O concelho de Vila Nova de Famalicão irá disponibilizar, em breve, táxis adaptados para o transporte de pessoas com mobilidade reduzida. A medida, pioneira no País, surge na sequência de um desafio lançado pela Câmara Municipal aos taxistas do concelho. Neste sentido, a autarquia liderada por Armindo Costa decidiu abrir um concurso público para a atribuição de licenças aos veículos que apresentem condições para a prestação deste serviço social. A proposta que prevê a atribuição de quatro licenças de táxi, uma para cada uma das praças de regime condicionado (cidade de Famalicão, Joane, Ribeirão e Riba de Ave) foi aprovada por unanimidade na última reunião do executivo municipal.

 De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa, esta medida "significa, acima de tudo, um imperativo da nossa política municipal na eliminação de todas as barreiras urbanísticas e arquitectónicas, permitindo às pessoas com dificuldades de mobilidade o acesso a todos os sistemas e serviços da comunidade, criando condições para o exercício efectivo de uma cidadania plena".

Neste momento, existem já quatro empresas de táxis (Freitaltixis, Lda; Táxis Centrais de Joane, Lda, Elsesi – Transporte Lda e Táxis A. Cavadas, Lda) interessadas em concorrer à atribuição de licenças para o transporte de pessoas com mobilidade reduzida. Para Armindo Costa, "a melhoria das condições de acessibilidade é um dos problemas mais sensíveis no quotidiano das cidades sobre o qual importa intervir aos mais diversos níveis da gestão autárquica".

No concelho de Famalicão existem, actualmente, 111 táxis em actividade, mas nenhum deles está preparado para transportar pessoas com mobilidade reduzida. Para se deslocarem ao hospital ou ao médico, estas pessoas podem solicitar o serviço de uma ambulância, no entanto, quando se trata de uma ida ao cinema, à biblioteca ou ao banco, não existem alternativas. "Com a concretização desta medida estamos a dar um passo importante na promoção da igualdade, do direito à qualidade de vida, à educação, à cultura e ciência e à fruição e criação cultural", acrescenta ainda Armindo Costa.