Centro Social e Paroquial de S. Mamede do Coronado assinalou o Natal com uma festa para todos os utentes.

“Que este sonho de Natal / No seu sentido integral / Traga uma esperança contida / de amor e fraternidade / e recíproca amizade / p’ra ter mais sentido a vida”. O poema é da dona Etelvina, que quis ter um papel ativo na Festa de Natal do Centro Social e Paroquial de S. Mamede do Coronado, realizada na tarde de sexta-feira. Também outros utentes responderam ao desafio das funcionárias da instituição e, além de declamarem poemas, dançaram e cantaram para o público presente.

E, desengane-se quem pensa que só os pequenos gostam da visita do Pai Natal. Os utentes deste centro são a prova que a alegria presente nesta figura contagia qualquer que seja a faixa etária. O homem das barbas brancas chegou de coche e distribuiu presentes por todos, para assinalar a época e mostrar que “o centro tem a dinâmica e a dimensão da paróquia, de Cristo e do Natal que esperamos neste tempo do Advento”, afirmou o padre Rui Alves, presidente da direção.

Diretores, funcionários e Liga dos Amigos juntaram-se para proporcionar uma festa de Natal recheada de amor e carinho aos seniores que lá vivem, ou passam grande parte do seu tempo. Depois da eucaristia, os utentes tiveram direito a um almoço onde não faltou as batatas cozidas e o bacalhau e as sobremesas típicas como a aletria e as rabanadas.

Rui Alves destacou que esta iniciativa “não é um caso isolado”, afirmando que, ainda no dia anterior, “a conferência vicentina esteve cá a animar a tarde, com os jovens da catequese a cantar”. “Queremos que este seja um espaço de vida, dinâmico e que a paróquia esteja envolvida”, acrescentou.

Com três meses de atividade, o Centro Social está “quase lotado”. O lar tem preenchidas as inscrições e o mesmo está prestes a acontecer com o centro de dia. Já o apoio domiciliário vai arrancar “em janeiro”, pois só agora chegaram as carrinhas. A elevada ocupação, sublinhou o padre, “mostra que o centro era necessário e que tem um enorme valor que, se calhar, durante imuto tempo se duvidou”. “O edifício transformou-se numa casa e foi preciso pôr mãos à obra com miuto espírito de vontade e acreditar e as dificuldades continuam. A criança nasceu, mas continua a ser preciso um esforço enorme da direção, da paróquia, da liga de amigos e da população”, asseverou.

Os utentes do Centro Social são “maioritariamente de S. Mamede e S. Romão”, mas também há pessoas oriundas “de outras freguesias do concelho da Trofa, da Maia e de Paços de Ferreira e Paredes, os dois últimos devido ao acordo com a Segurança Social”.

Para além de “desejar um bom Natal a todos os trofenses, de forma especial aos paroquianos de S. Mamede, S. Romão e S. Cristóvão do Muro”, Rui Alves pediu a todos que “continuem a olhar para o Centro Social e Paroquial não como algo que entrou na concorrência, mas como mais uma valência que completa mais a rede social que existe na terra e que, se calhar, ainda é pouca para fazer face às necessidades atuais”.