A aldeia dos estrumpfes está na Trofa até 10 de junho. Colecionador trofense organizou exposição para deliciar adultos e crianças. Depois, a intenção é mostrá-la por todo o país.

Há imagens que nos saltam da memória. Há episódios que nos enternecem ou nos desafiam. Há figuras que se multiplicam, umas mais peculiares que outras, mas todas têm o mesmo valor. Pelo menos para Vítor Macedo, que decidiu erguer o mundo encantado dos estrumpfes. A aldeia destas figuras azuis com chapéus brancos (e alguns vermelhos) está em exposição no FIJE (Fórum Inovação e Jovens Empreendedores), na Trofa, até 10 de junho.

São mais de mil peças que retratam um sem número de episódios e atividades, colecionadas ao longo de uma vida, muitas “oriundas de sótãos”, para hoje desafiar o imaginário de miúdos… e graúdos. Pode ver-se um campo de futebol, uma banda de música, um grupo de alunos diplomados, uma corrida de karts, um belo dia de praia ou um casamento. Não podia faltar a casa do maquiavélico Gargamel e, no telhado, o gato Cruel pronto para caçar um estrumpfe. No interior, o malvado continua a estudar uma maneira para aniquilar a comunidade dos pequenos seres azuis. Estes e muitos outros episódios podem ser recordados ou apreciados numa exposição com cerca de seis metros de cumprimento.

Vítor Macedo quis dar a oportunidade àqueles que são da sua geração de “reviver os tempos de infância, mostrando-lhes aquilo com que brincavam”. E também mostrar às crianças quais eram os brinquedos dos progenitores quando tinham a sua idade.

Para construir a aldeia, o colecionador precisou de “muitos fins de semana” e “horas de dedicação”. Edificado a partir de esferovite e de outros materiais leves, que ganharam cor através de corantes, o cenário contém peças com muito valor simbólico para Vítor Macedo. A casa da estrunfina é um exemplo. Cor-de-rosa e uma das maiores que existe na aldeia é, segundo o trofense, uma das cópias mais fiéis à original. “Foi a que me deu mais prazer fazer, porque todas as casas feitas até à data eram imitações que não estavam iguais à do filme”, afirmou.

Mas a aldeia não se fica por aqui, pois um mundo encantado tem que ter um castelo. No cenário já se pode ver os estrumpfes de picaretas na mão a começar a obra. Vítor Macedo quer continuar a manter o conceito de novidade na exposição, através da inclusão de novas peças.

A presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima, e o vereador da Cultura, Assis Serra Neves, também foram espreitar a exposição. O concelho trofense é o segundo a acolher a aldeia dos estrumpfes, depois de a autarquia da Maia ter desafiado Vítor Macedo a mostrar a sua coleção numa exposição sobre brinquedos. Agora, a intenção é mostrá-la por todo o país: “Há pessoas interessadas em Guimarães e em Vila do Conde. Também pretendo levar a exposição a Lisboa, a 3 de agosto, quando o filme (em 3D) estrear nos cinemas”.

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