quant
Fique ligado

Ano 2011

Fanfarra de Alvarelhos quer ser “diferente”

Publicado

em


Alvarelhos tem, desde 15 de agosto, um novo movimento: a Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos. Apresentada durante a festa de Nossa Senhora da Assunção, esta é um fanfarra que quer ser diferente do habitual.

Pequenos acessórios de cabelo azuis, com um pequeno chapéu completam e dão um toque especial à farda das majorettes. Saia-calção azul escuro, camisola também azul num tom mais claro e botas pelo joelho nos mesmos tons para as meninas e as mesmas cores para os meninos, que vestem calças e dispensam o arco de cabelo e as botas de cano alto. Este é o fato que já conquistou o lugar no guarda-roupa de muitos jovens em Alvarelhos, que fazem parte da Fanfarra da freguesia, recentemente criada.

A ideia não partiu de “ninguém em particular”, mas a Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos é já um sucesso na freguesia. “Um conjunto de pessoas” lembraram-se de criar o grupo e avançaram “em força”. Filipe Moreira é um dos responsáveis pela Fanfarra e coordena os músicos, que certeiros tocam “timbalões, tarolas, bombos e agogôs”, todos instrumentos de percussão.

“Este projeto surgiu a partir de uma brincadeira criada para os cortejos da freguesia, cujas verbas revertiam para as obras da Igreja Matriz. Todas as aldeias contratavam uma fanfarra para abrir o seu cortejo, no entanto as Aldeias do Sul decidiram poupar esse dinheiro e criar uma pequena fanfarra com a ajuda da população local”, recordou.

O objetivo da criação desta fanfarra era “ser diferente do habitual” e, “desde o início, que isso se tem vindo a notar”, a começar pelas “músicas e coreografias implementadas”. “Pretendemos ter várias vertentes, como grupo de ‘tramboleiros’, mas também grupo de percussão, que faz espetáculos de rua e de palco, mas isso são passos a dar mais à frente. Neste momento queremos solidificar aquilo que temos, sabemos que com as demonstrações realizadas no mês de Agosto, tanto na festa da padroeira como na de S. Roque, mais elementos entrarão e que terão que ser moldados para aquilo que queremos”, explicou Filipe.

E como qualquer fanfarra precisa de instrumentos, os Bombeiros Voluntários da Trofa ofereceram o que tinham. Filipe Moreira fez questão de “agradecer toda a ajuda e colaboração prestadas”.

A primeira aparição da Fanfarra “correu lindamente”: “A população adorou e apoiou o ‘avançar’ desta nova luz da freguesia”. “Ficámos extremamente contentes com a aceitação da população, do nosso pároco, com os elogios e a força que nos deram. Foi bastante importante e levou-nos a tornar este projeto realidade”, reiterou Filipe Moreira.

Publicidade

Depois disto, era hora de “reunir um conjunto de pessoas que trabalhassem por esta causa, metendo mãos na massa para sair um fantástico bolo”, que foi dado a provar no dia 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Assunção.

A Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos conta com 40 elementos, entre os 8 e os 40 anos. “Ainda somos poucos, mas só temos 15 dias de vida, pensamos que daqui para a frente irá crescer, não só em elementos, mas também em qualidade”, vaticinou o jovem. Os ensaios são ao ar livre e, garante o responsável “têm surgido imensas pessoas para assistir e ver os progressos”.

Para isso, Filipe quer “introduzir mais alguns instrumentos de percussão e iniciar os de sopro, nomeadamente trompetes e gaitas de foles”. Para isso, fica o pedido: “Se houver por aí tocadores de trompete ou gaita de foles que se queiram juntar à nossa causa, por favor, contactem-nos”.

Apesar do otimismo, “esta fase de início da fanfarra é muito complicada”: “Temos imensos custos com fardas, instrumentos e outras coisas e que necessitamos de todo o apoio monetário que possa surgir”.

Para que este projeto continue a ser desenvolvido na freguesia é necessário que “todos os que queiram contribuir para esta causa” o façam, já que a fanfarra necessita de “apoio monetário com alguma urgência”. “Desde já agradeço a todos aqueles que contribuíram com as suas ofertas para esta causa, ficaram para sempre marcados nesta fanfarra”, declarou Filipe Moreira. Entre todos os que ajudaram a que este projeto fosse uma realidade estão “aqueles que contribuíram com as suas ofertas para que a fanfarra pudesse deixar de gatinhar e começar a andar, o pároco local, José Ramos, pelo apoio, empenho e dedicação e a todos os elementos da fanfarra, já que sem eles nada seria possível. “É claro que não podia deixar de agradecer à população de Alvarelhos pelo apoio incondicional que nos deu e continuarão a dar. São eles que nos dão força para dar cada passo e gostaria ainda de dar os parabéns à direção da fanfarra, esses homens e mulheres, que durante oito meses prepararam e lutaram para que nascesse a Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos”, acrescentou. {fcomment}

Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

Publicado

em

Por

A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

Publicidade

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

{fcomment}

(mais…)

Continuar a ler...

Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

Publicado

em

Por

O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

{fcomment}

Publicidade
Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);