Face ao sucesso e à satisfação dos comerciantes, a AEBA está a equacionar realizar a Feira de Oportunidades num local “mais central”, garantindo mais conforto a lojistas e clientes.

O sucesso da edição de março da Feira de Oportunidades impulsionou a repetição da iniciativa que, desta vez, contou com menos lojas, 23, mas terminou com balanço positivo. A AEBA, Associação Empresarial do Baixo Ave, acedeu ao pedido de muitas marcas que participaram na feira, há três meses, e voltou a encher um dos armazéns da Travessa das Indústrias, em Santiago de Bougado, de grandes descontos.

O sucesso da outra edição fez com que Marlene Pereira, gerente da sapataria Pé Descalço, participasse novamente na Feira de Oportunidades. Nas primeiras horas já fazia um “balanço positivo” das vendas, que visavam o escoamento do “stock de verão e alguns produtos que sobraram do inverno”.

Por outro lado, há quem considerasse já um aspeto positivo a promoção da loja, como Alice Borges, da sapataria Estilo Descontraído: “Só o facto de conhecerem a loja já é meio caminho andado. É importante dar a conhecer os nossos produtos, divulgar as marcas, pois muitas delas não existem em muitos locais no concelho. Assim, as pessoas conhecem e ficam a saber que, na Trofa, têm tudo o que precisam”.

Com descontos de 50 por cento, Alice Borges “não queria levar nada embora”, elogiando a realização desta Feira de Oportunidades. “Eu acho excelente, devia realizar-se mais vezes, até para unir os comerciantes”, frisou.

Quem também sai sempre a ganhar desta iniciativa é a loja Noivíssima. Com descontos “chorudos” em vestidos de noiva, de cerimónia, vestuário para criança e acessórios, Ana Ferreira também fazia um balanço positivo da participação da loja: “Na outra feira (em março) foi muito bom, tivemos vários clientes que não nos conheciam e agora queremos o mesmo”.

Na Vitral, o entra e sai de pessoas fazia antever bom negócio. “Está a correr muito bem para as primeiras horas”, admitia Cristina Maia, gerente da loja de artigos de bijuteria. A comerciante apoia a iniciativa e considera que “mais lojas deviam participar, porque quanto mais variedade de produtos, melhor”.

Esmeralda Salgueirinho, gerente da Razão Boutique, considera que a Feira de Oportunidades é não só dar a oportunidade aos clientes, mas também aos lojistas: “Os tempos estão difíceis e estas iniciativas que a AEBA nos dá são de aproveitar, porque nos ajudam a equilibrar as nossas vidas de comerciantes”.

Já para António Azevedo, das Decorações Anete, um dos pontos mais positivos é a possibilidade de “escoar produtos que estão na prateleira de trás, na loja”. “Não podemos fazer montras com artigos de um ano ou dois, por isso aproveitamos esta feira para os vender, porque têm a mesma qualidade e os preços são convidativos”, frisou.

Feira de Oportunidades pode evoluir

Para Manuel Pontes, presidente da AEBA, a Feira de Oportunidades congrega “três aspetos positivos”. Para além de ser “uma iniciativa financiada pelo MODCOM (incentivos à Modernização do Comércio)”, as lojas “têm boas mercadorias que estão guardadas e muitas vezes procuradas pelos clientes”. Por outro lado, “numa altura em que as carteiras andam tão magras, esta é uma forma de o comprador encontrar artigos a excelente preço”, salientou.

O “balão de ensaio” como Manuel Pontes caracteriza a iniciativa, já se está a tornar num projeto consistente, que vai obrigar a “voos mais altos”. Está a ser equacionado um “local mais central”, com zona de restauração e entretenimento para atrair o público.

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