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Edição 462

Executivo Municipal ouviu reivindicações dos murenses

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A freguesia do Muro foi palco da segunda sessão da Presidência Aberta, levada a cabo pela Câmara Municipal da Trofa com o intuito de ouvir no terreno as reivindicações dos munícipes. 

Contactar com os autarcas locais e as populações, ouvindo no terreno, as suas sugestões, necessidades e reivindicações é o objetivo da iniciativa “Presidência Aberta” desenvolvida pela Câmara Municipal da Trofa. Durante esta quarta-feira, dia 26 de fevereiro, o executivo deslocou-se à freguesia do Muro, onde esteve reunido com elementos das associações Muro de Abrigo e Associação Recreativa Juventude do Muro (ARJM), assim como com alguns murenses, tendo sido efetuadas visitas a alguns locais da freguesia.

Durante a sessão, que decorreu na Junta de Freguesia, José Pedro Lima, presidente ARJM, quis saber como estão “as situações dos contratos-programa” e “dos transportes” e como se irá “resolver a questão do futebol popular, porque não tem havido competições”, o que tem sido “um bocado chato” pois “os miúdos estão a treinar sem competição”. “Outro problema grave” que o presidente retratou foi a necessidade de substituir “as telhas de amianto” que têm no ginásio. No que toca às telhas de amianto, o edil trofense, Sérgio Humberto, prometeu ajudar, monetariamente, na sua substituição. Já quanto ao futebol popular, Renato Pinto Ribeiro, vereador do pelouro do Desporto, declarou que a autarquia está a encetar diligências com a Associação de Futebol Popular da Trofa e em breve haverá desenvolvimentos.

Já as “preocupações” da presidente da Muro de Abrigo, Fátima Silva, passam pelos “idosos, pelas pessoas que vivem com dificuldades, que infelizmente são bastantes, e pela pobreza envergonhada”. Defensora “aguerrida” pela vinda do metro até à Trofa, Fátima Silva aproveitou a reunião para “levantar a bandeira do metro”, mas “desta vez até à Serra-Muro”, por achar que seria “mais acessível” e “serviria as populações que mais utilizavam o comboio”.

A representar a freguesia esteve o executivo da Junta do Muro. O presidente, Carlos Martins, avançou que as principais preocupações dos murenses estão relacionadas “essencialmente com o metro e saneamento”. No que toca ao saneamento, Carlos Martins asseverou que existe “uma infraestrutura feita há já sete anos”, contudo há “ainda duas bacias que não funcionam”, por problemas nas passagens nos terrenos. “As pessoas interrogam-se porque é que têm água e não têm saneamento depois de verem tanta máquina, há anos, a perfurar as nossas estradas e a deixá-las num estado caótico em que se encontram algumas”, referiu.

Já as “principais preocupações” da Junta de Freguesia passam pelas “estradas que estão degradadas” e a vinda do metro, uma vez que a obra “não está contemplada” nos fundos do QREN 2014-2020, o que considera ser “ enganar a população”. “Com certeza que não vamos ficar parados e vamos manifestar-nos. Tem que haver algum barulho, algum ruído para que saibam lá em baixo (Lisboa) que nós não somos ignorantes, inocentes e muito menos parvos, que é isso que nos têm feito nos últimos anos” frisou.

 

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Nos próximos seis anos o metro dificilmente vai ao centro da Trofa”

 

O presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, considera ser “importante ouvir, no terreno,” as associações e os munícipes, uma vez que tem “a perceção daquilo que é mais premente”. Com esta iniciativa, o executivo pretende que as reivindicações apresentadas pelos munícipes tenham “sequência”, tendo consciência que nuns casos o processo possa ser “mais moroso” e noutros “mais célere”.

No início da sessão, o edil trofense informou que “os passos estão a ser dados” para a construção de uma rotunda na Carriça, de forma a combater “o enorme tráfego” na Estrada Nacional 14, “ajudando as pessoas que trabalham, visitem e vivam na Trofa a não ter este constrangimento”.

Já quanto à vinda do metro, Sérgio Humberto salientou que é “uma questão mais difícil”, tendo “consciência que nos próximos seis anos o metro dificilmente vai ao centro da Trofa”. Por essa razão, o presidente tem como “prioridade defender, numa primeira fase, a vinda do Metro até ao Muro”, apresentando como argumentos a “contenção de custos”, uma vez que passa dos “cerca de 140 milhões” para “30 milhões de euros”, e pelo facto de a população do Muro ser “a mais prejudicada” com a retirada de “um transporte público”. “Enquanto Câmara Municipal estamos disponíveis a dar passos claros, porque o Estado tem que ser uma pessoa de bem e se não for tem que responder a isso em tribunal”, finalizou.

A primeira sessão da iniciativa “Presidência Aberta” decorreu na freguesia de Alvarelhos e Guidões, no dia 17 de janeiro.

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Abertas candidaturas ao Prémio Bial

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Prémio monetário, no valor de “340 mil euros”, assinala 30º aniversário da Fundação Bial. Candidaturas abertas até ao dia 31 de outubro.

“Premiar a investigação médica” é um dos principais objetivos do Prémio Bial, que pode ascender aos “340 mil euros”, sendo já considerado como “um dos maiores galardões internacionais na área da saúde”.

A 16ª edição do Prémio Bial, que este ano assinala 30 anos desde a sua primeira edição, ascende a “340 mil euros”, contemplando “a investigação básica e a pesquisa clínica através de duas modalidades: o ‘Grande Prémio Bial de Medicina’ e o ‘Prémio Bial de Medicina Clínica’”.

Luís Portela, presidente da Fundação Bial, relembra que este prémio nasceu para “incentivar a investigação médica e promover a sua divulgação, primeiro em Portugal e, posteriormente, a nível internacional, acompanhando ao longo da sua história a evolução e as tendências da Saúde e da Medicina”. Luís Portela orgulha-se de “promover um dos maiores galardões na área da saúde, capaz de atrair médicos e investigadores de diversos países e de premiar profissionais de referência mundial nas suas áreas de investigação”.

No valor de 200 mil euros, o Grande Prémio Bial de Medicina distingue “trabalhos de índole médica de grande qualidade e relevância científica”. Já o Prémio Bial de Medicina Clínica, no valor de cem mil euros, premeia “um tema livre dirigido à prática clínica”. No regulamento deste concurso está também contemplada a possibilidade de atribuição de menções honrosas, “até quatro trabalhos concorrentes, no valor de dez mil euros cada”. Para além do valor monetário, o Prémio Bial 2014 contempla uma edição exclusiva, com “uma tiragem entre cinco e 15 mil exemplares”, do trabalho vencedor do Prémio Bial de Medicina Clínica e de algumas das obras galardoadas, para divulgação e distribuição gratuita junto dos profissionais de saúde.

Instituído em 1984, o Prémio Bial é atribuído de dois em dois anos e já mobilizou “1315 investigadores, médicos e cientistas, autores de 580 obras candidatas”. Nas 15 edições realizadas, distinguiu “231 autores (91 obras premiadas)” e foram editadas e distribuídas gratuitamente pela classe médica e científica “mais de 30 obras premiadas, num total de mais de 300 mil exemplares”.

Criada em 1994 pelos Laboratórios Bial em conjunto com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, a Fundação Bial é uma instituição “sem fins lucrativos”, que tem como missão “a promoção do estudo do Homem, distinguindo-se pelo seu papel incentivador da investigação médica e científica a nível internacional”.  

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ADRC Finzes promove Caminhada no Dia da Mulher

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Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, a Associação Desportiva Recreativa Cultural de Finzes vai promover uma caminhada no dia 9 de março.

A concentração está marcada para as 9 horas, junto à Academia Municipal da Trofa (Aquaplace) e o percurso terá um grau de dificuldade média/baixa. No fim, haverá uma aula de relaxamento.

É obrigatório o uso de sapatilhas.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nos locais de divulgação ou através do contacto telefónico 911 025 393. 

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