Exposição na Casa da Cultura da Trofa assinala 90 anos do Partido Comunista Português (PCP) e mostra como se fez a história do partido ao longo de nove décadas. Mais de metade desse tempo foi vivido na clandestinidade.

Liberdade. Democracia. Socialismo. Estes são os pilares que suportam 90 anos de política, de comunismo e de história que estão patentes ao público na Casa da Cultura da Trofa até 17 de setembro. A mostra foi inaugurada no sábado, dia 10, com a presença de responsáveis do partido locais e nacionais.

“Esta é uma ideia que foi amadurecendo ao longo do último ano, em que se comemoram os 90 anos do PCP, e surgiu na altura em que fizemos o jantar comemorativo (maio de 2011)”, explicou Paulo Queirós, responsável da Comissão Concelhia da Trofa do PCP.

Para o comunista, é “importante para a Trofa ter conhecimento, apesar de superficial, dos 90 anos do partido e de toda a luta que, ao longo deste tempo, foi levada a cabo em prol dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos da sociedade portuguesa”. Mostrar isso à sociedade é o “objetivo da exposição” que pode ser visitada até 17 de setembro, sábado. “É importante conhecerem toda a luta e todos os camaradas que perderam a vida para que hoje pudéssemos fazer esta exposição dos 90 anos. É uma maneira de darmos a conhecer os anos mais escuros do partido, em que vivemos na clandestinidade, durante os 48 anos de fascismo e a luta heroica que foi manter o PCP e a luta contra o fascismo e a ditadura”, acrescentou Paulo Queirós.

Também José Casanova, membro do Comité Central do PCP, destaca a importância das comemorações: “Hoje, diz-se muito por aí que os partidos são todos iguais, mas a realidade não é assim, o PCP é diferente dos que são todos iguais e isso é visível desde que o partido nasceu”. O objetivo sempre foi a criação de “uma sociedade sem exploradores nem explorados” e para isso “nasceu um partido diferente de todos os outros”.

Ao longo de nove décadas, “mudou o que era necessário, devido à evolução do tempo”. “O partido mantém, no essencial, as suas raízes revolucionárias marxistas e leninistas. O partido é o mesmo que aquele que nasceu em 1921”, garante José Casanova.

A história tende a manter-se no futuro, já que, sublinhou o representante nacional do partido, nos anos vindouros, o PCP vai continuar a lutar, em Portugal, pela “construção de uma sociedade socialista, onde os direitos de cada ser humano sejam respeitados”.

Esta exposição encerra as comemorações dos 90 anos, “mas não as atividades do PCP”, ressalvou Paulo Queirós, que sente que esta é uma data “importante para toda a população”, pois sabe que, “ao longo destes 90 anos tiveram alguém em quem puderam confiar”. “Podem confiar em nós também na altura do voto, pois somos coerentes com o que fazemos”, acrescentou.

O Partido Comunista Português soprou as 90 velas a 6 de março de 2011, assinalando nove décadas de ligação profunda à vida dos trabalhadores e do povo português.

 Rita Maia

 

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