Elementos da Câmara Municipal da Trofa visitaram as instalações do CENFIM, onde puderam conhecer as intenções do diretor deste núcleo. 

Com o intuito de assinalar o arranque de um curso de formação de adultos, António Luís, diretor do núcleo da Trofa e de Arcos de Valdevez, convidou o executivo camarário a visitar as instalações do CENFIM.

Esta visita, que decorreu na manhã de segunda-feira, dia 5 de março, contou com a presença de Joana Lima, presidente da Câmara Municipal, José Magalhães Moreira, vice-presidente, e Teresa Fernandes, vereadora do pelouro da Educação, que conheceram a futura cantina deste centro. 

Depois de uma breve reunião, Joana Lima afirmou que valoriza “esta grande instituição”, considerando- a como “uma das escolas profissionais de referência a nível nacional”. “Estamos muito preocupados com o desemprego e todos os cursos que tem havido no CENFIM, sobretudo na área da metalomecânica, tem empregabilidade de 100 por cento”, asseverou Joana Lima garantindo que a autarquia está disponível para ajudar este Centro de Formação, sempre que for possível.

Sendo esta uma das instituições responsáveis pela empregabilidade do concelho, a presidente, que se encontra preocupada com o desemprego nos jovens, aconselha-os a serem mais cautelosos nas suas escolhas profissionais. “Os jovens, que às vezes não sabem que áreas devem seguir, que façam um curso profissional, que procurem o CENFIM, porque a empregabilidade e a média de salário é muito superior às vezes a um recém formado com um grau superior académico”, aconselhou, salientando que “a metalomecânica é área de futuro”.

Joana Lima garante que a maioria das empresas procura as pessoas formadas pelo CENFIM, o que demonstra a qualidade da formação desta instituição.

Para quem não sabe o que é o CENFIM, este é um Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, constituído por 13 pólos espalhados pelo país, que forma jovens e adultos, quer sejam empregados ou desempregados. “Um setor altamente exportador”, sendo que em 2011 aumentou as exportações em 22 por cento, em relação a 2010. 

Para António Luís o “grave problema” é o facto de não terem jovens suficientes para responder às necessidades das empresas. “Ninguém percebe o paradoxo de termos financiamento para jovens, de termos empresas a precisar de novos profissionais, que até exportam muito, muitas delas querem abrir o terceiro turno, porque têm lá instalações e máquinas paradas oito horas por dia, no sentido de poder responder a solicitações do mercado, muitas delas do mercado externo, e não temos jovens”, garantiu. O diretor não entende o porquê de haver jovens desempregados, quando o CENFIM não tem jovens para qualificar para as áreas que o mercado mais precisa. A solução deste problema, na sua opinião, é o “encaminhamento de jovens, que deveria ser mais aberto”, onde estes tivessem um maior acesso às “ofertas formativas relevantes para a economia”, reduzindo o desemprego.

Também a dependência do estrangeiro seria resolvida, pois a maioria das empresas que precisa dos jovens, são as que mais exportam. “Isto tudo está ligado, ninguém percebe. Falta o click, que é por a juventude, que anda nas escolas, a frequentar cursos diversos, a ter a ambição de ter um percurso que tem saída profissional,através da formação de percurso qualificante, que dá saída profissional garantida”, asseverou. António Luís agradeceu, ainda, a ajuda da Câmara Municipal da Trofa, que mostrou “a sua solidariedade”, por conhecer “as necessidades das empresas” e a importância “na consolidação de uma oferta consertada, entre os diferentes organismos de educação e formação profissional, no sentido que a oferta seja dirigida às necessidades do mercado, que exportam e que dão emprego”.

O CENFIM tem à disposição dos jovens vários cursos. Caso se formem através de um curso de aprendizagem, além de obterem o nível académico, ganham uma qualificação profissional. Os “cursos com alta empregabilidade” são de mecatrónica, os de CNC, Comando Numérico Computorizado, desenhos de construções mecânicas e alguns outros de serralharia e de operadores de máquinas. Se for desempregado tem à sua disposição várias formações para o adaptar às mudanças tecnológicas. E é a pensar na sustentabilidade, que o núcleo da Trofa pretende abrir, na próxima semana, uma cantina, que funcionará com gás natural. Estando também nos planos do diretor colocar painéis fotovoltaicos, para terem energias renováveis.

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