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Ano 2008

Fernando Moreira anuncia terreno para sede da Junta

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A situação financeira da Covelas, o protocolo de competências entre a Junta de Freguesia e a autarquia, as obras na freguesia, o processo judicial que o presidente da Junta, Fernando Moreira, instaurou contra Manuel Maia e o anúncio do terreno para a nova sede foram os assuntos que marcaram a Assembleia de Freguesia de Covelas, na passada quinta-feira, 17 de Abril.

   A sessão que foi mais pacífica que as anteriores, começou com a leitura da acta da assembleia anterior e que teve dois votos contra, dos membros do partido socialista. Domingos Faria explicou que a decisão se explica por várias razões, "que serão apresentadas numa declaração de voto". Depois da leitura do expediente, os representantes do PS apresentaram uma declaração de voto, onde explicaram os motivos pelos quais não aprovaram a acta do dia 25 de Setembro. No documento lê-se que o PS não aprovou "por considerar que ela contém erros graves no que se refere à explicação dada pelo senhor tesoureiro Feliciano Castro. O senhor tesoureiro informou que ‘esta revisão orçamental ao plano plurianual de investimentos refere-se a uma transferência de dinheiros da Câmara para a Junta de Freguesia para pagar a colocação de um tapete de asfalto na Rua da Cancela Vermelha'. E na acta está escrito ‘que o dinheiro foi para pagar um acréscimo ao valor da obra, obra esta executada na rua da Cancela Vermelha e que tinha sido facturada à Junta". Depois de questionado, o presidente da mesa Manuel Martins confirmou a alteração da acta, afirmando que a razão era de Feliciano Castro.

O clima intempestivo que tem assolado as sessões da assembleia de Freguesia também marcou a noite, com a primeira secretária Alexandra Campos Ferreira a responder ao requerimento apresentado pelo PS que condena algumas reacções de elementos da assembleia. A responsável afirmou que "tudo o que é discutido na assembleia é conteúdo político e quem não pensa assim deve abandonar a política".

Ainda no período de antes da ordem do dia, os membros do PS com acento na assembleia covelense apresentaram uma declaração em que explicam a visita de vereadores da Câmara à Covelas. Domingos Faria e Paulo Maia afirmaram que começaram por mostrar aos responsáveis da autarquia "a Rua da Gabriela que é uma rua deitada ao abandono, o que a torna quase intransitável", passando pela Ponte de Coura, "onde foram feitas obras de alargamento pelas eleições e encontram-se por acabar". A Ponte de Outeirô foi outro dos locais enunciados pelos socialistas, onde consideram que houve "um mau investimento". Na Rua da Cancela verificaram que "um particular havia vedado parte do mesmo largo com uma área aproximada de 350 metros quadrados de terreno público, com consentimento da Junta, ou se não foi com o seu consentimento, até hoje o executivo nada fez para trazer o caso à Assembleia". Por último a rua Padra Guilherme "por acabar há vários anos, deitada ao abandono e com monte de lixo há vários anos".

Em resposta, Fernando Moreira, presidente da Junta de Freguesia, referiu que na rua Padre Guilherme já retirou de lá o lixo "muitas vezes, mas ele volta a aparecer. É uma situação presente em todo o país e não é fácil controlar". A rua "está por acabar porque são necessários cerca de 250 mil euros para conclui-la".

Relativamente ao caso da Cancela Vermelha, o edil explicou que "não deu nada a ninguém", referindo-se ao terreno público, e sublinhou que este assunto "já passou, já tem 30 anos".

Na Ponte de Outeirô, Fernando Moreira sublinhou que também é de difícil resolução, face "ao investimento de 5000 mil euros necessários para colocar equipamento de segurança".

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O presidente da mesa de assembleia interveio para enunciar as Bodas de Prata celebradas pelo Presidente da Junta e, considerando um feito notável, sugeriu que o nome do edil constasse num jardim ou praceta.

Na ordem do dia, o protocolo de competências assinado entre autarquia e Junta de Freguesia foi aprovado por unanimidade, enquanto que as contas de gerência do ano de 2007 da Freguesia tiveram duas abstenções do PS.

Fernando Moreira aproveitou para informar que conseguiu o terreno para a sede da Junta, ao lado das actuais instalações. "Foi assinado o destacamento e o projecto e quando houver dinheiro é para começar", referiu.

O processo judicial instaurado pelo presidente da Junta contra Manuel Maia também foi enunciado na sessão, através de uma declaração do PS a condenar a acção do edil. Apesar de Manuel Maia ter provado a sua inocência ao apresentar provas que refutaram a apropriação ilícita de caminhos públicos, o mesmo foi ordenado a reparar um caminho que confronta com a propriedade da Fábrica da Igreja de forma a torná-lo transitável a tractores agrícolas. Fernando Moreira acusou Paulo Maia de "não valer nada como homem" e sublinhou que "o que o juiz mandou tu (Paulo Maia) vais fazer", concluiu.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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