Não fosse o “mau grado” do mau tempo, que obrigou a algumas alterações ao programa comemorativo, como a alteração da hora para a romagem ao cemitério para honrar os camaradas falecidos, o encontro de ex-combatentes da Trofa teria sido um dia imaculado.

Foi atingido o número “recorde” de participantes, 90, segundo dados fornecidos por Abel Ferreira, um dos promotores do convívio, que anualmente é organizado para homenagear a memória de todos aqueles que serviram a pátria nas antigas colónias.

Além do almoço, os ex-combatentes rumaram à rotunda em sua homenagem, junto ao Cenfim, em S. Martinho de Bougado, para lá depositar uma coroa de flores.

Este ano, a novidade foi o anúncio da entrega, por parte da autarquia da Trofa, de uma loja no Centro Comercial da Vinha, para a futura sede dos ex-combatentes do concelho. Aquele local, explicou Abel Ferreira, tem como fim “recolher objetos” que os antigos militares “possam ter trazido do Ultramar” e que os próprios ou familiares “queiram doar”.

“Mediante os materiais que consigamos reunir, se avaliará a viabilidade de criar um museu dedicado ao combatente”, adiantou.

Brevemente, será anunciada a data da abertura oficial da sede e dos horários que se fixarão para que todos os interessados possam visitá-la e, eventualmente, entregar os objetos, documentação ou registos fotográficos.