O salão nobre da câmara municipal foi pequeno para receber todos quantos quiseram assistir a um momento há muito esperado pela população de S. Tomé de Negrelos: a apresentação do projecto de construção da EBI – um investimento superior a seis milhões de euros mas em que só na primeira fase serão investidos 2 523 493 Euros. 

Na mesa, a presidir à cerimónia, os intervenientes e defensores incansáveis deste projecto escolar: Castro Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, António Leite, representante da Direcção Regional de Educação do Norte, e Ana Maria Ferreira, a Vereadora da Educação. 

O presidente da câmara fez questão de relembrar o longo historial deste processo, considerado a primeira prioridade da Carta Educativa (e a mais importante na medida em que representa 50% do investimento previsto pela mesma). Castro Fernandes afirmou ainda que este projecto, a par da descentralização de competências para as câmaras, é o maior projecto da autarquia em todo o concelho, na área da Educação. 

Desde 1999 – ainda com António Guterres no Governo – que o presidente da câmara luta por este projecto para a concretização do qual havia comprado, em 2001, um terreno de 27 000 m2 avaliado em 360 000 euros. Aos sucessivos governantes, Castro Fernandes sempre apresentou este projecto como prioritário até que, e perante a não inclusão do mesmo nos sucessivos PIDDAC, avançou com uma candidatura ao ON2 (Programa Operacional Regional do Norte 2007-2013) e ao PVOT (Plano Operacional de Valorização do Território). 

A alegria do momento foi também partilhada pelo representante da DREN que não poupou elogios ao esforço da autarquia, relembrando que com a construção deste equipamento ficam resolvidos graves problemas há muito vividos nesta comunidade escolar: os maus serviços prestados ao 2º e 3º Ciclo, a necessidade de requalificar o 1º Ciclo e a urgência em requalificar a Escola da Ponte. Agradecendo a intervenção da câmara (sem a qual nada disto seria possível) afirmou estarmos perante um projecto educativo inovador: a partilha do mesmo espaço por duas comunidades escolares diferentes. Só existe outro projecto semelhante em todo o país, no Porto. Sendo que este é o primeiro a ser construído de raiz.  

A intervenção do responsável da DREN terminou com um elogio ao Presidente da Câmara e à Vereadora, afirmando que Santo Tirso está sempre na linha da frente da Educação, relembrando que foi dos primeiros municípios a assinar o protocolo de transferência de competências. 

Escola de Futuro/Escola Verde

A população ficou feliz pelo projecto, mas mais feliz ainda quando percebeu – pela apresentação feita pelo arquitecto responsável José Dinis – tratar-se de uma escola do futuro, da escola verde. Onde não se esqueceram questões como a eficiência energética: Orientação solar optimizada; materiais e sistemas de climatização; utilização de sistemas passivos – ventilação natural, arrefecimento pelo solo e arrefecimento evaporativo; sistemas activos utilizados – solar térmico;  painéis solares fotovoltaicos que permitem vender o excesso de energia produzida; aquecimento por pavimentos radiantes; sistema de renovação de ar inovador – através da construção de um “poço” construído em profundidade no solo. 

O edifício escolar

A escola está implantada num terreno com 27 195,1 m2, sendo a sua área total de construção de 8.783,60, distribuída da seguinte forma: 

1) Edifício Escolar, (num total de 7,095,20) que vai integrar oPré-escolar, o 1º Ciclo Ensino Básico, o 2º e 3º ciclos do Ensino Básico e, ainda, a Escola da Ponte  

2) Pavilhão Desportivo com 1 688,40 m2 

3) Espaços Exteriores integrando um Parque infantil, uma Área Desportiva de ar livre e uma Área de Pomar e Hortas. Existirão fora do perímetro da escola duas áreas distintas para aparcamento: uma para professores e encarregados de educação, com baia de estacionamento própria para dois autocarros escolares e 52 viaturas e outra para utilizadores das instalações desportivas, com 16 lugares. 

A Sustentabilidade do Edifício

Os materiais escolhidos vão garantir elevados níveis de conforto térmico e acústico e estão integradas as novas tecnologias de informação e comunicação, inovadoras no audiovisual, formativo e didáctico. Será um edifício sustentável do ponto de vista energético. Estamos perante uma experiência “piloto” em Portugal, tanto ao nível da sustentabilidade energética do edifício como ao nível da solução preconizada para o seu funcionamento que potenciará um melhor rendimento escolar.