunidade através da imagem frondosa das matas, das sebes e cortinas arbóreas nas margens dos caminhos, das orlas dos maciços arbóreos dos cursos de água regularizados e despoluídos, do enquadramento dos aglomerados urbanos e do equilíbrio compósito das suas silhuetas.

Quando se abre uma janela à banalidade de um quotidiano de uma cidade sitiada por cimento, há gestos bem simples, aqueles que se aprendem no tempo imemorial da natureza, pois para preservar a felicidade da memória de uma comunidade é preciso deslumbrar uma estética paisagística no sentido pleno. É pouco provável que uma comunidade seja feliz sem ter o deslumbramento duma bela paisagem constituída por vários elementos que formem um conjunto com sentido útil e com expressão estética.

A preservação do ambiente e do património significa um compromisso com a vida das pessoas. É um desafio constante a procura da harmonia entre a planificação territorial e a iniciativa individual de proprietários e empresários para usufruírem do melhor rendimento da sua propriedade, respeitando os princípios do urbanismo. O planeamento do território, nas suas vertentes rústica e urbana é o alicerce de toda a prática municipal e está na sua razão de ser. A imagem do município é o resultado de conceitos e ideias aplicadas à construção do espaço edificado e da paisagem.

Para a defesa desta harmonia, e não só, nasceu em dezembro de 2000 a ADAPTA – Associação para a Defesa do Ambiente e do Património na Região da Trofa, que no artigo 2.º dos seus Estatutos está gravada a sua missão: “… para defesa, conservação e melhoria do ambiente e do património natural e construído na região da Trofa, numa perspetiva do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida das populações, segundo as vertentes da educação, informação, formação e intervenção…”. A ADAPTA defende o património construído enquanto memória de um passado, mas também a preservação do património natural nas suas diversas vertentes.

O que fazemos pelo ambiente e pelo património é apenas um reflexo do que fazemos, a nós e aos outros, por isso é que o ato de Cidadania não é só dizer que o caminho, o lugar, o rio estão sujos é também ajudar a limpá-los. As ações desenvolvidas pela ADAPTA ao longo dos tempos são muitas e bem conhecidas das pessoas atentas a estas temáticas, como é o caso da transformação de um terreno com cerca de dois mil metros quadrados de área, situado em Lantemil, Santiago de Bougado, numa horta biológica ou a iniciativa “Conversa com”, que decorre esta semana nas suas instalações, em que os candidatos à presidência da Câmara Municipal da Trofa apresentam as suas propostas para a defesa do ambiente e do património. A ADAPTA é um exercício de Cidadania como condição indispensável à formação de uma verdadeira consciência ambiental e o seu historial fala por si. Em janeiro de 2002 foi reconhecida como ONGA – Organização Não Governamental do Ambiente, pelo Instituto de Promoção Ambiental.

Proteger o ambiente e o património é proteger o ser humano. A preservação do ambiente e a defesa do património é um dever de todos. Os associados da ADAPTA têm uma dupla responsabilidade e aqueles associados que exercem cargos de governação, local ou nacional, têm uma tripla responsabilidade. É seu dever defenderem o ambiente e o património, mas também defenderem a ADAPTA, em qualquer lugar ou cargo que exerçam e em qualquer circunstância. Assim deve ser!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 437

Entrevista a Carlos Martins, candidato independente ao Muro

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“A terceira fase de requalificação do recinto de S. Pantaleão é a prioridade”

O Noticias da Trofa: O que o leva a candidatar-se à Assembleia de Freguesia?

Carlos Martins: É uma dívida que eu tenho para com a freguesia. Foi aqui que adquiri praticamente toda a minha formação, social, espiritual, académica, cultural e profissional. Sinto-me na obrigação de me recandidatar, aquele que deverá ser o meu último mandato, para que possa retribuir o que de bom o Muro me deu durante todos estes anos.

Gostava que nesta freguesia não se perdessem os principais valores que a têm caracterizado ao longo de largas gerações.

 

NT: Quais são os projetos que vai apresentar para o mandato?

CM: Apesar da conjuntura económica e financeira da nossa Câmara não ser favorável, gostaria de propor algumas obras que fossem exequíveis, nomeadamente, a execução da terceira fase do recinto de S. Pantaleão, com a construção do anfiteatro e a ligação à EN318; continuação da rua de Camões com a ligação de Gueidãos à Serra, bem como a pavimentação das poucas ruas que ainda estão em terra.
Com a repavimentação efetuada na EN 14, a colocação de sinalização luminosa e controladores de velocidade é de elevada importância junto ao Padrão e na Serra. Também o alargamento e requalificação do cemitério serão prioridades.

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NT: Qual é o projeto/área prioritário(a) caso seja eleito?

CM: Claramente, a obra do recinto de S. Pantaleão. O local estava a ser mal frequentado e o espaço não tinha a dignidade merecida. O recinto tem de estar aprazível para que todos possam usufruir dele, em todas as suas atividades. É a nossa grande aposta, juntamente com as forças vivas da freguesia, a requalificação total do espaço tornando-o num local ainda mais emblemático.

 

NT: Considera mais fácil governar sendo a Câmara e a junta do mesmo partido? Porquê?

CM: Não. Para mim, mais importante que os partidos são as pessoas e os seus valores. O importante é o respeito que se deve ter com as instituições e logicamente com as pessoas que as dirigem. Eu, nestes dois mandatos, tive sempre executivos da câmara eleitos por partidos diferentes do meu. Até 2009, liderei um executivo, que foi muito discriminado, bem como toda a freguesia, pela Câmara Municipal de então. Ficou bem na minha memória, na do executivo da junta, na dos elementos da Assembleia de Freguesia e na de todos os murenses, a constante discriminação que tivemos nessa altura.

No mandato que agora termina, sendo novamente a Câmara Municipal eleita por um partido diferente do da junta de freguesia, com grande défice financeiro e praticamente falida, foi possível um bom diálogo institucional e receber apoio financeiro para algumas obras, nomeadamente numa delas, o apoio na primeira e segunda fase de requalificação do S. Pantaleão. Fui eleito, com muito orgulho, em dois mandatos pelo CDS/PP, mas em memória do tratamento que o Muro recebeu até 2009, e também por ser imposta a coligação para o Muro, sem que ninguém da freguesia fosse “tida nem achada”, seria da minha parte incorreto, de uma grande falta de respeito e deslealdade com os murenses ser candidato por essa coligação.

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Por isso é que nós decidimos criar o IPM – Independentes pelo Muro, porque temos valores e projetos dos quais não abdicamos e que achamos que são os melhores para a nossa freguesia.

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