Diversas escolas e instituições do concelho de Vila Nova de Famalicão têm visitado nos últimos dias a exposição documental "Somos Filhos da Madrugada", que está patente até ao final do mês de Maio, no átrio dos Paços do Concelho de Famalicão. Constituída por dez painéis repletos de documentos, fotografias e recortes de imprensa que retratam os principais momentos vividos antes, durante e depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, no concelho, a mostra já recebeu a visita de várias dezenas de pessoas.

 Organizada pelo pelouro da Cultura da Câmara Municipal a exposição recorda, por exemplo, as greves dos trabalhadores na Mabor e na Têxtil Manuel Gonçalves, o conturbado processo de mudança no poder autárquico e todo um conjunto de acontecimentos decorrentes da revolução de 25 de Abril de 1974, designadamente as primeiras eleições livres para a Assembleia da República. "São temas históricos, que ajudam os alunos do ensino básico e secundário a compreender melhor as diversas alterações firmadas na sociedade portuguesa, ao longo dos anos 70", refere a propósito o presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa. Mas, de acordo com o autarca, a exposição aborda "temas de grande interesse não só para os estudantes, mas também para todos os famalicenses, que reencontram aqui um passado, não muito distante, que ainda nos é familiar".

A mostra pode ser visitada de segunda a quinta-feira das 09h00 às 18h00 e à sexta-feira entre as 9h00 e as 12h00.

Comunicados ao povo, listas de candidatos às primeiras eleições livres, dezenas de fotografias e inúmeros recortes de jornais da época como "Estrela da Manhã", "Notícias de Famalicão", "Jornal de Famalicão", entre muitos outros, são apenas alguns dos documentos patentes na exposição, que constitui uma autência viagem à grande revolução política dos anos setenta, que mudou a face do país e, por consequência, do concelho de Vila Nova de Famalicão.