“Da árvore do centro da Terra” é o nome da exposição que estará patente na Galeria Itinerante do Espaço T, até ao final de março. Coordenador do espaço lamenta a pouca adesão. O Espaço T tem organizado, desde a abertura do novo edifício em 2009, várias exposições com o intuito de “promover a cultura e a arte”. A primeira exposição do ano ficou a cargo de Ana Neves, artista plástica do Porto, que apresentou a obra “Da árvore do centro da Terra”, no dia 4 de fevereiro, na Galeria Itinerante.

Segundo Domingos Mendes, coordenador da delegação da Trofa do Espaço T, durante o primeiro ano do novo edifício, este funcionou articulado com a galeria do Porto, porque “todas as exposições que lá estivessem patentes”, também passavam pela Trofa. Já em 2011, tentou “fazer animações com artistas do concelho, o que não tem sido fácil”, porque “nem sempre têm trabalhos disponíveis para expor”.

O coordenador garante que, apesar de já ter organizado inaugurações em diferentes horários, a “adesão não é a melhor”. “Não sei, são as dinâmicas do concelho. Primeiro de mobilidade e segundo da propensão que as pessoas têm para vir e apreciar este tipo de eventos”, acrescentou. Domingos Mendes afirma que, além de “divulgar e promover a cultura e a arte”, prosperando “um espaço de contemplação diferente”, o Espaço T é “uma oportunidade para exibir os diversos trabalhos dos artistas”. O coordenador classifica a galeria como um local “onde as pessoas possam apreciar as mais diversas formas de expressão, sem ter que, necessariamente, ir para as grandes cidades, como o Porto”.

Ana Neves, artista plástica portuense, afirma que, apesar de os seus trabalhos serem de pintura, o “elemento que tem mais importância é sempre o desenho”. “Eu parto daquela ideia do ser humano enquanto criador. Por exemplo, nós temos aquela tendência de quando vemos formas nas nuvens, começar a imaginar criaturas, pessoas”, asseverou.

E foi a partir dessa ideia que a artista portuense desenvolveu as diversas obras que estão em exposição, e para venda, na Galeria Itinerante.

Trabalhos realizados com acrílico e colagem e que evidencia “formas da natureza, nomeadamente folhas e árvores”, dando “uma sugestão de algo mais para o observador”, puxando pelo seu “lado mais criativo”. Ana Neves espera que a comunidade trofense compareça neste espaço para “espreitar uma forma de encarar a arte contemporânea e para reconhecer que também pode criar formas, nem que seja ao olhar para os quadros e ter o seu papel criativo, porque todo o seu ser humano é criador por natureza”.

Espaço T lança repto às juntas de freguesias e Câmara Municipal

Domingos Mendes lamentou que o repto que lançou ao Vereador da Cultura e às juntas de freguesia não tenha sortido qualquer resposta positiva. Segundo o mesmo, a sua intenção seria que as exposições que estivessem
patentes no Espaço T também circulassem pelas restantes freguesias, que tivessem um espaço “digno e seguro”.

O coordenador aproveitou para acrescentar: “É importante que se leve as coisas às pessoas. A cultura pode distrair-nos, acho que se deveria brindar as pessoas sempre com algo que as encha interiormente, que poderá
de alguma forma colmatar todo este efeito psíquico da crise”, finalizou.

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