O Plano Plurianual de Investimentos e o orçamento para o ano 2009 estiveram em discussão na Assembleia de Freguesia de S. Romão do Coronado, na passada sexta-feira. Os maus cheiros provocados pela laboração da empresa de tratamento de subprodutos, Savinor, voltaram a ser lembrados pelos romanenses.

Na última Assembleia do ano Guilherme Ramos, presidente da Junta, apresentou o Plano de Investimentos e orçamento para o ano de 2009 no qual prevê uma melhoria comparativamente a anos anteriores: “no protocolo da Câmara os valores são idênticos, no orçamento de Estado teremos um acréscimo de cinco por cento, devido ao aumento dos salários dos funcionários públicos”, no entanto “a Câmara vai dar o valor restante gasto na obra da Casa da Ressurreição, prevemos o início da obra do Casa da Quinta, para as futuras instalações da Junta de freguesia e a obra de prolongamento das águas pluviais na Nacional 318”.

Quanto ao projecto da Quinta, avaliado em 50 mil euros, Guilherme Ramos, já se adiantou e contratou um arquitecto para o finalizar, visto que este “esteve na Câmara Municipal vários anos”. Este edifício, quando concluído, será ocupado pelo executivo da Junta de freguesia, mas estão ainda previstas outras valências de apoio aos romanenses, como um parque infantil e um auditório.

Para os membros socialistas faltava ainda uma obra na lista apresentada pelo edil, nomeadamente os passeios na Estrada Nacional 318. “Devíamos aproveitar as eleições do próximo ano para pedir os passeios que já são necessários há muito tempo”, frisou Joaquim Pereira.

Assim, as prioridades de Guilherme Ramos para o ano de 2009 serão “em primeiro lugar o prolongamento das águas pluviais na Nacional 318, depois a construção de passeios, a obra na Casa da Quinta, a pavimentação na Rua Gago Coutinho, a requalificação urbana junto ao Pavilhão da Escola EB 2,3 de S. Romão do Coronado e das ruas até aos semáforos, a construção do Parque infantil na Casa da Quinta e as obras na Escola Básica da Portela”.

Nesta assembleia os membros da oposição voltaram a questionar o presidente do executivo, relativamente ao problema da empresa Savinor. Todos exigem um estudo de impacte ambiental, mas o assunto que se arrasta há vários anos, parece estar longe de ter solução.

Assim, Guilherme Ramos, informou os membros que a carta enviada ao Secretário de Estado da Agricultura e das Pescas, Luís Vieira, foi reenviada para o Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, visto pensar tratar-se de um assunto “mais grave”. Sem soluções à vista, Joaquim Cruz, membro socialista sugeriu uma reunião com António Pontes, vereador do Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal da Trofa, para ajustar as próximas medidas a tomar.

Ainda nos assuntos de interesse para a freguesia Vítor Martins, do Partido Socialista lembrou “o descarregamento de paletes num terreno junto à Estrada Nacional 318”, que para além de se estarem a formar “montes muito grandes de madeira”, “a vedação já está quase a cair e é um perigo”, considerou.

O edil romanense, já com conhecimento da situação apresentou o ofício enviado à Câmara Municipal há um mês, pedindo ajuda para a resolução da situação, no entanto ainda não obteve resposta.

Uma sucata onde também tem vindo a aumentar o número de carros, junto a uma urbanização da freguesia, também foi referida pelo membro social-democrata Ricardo Teixeira: “aquilo já tem carros a mais, mais de 60”, afirmou.

Relativamente a este assunto, Guilherme Ramos, explicou que tendo pedido ajuda à autarquia, a Polícia Municipal “fiscalizou o local” e prometeu “continuar a fiscalizar”.