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Ano 2008

Criação do Concelho da Trofa: Ainda falta a verdadeira história

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Jose Moreira da SilvaA história da Criação do Concelho da Trofa ainda está por fazer. Mesmo agora que se festeja o 10º aniversário, continua-se a mostrar imagens manipuladas e a escrever com graves lacunas, deturpando a verdade dos factos, para gáudio daqueles que sempre estiveram do outro lado da “barricada”. Obviamente estes escritos merecem um veemente reparo.

     Em tantas e tantas páginas de escritas, nunca se escreveu sobre a importância que tiveram, para a dinâmica de vitória da Criação do Concelho, os resultados eleitorais autárquicos que mudaram a Freguesia do Muro e que até então tinha estado contra a Criação do Concelho. Com a eleição de novos autarcas nessa Freguesia, a configuração estratégica, e operacional, mudou radicalmente. É bom lembrar, que foi a partir desta nova realidade que a Comissão Promotora teve, enfim, uma sede para se poder reunir, coisa que até então o fazia em locais pouco dignos para o efeito, pois ninguém tinha tido a coragem de ceder instalações, quer particulares, quer oficiais. Finalmente, houve alguém que colocou à disposição da Comissão, instalações dignas, para quem trabalhava para a Criação do Concelho da Trofa. O primeiro acto em que a Comissão Promotora se abriu ao exterior, foi a inauguração, com pompa e circunstância, da sua sede que foi a única até a Trofa ser Concelho. Foi um dia marcante para o futuro do Concelho. Vieram, pela primeira vez, Deputados da Assembleia da Republica, apoiar a nossa causa e os órgãos da comunicação social, jornais, rádios e televisões, cá estiveram para informar o país. Este facto, que não pode ser desmentido, mas que por alguns é escondido, deve fazer parte da história, pois abriu uma enorme oportunidade, para um trabalho consistente da Comissão Promotora e com isso, deu-se um forte contributo para a Criação do Concelho. Continuam a querer escamotear este facto histórico.

     Fala-se das Juntas de Freguesia de então, como banalidades, mas esquecem-se, ou não se querem lembrar, de que as populações e os autarcas dessas freguesias, sofrerem retaliações por parte do poder municipal de então por estarem com a luta da Criação do Concelho da Trofa. Mesmo assim continuaram a apoiar essa justa reivindicação dos Trofenses e foram os primeiros a colocar no início das suas Freguesias os cartazes com a inscrição: “Aqui Nasce o Concelho da Trofa”. Alguém quer limpar da história este facto e da importância que tiveram os Presidentes de Junta de Freguesia desse tempo áureo, para a Criação do Concelho.

     Não são só estes factos que têm sido escamoteados pelos “escribas do reino”. Também não tem sido referido o importante papel que o CDS-PP teve, pois foi o partido político, que com um agendamento potestativo na Assembleia da Republica, despoletou toda a discussão de novos Concelhos, para assim poderem ser criadas condições para a criação do Concelho de Vizela, e alguns meses mais tarde, Odivelas e Trofa. Este facto marcante, faz parte da história da Assembleia da Republica, mas alguém o quer retirar da história da Trofa. Aliás o que acontece com a entrega na Assembleia, do Projecto-lei para a Criação do Concelho da Trofa. Nunca este facto é devidamente assinalado, muito menos que foram os Populares, os primeiros a entregar e só depois os restante partidos políticos. A história merece rigor e verdade.

      Deturpação dos factos e sonegação da verdade é a coordenação do fabuloso dia da “Ida a Lisboa Buscar o Concelho”. Ainda nem sequer a maioria das empresas falava em logística e para que a “Ida a Lisboa” fosse um êxito, foi preciso montar uma preciosa organização, digna de ficar nos anais da história. Mas que Logística!?! É bom lembrar que mais de 12.000 Trofenses rumaram a Lisboa, em Camionetas, autocarros e motas para além de vários Ranchos Folclóricos, Banda, Fanfarra. Os Bombeiros e uma equipa médica, marcaram a sua presença nesta grandiosa jornada de verdadeira exaltação de “Trofismo”. Obviamente toda esta Logística, foi coordenada através da Freguesia do Muro. Como muitos se lembram, pois foram imensos os Trofenses que rumaram, nos dias anteriores, das suas Freguesias até à Freguesia do Muro, para lá ajudarem a montar os diversos materiais de apoio como os bonés e milhares de bandeiras. Toda a coordenação desta imensa Logística que levou com êxito os largos milhares de Trofenses até à escadaria da Assembleia da Republica, foi feita através do Muro. Mas pretende-se esconder a verdade, nunca o referenciando ou o que é mais grave, adulterando. A verdade é que saiu do Muro toda a responsabilidade da organização do histórico e esplendoroso dia da “Ida a Lisboa Buscar o Concelho”, para tristeza de alguns e para gáudio de muitos mais.

     Tantos e tantos outros factos estão escondidos ou falseados. Nunca foi abordado com rigor a importância que tiveram as posições dos partidos políticos, em anos anteriores à Trofa ser Concelho. Nunca foi apontada a importância que teve a Rádio Trofa e os Jornais de então, na divulgação dos trabalhos da Comissão Promotora. Nunca foi relatado, quem, organizou os milhares e milhares de Trofenses na saída da Trofa e respectiva viagem até Lisboa, e coordenou a concentração no Parque Eduardo VII e a manifestação até à Assembleia da Republica para no exterior, conforme tinha sido decido se ficar a aguardar a votação, que só aconteceu no final da tarde, Uma tarde inteira a apoiar e organizar, os largos milhares de Trofenses que também ficaram cá fora. Nunca foi registado a existência do Secretariado Permanente, composto apenas por cinco pessoas, da Comissão Promotora e que tinha a missão de estar permanentemente disponível para a causa. Nunca foi abordada a Campanha Eleitoral e a respectiva eleição para Câmara Municipal de Santo Tirso, dois anos antes de sermos Concelho. Nunca foi referida a importância das Juntas de Freguesia, Assembleias de Freguesia, Associações, Escolas e Empresas para que a mobilização constituísse um êxito e a concretização do sonho se tornasse realidade. Etc. Etc. Etc.

     É verdade que muito tem sido grosseiramente escondido, da mesma forma que ainda não foi feita justiça, a quem trabalhou verdadeiramente para que a Trofa fosse Concelho, mas continuam algumas aves de rapina a surripiarem a verdade a que a Trofa tem direito.

      O que se tem dito e “escrevinhado” sobre a história da Criação do Concelho da Trofa, padece de rigor, independência e honestidade intelectual. Em nome da história, a escrita impregnada de esclerose múltipla sobre o assunto, só pode ser atirada para o caixote do lixo, em nome da verdade. É premente a reposição da verdade sobre a Criação do Concelho da Trofa.

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     José Maria Moreira da Silva

                                              moreira.da.silva@sapo.pt

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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