Exposição Trofa 10 anos Numa verdadeira viagem ao passado, a Exposição e o Livro que marcam os 10 anos de existência do concelho da Trofa foram apresentados este sábado na Casa da Cultura, onde foram recordadas as grandes lutas dos trofenses.

“A exposição e o livro contam a história da preparação para sermos concelho”, afirmou Bernardino Vasconcelos na apresentação do Livro e Exposição que retratam os 10 anos de existência do concelho da Trofa.

O edil lembrou ainda algumas das histórias retratadas: foi uma multidão que esteve em Lisboa acompanhar os trabalhos na Assembleia da República onde se votava a constituição do concelho, como também se faz a história dos 10 anos, desde a primeira comissão instaladora, até à data de hoje, nas várias vertentes, nas várias áreas, com a participação de todos os trofenses”.

A exposição convida o visitantes a recuar no tempo e propõe uma viagem que começa a 19 de Novembro de 1998 com a ida dos Trofenses à Assembleia da República para ir buscar o concelho, terminando na actualidade, com as infra-estruturas que marcaram a primeira década de existência do mais novo município do país.

Mas para o edil recordar estes passos que levaram os trofenses à conquista de um concelho é “fundamental”, porque “a memória serve para nos impulsionarmos para outro tipo de atitude, uma atitude pró-activa que reforce a nossa ambição”, afirmou.

O Livro “Trofa 10 anos”, coordenado e desenvolvido pela Câmara Municipal da Trofa, conta a história do concelho e a sua evolução até à autonomia administrativa, com testemunhos reais. Os depoimentos dos trofenses, nomeadamente membros da Assembleia Municipal, Juntas de Freguesia, empreendedores e empresários, responsáveis pelos agrupamentos escolares, Clubes e Associações.

“No livro estão aqueles que fazem parte do concelho e que de uma forma muito forte e muito dinâmica são pedras angulares da construção do desenvolvimento do concelho, não é só a câmara, as pessoas têm desempenhado um papel importante”, frisou Bernardino Vasconcelos.

Também a participar na concretização deste livro, Costa Ferreira, jornalista trofense adiantou ao NT/Trofa Tv que este “é mais um marco que fica na história desta terra e foi realmente com muito prazer e com muito gosto que eu aceitei o convite que me fizeram para ocupar algum espaço nesse livro”.

No livro o jornalista faz “uma discrição, não muito aprofundada, mas compreensível da evolução registada na Trofa desde 1836, quando estas oito freguesias deixaram de pertencer à Maia, para integrarem o concelho de Santo Tirso, depois passados 162 anos falo da criação do concelho da Trofa. É um percurso muito grande, cheio de obstáculos, cheio de sacrifícios”, recordou Costa Ferreira.

A fazer parte da Comissão promotora do Concelho da Trofa desde a sua fundação, o jornalista recorda as batalhas com grande emoção, no entanto refere “eu fui uma peça, num grande xadrez”.

“Sempre que recordo o dia 19 de Novembro, eu próprio fico comovido, mais por ter feito parte da comissão que durante dez anos lutou para esse efeito, e quando se luta e se vence a guerra, dá comoção”, acrescentou.

Mas para Costa Ferreira a luta pela independência “valeu a pena”, no entanto “ainda não termos aquilo que sonhamos, a Trofa ainda não está conforme queríamos que estivesse, mas a culpa não será tanto dos autarcas presentes será mais do Governo Central porque não tem sido investido aqui aquilo que é indispensável”.

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