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Ano 2011

Comissão de Festas promete festa “boa”

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Festas em Honra de Nossa Senhora do Desterro arrancam esta sexta-feira. Comissão de Festas apostou em algumas novidades para reavivar tradição.

“Demos o nosso melhor, se não foi possível mais foi porque, realmente, não pudemos e não tínhamos dinheiro”. É desta forma que Paulo Moreira resume um ano de trabalho de 12 pessoas que puseram os pés ao caminho para realizar as Festas em Honra de Nossa Senhora do Desterro, em Bairros, Santiago de Bougado. O responsável da Comissão de Festas confessou que “agora” percebe que esta é uma tarefa que “não é fácil”, mas mesmo assim, acredita que a festa deste ano “está bastante melhor do que as anteriores”.

As festas arrancaram na segunda-feira, com o início da Semana de Pregação, marcada para as 21 horas. A cerimónia decorre até sexta-feira, 29 de abril. No mesmo dia sobe ao palco o Grupo Musical Santa Cristina, às 22 horas. O dia seguinte começa às 8.30 horas, com a entrada do grupo Juventude em Força, que vai percorrer a freguesia. A noite começa com o Grupo Sons e Cantares do Ave, que atua às 21 horas. Zé Amaro e a sua banda sobem ao palco às 22 horas. À meia-noite está prevista uma sessão de fogo de artíficio. No último dia de festa, a Banda de Música de Vila Nova de Famalicão entra às 8.45 horas, estando programadas várias atuações ao longo do dia. Às 10.30 horas vai ser celebrada Missa Solene, com sermão a Nossa Senhora. Às 17 horas, está programada a Oração da Tarde, seguindo-se a procissão, com “grandiosos andores, dezenas de anjinhos e expressivas alegorias à vida de Nossa Senhora”. Às 18 horas, volta a atuar a Banda de Música. Às 21 horas, atua o Rancho das Lavradeiras da Trofa e o Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado. O fim de semana termina com uma sessão de fogo, às 23.30 horas. A 7 de maio, está previsto um almoço convívio, às 13 horas.

“Temos um programa razoável, com duas noitadas com fogo de artifício e uma boa banda de música. Também fizemos uma aposta mais forte na vertente religiosa da festa, tendo criado um percurso maior para a procissão. A iluminação, só pela quantidade, é superior à de outros anos”, destacou Paulo Moreira. A presença de um grupo de Zés Pereiras e de guardas da GNR a cavalo são outras das novidades da romaria deste ano.

Uma das primeiras decisões tomadas por esta Comissão de Festas foi a sua formalização enquanto associação sem fins lucrativos, com a criação de estatutos e a “possibilidade de passar recibos às empresas que deram patrocínios”. “Mesmo tendo sido um pouco mais trabalhoso, esta formalização acabou por ser vantajosa, porque assim também conseguimos as licenças gratuitas a nível de câmara municipal, uma vez que é uma associação sem fins lucrativos”, adiantou Paulo Moreira.

Ao longo de um ano, a Comissão organizou várias atividades para angariar fundos, mas o resultado ficou aquém das expectativas: “Trabalhámos tanto e não foram muitas as pessoas a aderir às iniciativas”. “A maioria da população achava que as festas estavam um bocado abandonadas, por isso pensavam que não valia a pena contribuir, porque não se fazia nada”, acrescentou Paulo Moreira. No entanto, o responsável reconheceu que “não se pode fazer a festa sem dinheiro”, dando valor ao trabalho desenvolvido nos anos anteriores: “É tudo muito caro. Um orçamento geral para a festa, em números redondos, situa-se próximo dos 20 mil euros”.

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Esta comissão volta a organizar a festa para o próximo ano, uma vez que esse foi o “compromisso assumido”, no entanto, Paulo Moreira garante que, “se fosse agora”, pensaria duas vezes, já que “as pessoas podiam dar um bocadinho mais”. “Se calhar para o ano, ao verem o esforço que nós fizemos, até poderão ajudar mais”, vaticinou, esperançado. De facto, “a maioria das pessoas diz que este grupo está a trabalhar bem e até a colocar a fasquia um bocadinho alta de mais”, pois receiam que “as pessoas não dêem continuidade à festa, por não quererem fazer pior”.

Para este ano, o que a Comissão de Festas quer é que “S. Pedro ajude”: “Pelo que nós trabalhámos, acho que merecemos a adesão das pessoas e se chover será mais difícil”.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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