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Mantos de Nossa Senhora decorados com 1600 rosetas

Mantos de Nossa Senhora decorados com 1600 rosetas

A imagem de Nossa Senhora tem andado em peregrinação pelas paróquias de S. Romão, S. Mamede do Coronado e em S. Cristóvão do Muro. E cada uma das paróquias preparou um manto para colocar na imagem.
Desafiadas pelo pároco Rui Alves, cada família de S. Romão, S. Mamede do Coronado e de S. Cristóvão do Muro fez uma roseta em croché. Com a união das rosetas de todas as famílias, foi possível criar um manto, por cada paróquia, que tem cobrido a imagem de Nossa Senhora de Fátima durante a peregrinação que decorre desde o dia 1 de maio. O manto de S. Romão foi adornado com “perto de 400 rosetas”, o de S. Mamede com “perto de 700” e o de S. Cristóvão do Muro com “perto de 500”.
O padre Rui Alves contou que, com este pedido, pretendia que o manto significasse, “simbolicamente, as famílias, os pedidos e as suas preces”. O resultado foram três mantos “diferentes”, mas “bonitos”, que vão ficar como “recordação nas paróquias”. “Daqui a 50/60 anos, vão-se lembrar que, quando houve o centenário, as pessoas fizeram uma peregrinação e esse manto simbolizou as pessoas que quiseram, voluntariamente, fazer um quadradinho com determinadas dimensões, que depois se uniram e cobriram, significativamente e com toda a simbologia que isso tem, a Nossa Senhora”, mencionou.
A criação do manto e a peregrinação, ligando as três paróquias, surgem de uma ideia do padre Rui Alves, no âmbito do Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos, por causa da “vinda do Papa” e por aquilo que ele pede: para “a Igreja sair de si própria e rezar o terço pelas ruas da nossa terra”. “A imagem fica em associações, em casas, em famílias escolhidas, em famílias com cancro, com problemas… foi tudo escolhido ao pormenor”, ressalvou.
A peregrinação começou, a 1 de maio, em S. Romão do Coronado, na divisão com Folgosa da Maia. No dia 14 de maio, os paroquianos de S. Romão entregaram a imagem aos de S. Mamede do Coronado e, nesta quarta-feira, estes entregaram-na a S. Cristóvão do Muro.O padre referiu que estas peregrinações têm sido “brilhantes e indiscritíveis”, destacando a participação diária de “mais de mil pessoas”, o “envolvimento” da comunidade, “as luzes, as flores e os tapetes” preparados ao longo do caminho, assim como a “muita sorte que têm tido com o tempo”.
O encerramento da peregrinação está marcado para as 21 horas do dia 31 de maio e contará com a presença do bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos. A procissão vai sair do salão paroquial até à Praceta de S. Cristóvão, encerrando a sessão com “o adeus à virgem Nossa Senhora”, com a ida da imagem para a Igreja do Muro. “Gostava que o encerramento fosse o agradecimento de tudo isto e convido toda a gente a estar presente, porque de facto acho que será um momento muito grande, não de um adeus, mas de um até já, porque a Nossa Senhora está connosco e, como dizia o Papa Francisco, nós temos mãe”, terminou.

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