A organização da Feira Anual da Trofa conta com a colaboração da Cooperativa dos Agricultores de Santo Tirso e Trofa e da Confraria do Cavalo.

Há “12 anos” que a Cooperativa dos Agricultores de Santo Tirso e Trofa colabora na Feira Anual da Trofa, com a organização do Concurso da Raça Holstein Frísia. O presidente da Cooperativa, Vítor Maia, referiu que o certame é “muito importante” não só para “a Trofa e para a região”, como também “para todo o setor agrícola”, servindo de “ponto de encontro” entre os participantes.

Em termos económicos, na Trofa a atividade que tem “mais valor” é a “produção do leite”, uma vez que representa “à volta de seis milhões de euros de faturação no concelho”, criando “muitos postos de trabalho, diretos e indiretos”, tendo “um peso muito significativo na região Norte”.

O presidente evidenciou que a Feira Anual tem tido “um crescimento gradual e sustentado”, sendo “nos dias de hoje um dos melhores certames do País”. O certame recebe visitantes “de todo o país e dos Açores”, uma vez que é “um marco em termos de um certame agrícola nacional”. Vítor Maia espera que esta edição seja “um sucesso como tem sido nos outros anos” e que no Concurso “o que tiver os melhores animais seja o grande vencedor”.

O presidente salientou a importância do Concurso Holstein Frísia, por ser “uma mostra de como os agricultores tratam bem os seus animais” e de o consumidor “poder assistir às ordenhas”.

Na sexta-feira há o 6º Concurso de Preparadores e Manejadores da Raça Holstein Frísica (10.30 horas) e o Concurso Pecuário da Raça Arouquesa (14 horas). O dia seguinte fica marcado pelo Concurso Pecuário da Raça Minhota (9.30 horas) e o 12º Concurso Raça Holstein Frísia – Animais jovens (14 horas). Já no domingo, há o 12º Concurso Raça Holstein Frísia – Animais adultos (9.30 horas) e o Concurso Pecuário da Raça Barrosã (14.30 horas).

Já começa a ser uma feira de referência” na vertente equina

A vertente equina da Feira Anual da Trofa é organizada pela Confraria do Cavalo. Este ano, a chanceler, Joana Matos, denotou que esta edição será “novamente completa”, em que o picadeiro vai estar preenchido “desde sexta-feira a domingo ao fim da tarde”.

Na sexta-feira, pelas 17 horas, tem início o Campeonato Regional do Norte de Equitação de Trabalho com a prova de ensino e pelas 22.30 horas a garraiada. Já no sábado, há o Concurso de Modelo e Andamentos, Horse Ball (19 horas), Desfile da Confraria do Cavalo (21.30 horas), seguido da Gala da Confraria e das Cavalhadas. O último dia conta com uma prova de Atrelagem, Horse Paper, Campeonato Regional do Norte de Equitação de Trabalho com as provas de maneabilidade e velocidade, Hora dos Campeões do Concurso de Modelo e Andamentos, terminando com o Horse Ball.

Pelas inscrições, Joana Matos prevê a participação de “cerca de 300 cavalos”, o que será “o número ideal para uma feira com estas características”, de forma a “não haver acidentes e a não haver sobrecarga de número de animais na manga e no picadeiro”. A nível de provas, “as únicas” que poderiam “crescer são as provas lúdicas”, que são o Horse Paper e as Cavalhadas”. No Campeonato Regional do Norte de Equitação de Trabalho, a chanceler teve que “limitar o número de inscrições, para ser possível ser realizado na Trofa”, assim como o Concurso de Modelo e Andamentos que já “está no limite”.

Na vertente equina, Joana Matos sublinhou que a Feira Anual “já começa a ser uma feira de referência”, principalmente pelo Concurso de Modelo e Andamentos, onde participam “criadores de todo o país”, que pretendem “demonstrar o seu produto na primeira feira de 2014, tentando arrecadar prémios e valorizá-lo para o resto das feiras que virão ao longo do ano”.

Tal como nos “últimos dois anos”, este ano também se espera “bons exemplares”, estando já confirmadas a presença de “coudelarias de referência”, como “a Coudelaria Santa Margarida e as coudelarias do Norte, nomeadamente os da Trofa”.