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Edição 450

“Evolução sustentada” dá “confiança” para o futuro do Crédito Agrícola do Médio Ave

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As comemorações do centésimo aniversário da Caixa de Crédito Agrícola do Médio Ave ficaram marcadas pela homenagem aos fundadores, associados, clientes e colaboradores.

 

“Todo o agricultor que possa dar uma garantia de que é honesto e trabalhador tem na Caixa de Crédito Agrícola o seu melhor amigo e não precisa de bater a outra porta”. Esta foi a mensagem dos 15 fundadores da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Vila Nova de Famalicão que, há cem anos, motivados pelo mau ano agrícola, criaram uma agência cooperativa para dar apoio aos agricultores para as sementeiras vindouras.

A efeméride foi assinalada com pompa e circunstância, no sábado, 30 de novembro, pelos atuais gestores da instituição, cuja sede em Famalicão conta agora com uma placa onde estão inscritos os nomes daqueles que impulsionaram na região o espírito do Crédito Agrícola. A valorização da história continuou na sessão solene que teve lugar na Casa das Artes e que contou com a presença de representantes de diversas entidades ligadas ao mundo cooperativo.

Desde 2010 denominada Caixa de Crédito Agrícola do Médio Ave, pela integração das agências dos concelhos da Trofa e Santo Tirso, a instituição conta com “cerca de dois mil associados, várias dezenas de milhares de clientes e abrange todos os setores de atividade económica”, anunciou o presidente do conselho de administração, Germano Abreu. “Com uma gestão rigorosa e equilibrada, sustentada em competências técnicas e opções estratégicas flexíveis, foi possível ir vencendo as naturais dificuldades de um longo percurso de cem anos, por vezes muito atribulado”, acrescentou.

As marcas identitárias do Crédito Agrícola, evidenciou, são “a criação e a preservação de uma relação de proximidade com os seus associados e clientes” e “o atento acompanhamento da dinâmica social e económica das comunidades locais que pretende valorizar e servir”.

Citando o Conselho Nacional para Economia Social, na carta de Cascais, de junho, Germano Abreu destacou o trecho que apelida as cooperativas como “expressão do modelo social e económico sem perdedores que se inspira nos valores da solidariedade, da igualdade, da justiça, da equidade e da transparência, em prol da coesão social e da democracia”. “A persistência na prática desses valores e o acompanhamento dos modelos de gestão e adoção de métodos de operação de instrumentos adequados para a sua execução contribuíram decisivamente para uma evolução sustentada e uma afirmação social e financeira que, também pela prestigiosa consideração granjeada junto dos seus pares, permitem encarar o futuro com confiança e otimismo.

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Licínio Pina, presidente do conselho de administração executivo da Caixa Central, considera que a Caixa do Médio Ave “é o exemplo de uma instituição solúvel, com gestão cuidada, que dinamiza a sua região” e “é solidária, pois quando chamada à sua responsabilidade respondeu afirmativamente para consolidar com uma caixa vizinha e desenvolver um projeto sólido que garanta às pessoas e empresas da região maior e melhor apoio”.

Apesar das antigas previsões terem sido desfavoráveis, o modelo cooperativo tem conseguido enfrentar a crise, fazendo do Crédito Agrícola “o sétimo maior grupo financeiro do país”, frisou Licínio Pina. Por sua vez, Germano Abreu explicou que “a estabilidade e a aversão ao risco” tornam as cooperativas financeiras “empresas que geram e devem gerar excedentes, que se convertem em reservas que lhes asseguram a força e põem-nas ao abrigo dos problemas que são originados pelas exigências de capital próprio impostas pelos reguladores”.

No entanto, a atividade do modelo cooperativo está exposta a novos desafios provenientes da regulamentação da União Europeia, que emerge fruto da recessão que também atingiu o sistema financeiro. Quem o diz é Francisco Silva, presidente da Federação Nacional das Caixas de Crédito Agrícola, que frisou: “As Caixas Agrícolas vão ter que absorver a regulamentação nacional decorrente dessa chamada União Bancária, que vai implicar com muitos aspetos do nosso funcionamento”.

Para além de relembrar os fundadores, as comemorações também serviram para homenagear os associados, clientes e colaboradores que contribuem para o sucesso da instituição. À sessão solene seguiu-se um almoço, na Quinta do Palácio Rauliana, em Ribeirão.

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Brinquedos tradicionais de madeira expostos na Casa da Cultura

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Quer uma boa razão para visitar a Casa da Cultura? Que tal visitar a exposição “Produção de Brinquedos Tradicionais em São Mamede do Coronado”, que vai estar patente até ao próximo dia 31 de dezembro.

A sala de exposição está transformada num mundo de sonho para pequenos e graúdos, reunindo brinquedos de coleção, das décadas de 50, 60 e 70 do século XX e ainda exemplares da recriação e interpretação contemporânea dos mesmos brinquedos, que são agora certificados e adequados ao manuseamento das crianças.

A exposição, inaugurada aquando das comemorações do 15º Aniversário do Concelho da Trofa, convida os visitantes a viajarem no tempo, revivendo momentos da sua infância, ao mesmo tempo que conta “a história da evolução da produção de brinquedos na região”, contando para tal com contributos da oficina Artesana, propriedade do artesão trofense, Abílio Cardoso. Presente em vários certames promovidos pela autarquia, bem como em alguns programas de televisão e feiras de artesanato nacionais e internacionais, este artesão não deixa “morrer” estes brinquedos, levando-os também até às novas gerações.

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Crónica Verde. É Natal…

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Aproxima-se a época em que o consumismo atinge o seu auge: o Natal.

Quero deixar claro que eu gosto do Natal. E também gosto das prendas, de as dar a quem trago no coração, de as receber… Mas as prendas são uma parte de algo maior, uma fascinante mistura de crenças, tradições, algumas tão antigas que se perdeu nos tempos o seu porquê; interpretadas, adaptadas, transformadas, cunhadas, a cada ano, por cada família que as adopta. Para mim , o Natal é o entusiasmo em estudar e fazer as decorações de Natal; o escolher ou fazer carinhosamente cada presente, cada oferta, até os embrulhos; o partilhar com amigos, vizinhos, desconhecidos; o participar na alegre labuta dos doces tradicionais segundo receitas herdadas; é a leve excitação que paira no ar até ao dia 24; é a alegria esfuziante dos mais pequenos… É confusão, risos, conversas, abraços, frio lá fora e lenha a arder na lareira, cheiro a calda de açúcar, a pão a levedar e a especiarias. É a família que se junta – às vezes vinda de pontos opostos do país ou até do outro lado do mundo – e, durante uma noite e um dia, celebra o que a une: amor.

Posto isto, acredito que é possível vivermos alegremente esta época sem seguirmos a “corrente”, sem sermos sugados pelo apelo assustador do tal consumismo.

Há muitas escolhas e decisões que podem tornar o nosso natal numa festividade mais “amiga do ambiente”, desde a escolha conscienciosa da árvore de natal, até à compra dos ingredientes – preferencialmente de origem local – para a consoada, passando pelo que fazemos aos embrulhos no final da festa (que tal guardá-los para os reutilizar no próximo Natal?), mas como hoje não posso falar de tudo, vou focar-me nas prendas, onde – presumo – é gasta a fatia maior do “orçamento natalício” (e talvez descubram que não tem que ser assim).

Gostaria de vos pedir para, quando escolherem os presentes para os vossos entes queridos terem em atenção o impacto que estes têm no meio que nos rodeia. Muito resumidamente, optem por presentes que sejam (sempre que possível) reciclados/recicláveis, biodegradáveis; que não impliquem exploração animal; que não tenham na sua composição elementos perigosos para a saúde e o ambiente e cuja produção, de preferência local, não advenha da exploração de mão-de-obra. E troquem os shoppings pelas ruas da cidade!

Pode dar um bocadinho mais de trabalho, mas o facto de sabermos porque o estamos a fazer aquece-nos o coração, acreditem!

E até vos deixo algumas sugestões:

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uma bicicleta; lápis e cadernos reciclados; pequenos vasos com cactos coloridos; sacos de pano para compras, sacos de compras com rodinhas; carregador de baterias solar; floreira de ervas aromáticas; um cabaz gourmet ecológico, com produtos orgânicos e de comércio justo (chás, cafés, chocolates, azeite, conservas, vinhos, compotas); um cabaz com produtos de beleza naturais; t-shirts de algodão biológico; uma iogurteira; ecoponto caseiro; um cheque-prenda para uma massagem; plantas (adequadas ao clima onde vão ser colocadas); livros com dicas sobre como ser mais ambientalmente sustentável; bilhetes para o teatro ou um concerto; fazer bolachas e biscoitos e oferecê-los, de preferência em caixas reutilizadas, decoradas em casa; para quem tiver “jeito de mãos”, oferecer outras coisas “feitas por nós”: bijuterias e acessórios, roupas…

Que tal, aceitam o desafio?

Bom Natal!

 

ema magalhães | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

http://valedocoronado.blogspot.com

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