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Mais de meia centena de antigos combatentes no Ultramar reuniram-se num convívio, no sábado.

Pelo 25.º ano consecutivo, os ex-combatentes da Trofa reuniram-se num convívio para se reencontrarem e falarem dos tempos vividos no Ultramar. No sábado, 19 de julho, mais de meia centena de pessoas participou na atividade, que começou com uma romagem ao cemitério de S. Martinho de Bougado para a homenagem aos ex-combatentes falecidos.

A novidade na “programação” do convívio foi a colocação de uma coroa de flores na rotunda junto ao Cenfim da Trofa, que, pelas mãos do anterior executivo camarário, ganhou um monumento em homenagem aos trofenses que prestaram serviço à pátria no Ultramar.

Aquando da colocação do memorial, houve vozes de descontentamento que se insurgiram contra a referência a cerca de 180 ex-combatentes, que assinaram um abaixo-assinado que, “em 2012, foi entregue à Câmara Municipal”. O documento foi elaborado por uma “comissão” composta por três elementos: Abel Ferreira, Américo Azevedo e Manuel Pinto. Em declarações ao NT, Abel Ferreira explicou o episódio: “Já lá vão 40 anos e nós achamos que esta era uma obra necessária. A Trofa necessitava de ter alguma coisa que perdurasse para os nossos netos. A Câmara aceitou, porque entendeu que era uma reivindicação justa e assim nasceu o monumento na rotunda. Infelizmente, depois apareceram umas vozes contra, porque aparecia os nomes das pessoas que subscreveram o abaixo-assinado”, explicou, acrescentando que a comissão, embora entendesse “que se iria cometer uma grande injustiça” por não colocar o nome de todos os ex-combatentes, teve que se cingir “aos que os técnicos da autarquia decidiram”.

Abel Ferreira não sabe se a rotunda vai ter cerimónia de inauguração, no entanto considera que isso não é o mais importante. “Nós lutamos para que o concelho da Trofa fizesse uma homenagem aos ex-combatentes, não corremos atrás de inaugurações. No entanto, há cerca de um mês fui a uma que ocorreu em Ribeirão e acho que só engrandece a terra”, mencionou.

O ex-combatente afirmou que foi solicitado ao presidente da Câmara uma intervenção na rotunda, com a colocação de “uma placa” ou mesmo de uma estátua de um soldado, para que a homenagem não passe despercebida “a quem vem de Santo Tirso ou do Hospital da Trofa”. “Ele mostrou-se mais ou menos recetivo”, frisou.

Depois da colocação da coroa de flores, os ex-combatentes reuniram-se num almoço-convívio.