Alvarelhos tem, desde 15 de agosto, um novo movimento: a Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos. Apresentada durante a festa de Nossa Senhora da Assunção, esta é um fanfarra que quer ser diferente do habitual.

Pequenos acessórios de cabelo azuis, com um pequeno chapéu completam e dão um toque especial à farda das majorettes. Saia-calção azul escuro, camisola também azul num tom mais claro e botas pelo joelho nos mesmos tons para as meninas e as mesmas cores para os meninos, que vestem calças e dispensam o arco de cabelo e as botas de cano alto. Este é o fato que já conquistou o lugar no guarda-roupa de muitos jovens em Alvarelhos, que fazem parte da Fanfarra da freguesia, recentemente criada.

A ideia não partiu de “ninguém em particular”, mas a Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos é já um sucesso na freguesia. “Um conjunto de pessoas” lembraram-se de criar o grupo e avançaram “em força”. Filipe Moreira é um dos responsáveis pela Fanfarra e coordena os músicos, que certeiros tocam “timbalões, tarolas, bombos e agogôs”, todos instrumentos de percussão.

“Este projeto surgiu a partir de uma brincadeira criada para os cortejos da freguesia, cujas verbas revertiam para as obras da Igreja Matriz. Todas as aldeias contratavam uma fanfarra para abrir o seu cortejo, no entanto as Aldeias do Sul decidiram poupar esse dinheiro e criar uma pequena fanfarra com a ajuda da população local”, recordou.

O objetivo da criação desta fanfarra era “ser diferente do habitual” e, “desde o início, que isso se tem vindo a notar”, a começar pelas “músicas e coreografias implementadas”. “Pretendemos ter várias vertentes, como grupo de ‘tramboleiros’, mas também grupo de percussão, que faz espetáculos de rua e de palco, mas isso são passos a dar mais à frente. Neste momento queremos solidificar aquilo que temos, sabemos que com as demonstrações realizadas no mês de Agosto, tanto na festa da padroeira como na de S. Roque, mais elementos entrarão e que terão que ser moldados para aquilo que queremos”, explicou Filipe.

E como qualquer fanfarra precisa de instrumentos, os Bombeiros Voluntários da Trofa ofereceram o que tinham. Filipe Moreira fez questão de “agradecer toda a ajuda e colaboração prestadas”.

A primeira aparição da Fanfarra “correu lindamente”: “A população adorou e apoiou o ‘avançar’ desta nova luz da freguesia”. “Ficámos extremamente contentes com a aceitação da população, do nosso pároco, com os elogios e a força que nos deram. Foi bastante importante e levou-nos a tornar este projeto realidade”, reiterou Filipe Moreira.

Depois disto, era hora de “reunir um conjunto de pessoas que trabalhassem por esta causa, metendo mãos na massa para sair um fantástico bolo”, que foi dado a provar no dia 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Assunção.

A Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos conta com 40 elementos, entre os 8 e os 40 anos. “Ainda somos poucos, mas só temos 15 dias de vida, pensamos que daqui para a frente irá crescer, não só em elementos, mas também em qualidade”, vaticinou o jovem. Os ensaios são ao ar livre e, garante o responsável “têm surgido imensas pessoas para assistir e ver os progressos”.

Para isso, Filipe quer “introduzir mais alguns instrumentos de percussão e iniciar os de sopro, nomeadamente trompetes e gaitas de foles”. Para isso, fica o pedido: “Se houver por aí tocadores de trompete ou gaita de foles que se queiram juntar à nossa causa, por favor, contactem-nos”.

Apesar do otimismo, “esta fase de início da fanfarra é muito complicada”: “Temos imensos custos com fardas, instrumentos e outras coisas e que necessitamos de todo o apoio monetário que possa surgir”.

Para que este projeto continue a ser desenvolvido na freguesia é necessário que “todos os que queiram contribuir para esta causa” o façam, já que a fanfarra necessita de “apoio monetário com alguma urgência”. “Desde já agradeço a todos aqueles que contribuíram com as suas ofertas para esta causa, ficaram para sempre marcados nesta fanfarra”, declarou Filipe Moreira. Entre todos os que ajudaram a que este projeto fosse uma realidade estão “aqueles que contribuíram com as suas ofertas para que a fanfarra pudesse deixar de gatinhar e começar a andar, o pároco local, José Ramos, pelo apoio, empenho e dedicação e a todos os elementos da fanfarra, já que sem eles nada seria possível. “É claro que não podia deixar de agradecer à população de Alvarelhos pelo apoio incondicional que nos deu e continuarão a dar. São eles que nos dão força para dar cada passo e gostaria ainda de dar os parabéns à direção da fanfarra, esses homens e mulheres, que durante oito meses prepararam e lutaram para que nascesse a Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos”, acrescentou. {fcomment}