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Edição 624

Feira Franca “superou muito as expectativas”

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O S. Pedro juntou-se à festa e a 3.ª edição da Feira Franca de Alvarelhos “superou as expectativas”. Para a organização o certame teve como pontos altos “o desfile das associações e grupos da freguesia e a garraiada”.
Pela primeira vez, depois de duas edições organizadas pelo Rancho Folclórico de Alvarelhos, o Grupo Cultural e Recreativo de Alvarelhos assumiu o comando da Feira Franca. “O Rancho não quis fazer este ano e, ao falar com o presidente da Junta, surgiu a ideia de eu e minha direção arriscarmos”, explicou Nilton Maia, presidente do Grupo Cultural e Recreativo de Alvarelhos.
Finalizado o certame, o balanço “é muito positivo”. “Superou mesmo as minhas expectativas, não pensei que ia correr tão bem”, garantiu o presidente.
Nilton Maia frisou que esta “é uma festa que toda a gente quer” e que teve “muito público” ao longo dos quatro dias de certame.
Este ano a Feira contava com algumas novidades. Além “da banda de rock e do DJ” no dia dedicado à juventude a garraiada, “por ser uma coisa diferente”, também integrou o programa. “A garraiada foi uma atividade que teve mesmo muita gente”, sublinhou Nilton Maia. Assim, para a organização, há dois momentos que se destacaram: “o desfile das associações e grupos da freguesia”, que saiu da Igreja em direção ao recinto do evento, no domingo, 21 de maio, e “a garraiada”, que se realizou na sexta-feira, dia 19.
Com um “orçamento a rondar os 25 a 30 mil euros”, as iniciativas foram para todas as idades e gostos. Música popular, atuações de vários grupos trofenses, dança, folclore, artesanato e gastronomia fizeram as delícias de todos os que passaram pela freguesia.
Alvarelhos foi o ponto de encontro para os conterrâneos mas não só. Entre os expositores encontramos pessoas de vários concelhos, todos com o objetivo de aproveitar esta mostra cultural e gastronómica para divulgar os seus produtos.
Para o presidente da Junta de Freguesia, Adelino Maia, a Feira Franca é uma boa oportunidade para “se mostrar o que há na terra”. Na visita pelos cerca de “40 stands” que o certame contemplou, o presidente da Junta encontrou “coisas que não conhecia”. “Noto que há mais stands, mais pessoas a divulgar, alguns repetentes outros novos”, denotou.
A Feira Franca de Alvarelhos “cresceu, em número de stands e em espaço”, mas “no futuro o ideal seria fazer o certame no campo de futebol”, sugeriu Nilton Maia.
O futuro é daqui a dois anos, data em que se volta a organizar a Feira Franca, e quando questionado sobre a permanência do Grupo Cultural e Recreativo na promoção do evento, o presidente deixou a dúvida no ar ao responder: “quem sabe”.
O Grupo Cultural e Recreativo de Alvarelhos agradece “a todos os patrocinadores e as pessoas que se envolveram” na 3.ª edição da Feira Franca.

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Edição 624

“Procuramos sempre as melhores condições para a formação de jogadores de excelência”

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“Formar jogadores de excelência futebolística”, para representar os seniores do Clube Desportivo Trofense (CDT), é um dos desafios do escalão de juniores, segundo contou, em entrevista, o treinador Jorge Maia.

O Notícias da Trofa (NT): Como está a correr a temporada?
Jorge Maia (JM): Quando trabalhamos na formação temos de analisar a época desportiva em duas vertentes: na continuidade formativa e no rendimento coletivo. Na vertente formativa é mais uma excelente época, pelo terceiro ano consecutivo tivemos dois atletas ainda juniores a trabalhar regularmente com a equipa sénior. O Rúben e o Rochinha jogaram várias vezes pelos seniores. Outros juniores também integraram vários treinos da equipa sénior. Temos tido a possibilidade de completar o processo formativo dos nossos jovens, acelerando a maturação e experiência competitiva de todos eles. Na perspetiva do rendimento coletivo, fomos terceiros no campeonato, não conseguimos atingir a fase final que muito ambicionávamos. Terminamos o campeonato como a equipa com mais golos marcados, mas também sofremos muitos golos. Neste particular não conseguimos superar as nossas lacunas. Contudo, foi um campeonato sempre em crescendo, na qualidade de jogo apresentada, numa 2.ª volta melhor que a 1.ª, pois elevamos o número de pontos, mais golos marcados e menos golos sofridos, o que espelha a nossa evolução coletiva ao longo dos 28 jogos realizados.
Atualmente os Juniores do CDT competem na Prova Extraordinária – Taça Acácio Lello.

NT: Quais os objetivos na competição?
JM: No nosso processo formativo, competimos para formar jogadores de Excelência Futebolística para representar os seniores do CDT. Obviamente que em cada jogo, em cada prova, temos objetivos. Ter objetivos na competição é lançar a nossa ambição para a superação. Mas atenção, esse tipo de objetivos não se sobrepõe aos objetivos formativos que temos. Dou um exemplo. Os juniores que periodicamente trabalham nos seniores não deixam de o fazer para virem jogar pela equipa júnior. Há prioridades. A nossa é esta. Procuramos sempre as melhores condições formativas para podermos assegurar a formação de jogadores de excelência futebolística para os seniores do CDT.

NT: Quais as principais dificuldades neste escalão/competição?
JM: Este escalão coincide com uma etapa decisiva na vida dos nossos atletas, estão no final da escolaridade obrigatória e têm de tomar importantes decisões para o seu futuro – faculdade, cursos profissionais ou mercado de trabalho. Este momento de escolher ou de poder escolher o caminho para o seu futuro torna-se complicado. Influencia muito o desempenho.
Outra dificuldade deste escalão prende-se com a consciencialização que uns evidenciam mais e melhores condições para se afirmarem que outros. Não é fácil para alguns jovens verificarem que não têm o nível futebolístico para estarem no topo da pirâmide formativa.
Coletivamente, nos Juniores é sempre necessário completar o plantel com alguns jogadores que acrescentam qualidade ao grupo. Nesta época e na anterior, em virtude das incertezas do CDT, não foi possível fazê-lo. Mesmo durante esta época, apesar das boas intenções não foi possível colmatar o plantel, em posições muito específicas, onde tínhamos debilidades. Foi pena, pois a equipa conseguiu atingir um nível alto em determinados momentos do jogo.

NT: Com que aptidões os atletas capacitam neste escalão?
JM: Como este escalão encontra-se no topo da nossa pirâmide formativa, os juniores são o resultado do nosso processo formativo. Formamos “Homens que sabem jogar futebol” e temos no final os jogadores de Excelência futebolística para integrarem o plantel sénior do CDT e os que continuam no futebol sem a possibilidade imediata de serem profissionais no CDT. Aqueles que integram a equipa principal do CDT ainda têm uma longa caminhada para se afirmarem, continuam a seu processo formativo.
Neste processo formativo, o Departamento de Formação contribuiu para o desenvolvimento global dos jovens. Temos no futebol o fator de aperfeiçoamento pessoal e social, contribuindo para a formação do caráter, na integração de valores da cidadania, da ética desportiva e na sensibilização e desenvolvimento de estilos de vida saudável. Podemos garantir que os juniores estão preparados para o futuro, continuando ou não a jogar num nível superior. Os nossos atletas possuem o suporte necessário para seguirem o seu caminho na sociedade.

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Edição 624

Márcia Azevedo deixou Got Talent

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Depois de Cuca Roseta a ter considerado “a melhor” de todas as audições do programa da RTP Got Talent, Márcia Azevedo chegou às galas em direto. A trofense atuou na gala de domingo, 21 de maio, mas não conseguiu reunir os votos necessários para continuar, tendo abandonado o programa de talentos.
“Quando Men Vo” da ópera La Bohème e de Puccini foi o tema escolhido pela cantora de Santiago de Bougado, mas ao contrário do que tinha acontecido na audição, Márcia Azevedo não recebeu muitos elogios dos jurados. Herman José considerou “que tinha um ponto de partida altíssimo” na ópera, mas que “ainda lhe falta um bocadinho mais” para o público “deixar de sentir as inseguranças”. Cuca Roseta salientou, no entanto, que a cantora tem “um talento fantástico”.
Em entrevista ao O Notícias da Trofa, Márcia Azevedo referiu que achou que “dentro das condições apresentadas pela produção” a atuação tinha corrido bem e que o que mais gostou na sua participação foi “ter conhecido pessoas com diferentes talentos”.
“Em relação à minha carreira musical, espero que o facto de aparecer em televisão me ajude a ter visibilidade” afirmou Márcia Azevedo. Atualmente a viver em Zurique, Suíça, a trofense de 26 anos explicou que para já vai continuar a conciliar o seu trabalho de enfermeira com a participação no coro suplente da Opera de Zurique, mas que espera “um dia conseguir cantar em Portugal”.

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