Grupo Caridade de S. Martinho está em Covelas para ajudar doentes, pessoas solitárias e todos aqueles que quiserem um ombro amigo. Caridade também é uma das vertentes da solidariedade, ligada à religião.

Solidariedade: responsabilidade recíproca entre elementos de um grupo social, profissional, etc.; sentimento de partilha do sofrimento alheio; sentimento que leva a prestar auxílio a alguém; adesão ou apoio a uma causa, a um movimento ou a um princípio. A definição é extensa e não se deve esgotar por aqui. Pelo menos no alcance do ato, a solidariedade pode ganhar proporções inimagináveis. E quem fala de solidariedade também pode falar de ajuda, generosidade, cooperação… e caridade.

O último termo está, obrigatoriamente, ligado à religião católica e caracteriza-se, entre outras coisas, por “gestos e ações feitos por amor, pois são provenientes de Cristo”. É esta a filosofia do grupo Caridade de S. Martinho, formado há menos de um ano em Covelas e que “nasceu da boa vontade das pessoas perante as dificuldades que iam surgindo a nível paroquial”. Laurinda Martins é a presidente do grupo e conta ao NT que, ao longo destes meses de existência, o grupo tem conseguido “convergir esforços de todos os elementos, bem como de um conjunto de anónimos, que estão na retaguarda a apoiar das mais diversas formas”.

Atuar para “minimizar alguns aspetos menos positivos na vida das pessoas” é um dos objetivos do Caridade de S. Martinho, que pretende afirmar-se na freguesia de Covelas. “Penso que nem todos tomaram consciência da finalidade do grupo. Porém, uma grande parte sabe da nossa existência e, logo, desde o início recebeu de bom grado esta iniciativa. Estamos a aguardar um boletim informativo, por parte do pároco, para ser distribuído a toda a população”, afirmou Laurinda Martins.

Nas atividades já desenvolvidas pelo grupo, houve “uma adesão que superou as expectativas”.

As pessoas que procuram ajuda são as que “carecem de alimentos, agasalhos e medicamentos” e outras que “solicitam para o acompanhamento a consultas, bem como para resolver problemas de ordem burocrática”. “Para além destes serviços, damos prioridade às visitas aos doentes, aos sós e acompanhamos as famílias nos velórios, enfim, cumprimos as obras de misericórdia. Apelo a todos os covelenses que, sempre que souberem de casos que necessitem de ajuda, os façam chegar ao grupo, para bem de todos”, apelou.

O grupo Caridade S. Martinho faz já um “balanço positivo” da sua atividade: “Houve seis doentes a participar num retiro e acompanhamos alguns na Peregrinação dos Frágeis a Fátima. Paralelamente, nove elementos do grupo participaram num curso de formação da Pastoral da Caridade, no Centro de Cultura Católica do Porto e cada um custeou as suas despesas, um sinal muito positivo”.

Na próxima reunião, em setembro, os elementos vão discutir o plano anual das atividades. Laurinda Martins tem a certeza que “haverá propostas muito ricas”.

A presidente do Caridade de S. Martinho aproveitou para apelar à solidariedade da população para a doação de “géneros alimentícios”, como “arroz, batatas, cebolas, açúcar e azeite”, e “fraldas de criança e adulto”.

E quanto ao entendimento que tem de solidariedade, Laurinda Martins é peremptória: “A palavra solidariedade, tanto quanto a concebo, implica ações de generosidade que alguns dispõem em prol dos outros e que resulta em compromissos com aqueles a quem se oferece.

A minha experiência diz que são atitudes a louvar, vindas de onde vier, ou para quem quer que sejam. O grupo do qual faço parte tem cariz caritativo, ou seja, tem a sua raiz em Jesus Cristo, d”Ele partimos e atuamos, isto sem ser caridadezinha, onde se dá uma esmola e achamos que já podemos dormir descansados. Que cada elemento se dê antes de dar”, concluiu.

 

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