O tempo Pascal é assinalado pela Igreja Católica através de várias cerimonias que recordam o tempo em que Cristo viveu. Nas freguesias de Alvarelhos e Guidões foi recreada Via-Sacra de Cristo até ao Calvário, com cerca de 40 figurantes que percorreram a estrada que liga as duas povoações. A representação dos momentos da Paixão de Cristo foram da responsabilidade dos grupos de jovens das duas paroquias de Alvarelhos e Guidões.

   Mas a tradição da Pascoa traz consigo o Compasso. É uma tradição portuguesa, que está enraizada no norte, especificamente no Minho e a Trofa não foge a esta tradição. Um pouco por todo o concelho grupos de homens percorrem as freguesias do concelho pra levar "Cristo Ressuscitado" aos lares cristãos. Esta tradição, apesar de se ter vindo a perder, mantem-se ainda nas oito freguesias.

O Compasso, sempre que possível presidido pelo sacerdote, sai das igrejas no domingo de Páscoa rumo às habitações de cristãos, que por sua vez aguardam com alguma ansiedade o "tocar do sino", que anuncia a sua chegada.

Apesar de, em regra geral, a Visita Pascal ser feita no domingo de Páscoa, há casos em que o Compasso percorre as casa dos fiéis, no dia seguinte.

Momentos antes da sua chegada, as famílias fazem ainda um tapete de flores à entrada do portão, em que uns colocam apenas alguns "verdes" e pétalas de rosas e outros preferem esmerarem-se e preparam um tapete com uma cruz desenhada.

Depois do acto de "beijar a Cruz" e da despedida do Compasso, que ruma a outros lares, as famílias, geralmente preferem reunir-se para alguns momentos de convívio, saboreando as amêndoas e outras delícias características da quadra.

A Queima do Judas é um costume de cariz popular, que se realiza no sábado ou no domingo de Páscoa. Apesar de estar a desaparecer, esta tradição ainda se mantém viva na Trofa. Este ano, e organizado pela Associação Cultural e Recreativa do Vigorosa e pelo Salão de Chá Aquário, a queima do discípulo que traiu Cristo, representado por um boneco, teve lugar na freguesia de São Martinho de Bougado, no sábado.

Rancho Infantil da Escola de CidaiMais que uma pequena demonstração popular da condenação popular à traição de Judas, esta tradição tem carácter satírico e de crítica popular. "O Testamento do Judas", que consiste num conjunto de quadras populares, anónimo, que critica situações, decisões ou mesmo (embora de forma indirecta) personalidades, de determinada localidade ou aldeia também foi lido pelos responsáveis do Vigorosa.

Na segunda Feira de Páscoa a aldeia de Cidai, em Santiago de Bougado, organiza uma festa denominada "Festa da Pascoa de Cidai", com um espectáculo musical que este ano foi de cariz etnográfico com a actuação do Rancho Infantil da Escola de Cidai, Grupo Folclórico de Santa Marta de Moure de Barcelos e o Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado.