A Democracia constrói-se, com a participação activa de todos os cidadãos. A representatividade de Portugal no Parlamento Europeu, não pode ser-nos indiferente. Todos, mas mesmo todos, devemos sentir-nos responsáveis por termos Deputados no Parlamento Europeu, mesmo ganhando o que ganham, que representem com DIGNIDADE Portugal. Uma das formas privilegiadas de intervir nesta decisão é, na Eleições, ir votar.

     Actualmente, o Parlamento Europeu é uma instituição democrática sem precedentes no mundo; enquanto parlamento eleito, directa e democraticamente, representa mais de 490 milhões de cidadãos de 27 países diferentes e as eleições são realizadas em todos os países da Europa.

      Os portugueses que adoram dar palpites e têm opinião sobre tudo, mesmo sobre o que não conhecem, tiveram uma “oportunidade de ouro” no passado dia 7 de Junho, para darem o seu palpite. Todos fomos chamados às urnas para ir votar para a eleição de Deputados do Parlamento Europeu. A abstenção foi, como de costume, exagerada, mas os Deputados foram eleitos, com muitos ou poucos votos, foram eleitos!

     A cidadania deve ser exercida, na sua plenitude, por todos e por cada um. Não devemos permitir que os outros decidam por nós.

     É verdade que a classe política tem baixado muito de nível e que as campanhas eleitorais não são muito esclarecedoras, e muito menos mobilizadoras. No meio de tanta “guerrilha”, os cidadãos sentem-se tentados a abdicar do seu direito de voto e também do dever de votar. Por vezes, a motivação para nos dirigirmos à mesa de voto é pequena, mas não ir votar é muito NEGATIVO para nós, para Portugal.

     Não ter ido às urnas votar para o Parlamento Europeu foi dizer que não se acredita no sistema, que a Democracia é algo desnecessário e fazendo-o, permite-se que os outros decidam o nosso futuro sem termos uma palavra a dizer. A qualidade da Democracia depende muito da participação dos cidadãos e ao contrário do que muitas vezes se diz, os políticos só ocupam os lugares porque são escolhidos democraticamente, primeiro através de processos internos nos respectivos partidos políticos, e depois pela escolha em eleições livres e democráticas.

     Apesar de no nosso país, não ser obrigatório votar, ao contrário de alguns países em que o exercício eleitoral é obrigatório, todos temos o dever de cidadania de ir votar, para assim escolhermos aqueles que achamos melhor para nos representar, seja no Parlamento Europeu, no Governo ou mesmo no nosso Município ou na nossa Freguesia.

     A decisão de não ir votar, é decidir perder a oportunidade de influenciar, directamente, as políticas e as decisões que se tomam em Bruxelas e Estrasburgo, em Lisboa ou mesmo no nosso Município e Freguesia. É verdade que é apenas um voto, só que esse voto, somado a outro e a outro e ainda outro, faz o resultado final das eleições.

     Votar é o momento mais importante da nossa participação democrática. Pela minha parte, prefiro estar do lado dos que decidem, do que do lado dos “outros”, dos que passam os anos seguintes a dizer que se fossem eles a mandar…

     Por tudo isto, no passado dia 7 de Junho, eu votei!

     José Maria Moreira da Silva

            moreira.da.silva@sapo.pt