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Ano 2011

Atividades do Centro Comunitário da ASAS em fotografia (c/video)

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A Associação de Solidariedade e Ação Social (ASAS) comemora este ano o 10º aniversário do Centro Comunitário da Trofa. Exposição de fotografias sobre o trabalho do centro está patente na Casa da Cultura.

“A ASAS pode contar comigo sempre que quiser. Sempre que me derem apoio, eu estou disposto a ajudá-los. Contem comigo, que eu estou aqui para isso”.

A promessa de António Moreira é o espelho do trabalho desenvolvido pela ASAS, que há dez anos apoia os trofenses através do Centro Comunitário, situado em S. Martinho de Bougado.

O aniversário do espaço foi assinalado com a exposição “10 Anos a Investir nas Pessoas”, que reuniu fotografias de várias atividades realizadas ao longo de uma década. A inauguração da mostra decorreu no sábado à noite, dia 27 de agosto.

Mas nem só os mais velhos fizeram a história desta década. No mesmo ano em que nasceu o Centro Comunitário, nasceu também um dos jovens utentes do espaço.

Diogo Freitas frequenta o Centro há “cerca de dois anos” e o seu sorriso ilumina a sala de exposições, numa das fotografias selecionadas. De poucas palavras, Diogo resume este tempo simplesmente como “fixe”. “Na altura das aulas, vão buscar-me à escola, faço os trabalhos de casa no Centro e depois brinco. Agora nas férias, fazemos atividades e também brincamos. É melhor ter o tempo ocupado na ASAS, porque estou lá com os amigos em vez de estar em casa sozinho” explicou.

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A ideia para a realização da exposição surgiu da vontade de “tornar evidente aquilo que é feito e a história dos dez anos do Centro Comunitário”, explicou o coordenador técnico do espaço, José Paulo Nunes. “As fotografias surgem como uma forma de eternizar os momentos. Perdemos sempre no tempo alguma parte importante das memórias e daquilo que foi feito, mas é sobretudo para relembrar aquilo que foi desenvolvido”, acrescentou.

 

No Centro Comunitário da Trofa, utentes e técnicos formam uma família. “É um espaço com muita vida, onde os mais novos e os mais velhos interagem com muita naturalidade, onde se conhecem, onde falam uns com os outros, onde a equipa tem muito gosto em acompanhar e fazer parte do dia a dia destas pessoas”, garantiu o responsável.

Este “tem de ser o segredo para os próximos dez anos”, porque “há cada vez mais a necessidade de combater o isolamento, a pobreza envergonhada e as dificuldades que muitas vezes as pessoas sentem”.

Depois da inauguração da exposição, utentes e convidados puderam assistir ao espetáculo “Fados do Canavial”, com os músicos e os fadistas a associarem-se de forma gratuita à festa. O presidente da ASAS, José Pinto, assistiu ao espetáculo e enalteceu a atitude dos artistas: “É um gesto solidário, muito bonito e é a prova mais do que evidente de que nós somos merecedores”. “Por isso é que a comunidade trofense está sempre presente, quando fazemos o apelo, com toda a sua generosidade”, acrescentou.

O presidente da associação reconheceu a importância da data assinalada. “É um concretizar de dez anos de serviço a esta comunidade, que é merecedora. É um momento marcante e a festa foi extraordinária”, afirmou.

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A Câmara Municipal da Trofa também se associou à cerimónia de aniversário, abrindo as portas da Casa da Cultura à história e às estórias do Centro Comunitário. Joana Lima, presidente da autarquia, deu os “parabéns à ASAS”, por “todo o trabalho que tem desenvolvido ao longo destes anos”. A edil fez ainda questão de “agradecer” à associação “o facto de se ter lembrado desta casa tão importante no nosso concelho”.

Esta foi apenas uma das iniciativas que o Centro Comunitário vai desenvolver até ao final do ano.

O plano comemorativo mais alargado inclui outra exposição de fotografias, um workshop, uma caminhada e “outras iniciativas”, que devem terminar no dia 30 de novembro. “Vamos chamar a atenção da comunidade e convidá-la a participar”, assegurou José Paulo Nunes.

Esta exposição pode ser vista até 17 de setembro, na sala de exposições da Casa da Cultura, em Santiago de Bougado.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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