Apesar das dificuldades sentidas ao longo da época, o treinador do S. Romão garante que “os objetivos foram conseguidos”. Prioridade do clube passa pela “criação de condições para os atletas jogarem”.

Vinte e seis pontos, conseguidos em 36 jogos, com sete vitórias, cinco empates e 24 derrotas. Resultados alcançados com 48 golos marcados e 90 sofridos. Este é o resumo da época 2010/11 do FC S. Romão. Resultados que lhe valeram 17º posto na tabela classificativa da 2ª Divisão Série 1 da Associação de Futebol do Porto (AFP).

José Mamede, treinador do clube romanense, confessou que a sua meta passava por “deixar dois atrás” do S. Romão, por isso considera que “os objetivos foram conseguidos”. Esta aparente falta de motivação justifica-se com “um plantel de custos reduzidos”. “Tivemos que estar sujeitos ao que apareceu e, quando um clube começa uma época sem nada da anterior, é extremamente difícil  estruturar o plantel. Estou satisfeito com os atletas que levaram o clube até ao fim e há gente com muita qualidade que poderá ser aproveitada, caso iniciemos a próxima época”, explicou.

Já Rui Damasceno, presidente do clube, não escondeu que “queria mais”, mas “não deu”: “Era impossível melhor devido às condições e à a maneira como fomos tratados dentro do campo, porque o S. Romão é um clube que não paga nada a ninguém a não ser desportivamente”.

No entanto, treinador e presidente estão de acordo num aspeto: o principal problema do clube é falta de condições para a prática desportiva. O campo é “pequeno” e em terra: “O que falta é alargar o campo, que não tem as mínimas condições. É um autêntico lamaçal sem medidas não tem medidas e tudo o que for da grande área para baixo é penálti”, esclareceu o presidente. De facto, se o S. Romão deixar de jogar nos campeonatos da AFP, não poderá voltar a ser admitido, pois não tem as condições exigidas.

Para resolver esta situação, o clube espera a “ajuda da autarquia”, já que “existe boa vontade dos quatro proprietários dos terrenos onde foi construído o campo”, mas, “ninguém vai dar nada a ninguém”. “É necessário haver conversações entre o clube, a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal”, declarou Rui Damasceno. Ainda assim, o dirigente mostrou-se confiante no futuro: “Se esta situação se resolver tenho a certeza que as verbas para as obras vão surgir. O que é preciso é mostrar um bom projeto”.

José Mamede anunciou mesmo que “só” continua “se vir a luz ao fundo do túnel”. “Não é necessário que a obra esteja feita, mas que sejam dadas garantias para a sua execução”, afiançou. Caso isso não se verifique, o técnico abandona o comando da equipa sénior.

Já Rui Dasmaceno não põe de parte a continuidade no clube, embora adiante que não se candidata que “se continuar tudo conforme está e se não tiver apoios e condições para trabalhar”.

 

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