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Edição 450

Escuteiros angariam mais de cinco mil quilos de alimentos para o Banco Alimentar

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Os agrupamentos de escuteiros do concelho da Trofa angariaram 5515 quilogramas de alimentos, que vão ser entregues a famílias desfavorecidas.

Na Trofa, a campanha de angariação de alimentos para o Banco Alimentar conseguiu recolher 5515 quilogramas (kg) de alimentos, no fim de semana de 30 de novembro e 1 de dezembro. Um número mais baixo do obtido na recolha do ano passado, na mesma altura (6809 kg). A nível distrital, foram angariados 453.816 kgs de alimentos.

No domingo de manhã, alguns exploradores dos escuteiros de Santiago de Bougado estavam em frente ao Intermarché da Trofa a entregar sacos do Banco Alimentar e a recolher os alimentos doados. João Dias, 13 anos, era um dos “angariadores” de serviço e sentia-se “bem” no papel. “Estou a ajudar alguém e no fim do dia é uma sensação de dever cumprido”, frisou.

A manhã de domingo estava a cargo dos exploradores (lenço verde), enquanto os caminheiros (lenço vermelho) esperavam pela tarde para pôr “mãos à obra”. No dia anterior, já os lobitos (lenço amarelo) e os pioneiros (lenço azul) tinham cumprido o seu dever solidário.

Segundo Luís Neves, chefe dos escuteiros de Santiago de Bougado, cerca de “80 a 90 jovens” do agrupamento estão envolvidos, “duas vezes por ano” nesta campanha. “Todos eles gostam e sabem para o que é que serve esta recolha”, evidenciou.

A recolha decorreu “dentro do expectável”, acrescentou Luís Neves, que considera que “a crise está forte, mas as pessoas sentem que há quem precisa e são sensíveis às necessidades de quem está em pior situação”.

Depois de recolhidos, os alimentos são transportados para um “grande armazém, em Perafita”, onde lhes espera “um mar de gente”. Junto de tapetes onde os alimentos são colocados, os voluntários “separam os artigos por datas”. “Ao longo do ano, são feitos cabazes para serem entregues às instituições de apoio”, explicou Luís Neves.

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Os outros estabelecimentos comerciais do género também foram abrangidos pela campanha na Trofa, com a participação de outros agrupamentos de escuteiros do concelho, o de S. Martinho, o de S. Romão do Coronado e o de Alvarelhos.

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Brinquedos tradicionais de madeira expostos na Casa da Cultura

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Quer uma boa razão para visitar a Casa da Cultura? Que tal visitar a exposição “Produção de Brinquedos Tradicionais em São Mamede do Coronado”, que vai estar patente até ao próximo dia 31 de dezembro.

A sala de exposição está transformada num mundo de sonho para pequenos e graúdos, reunindo brinquedos de coleção, das décadas de 50, 60 e 70 do século XX e ainda exemplares da recriação e interpretação contemporânea dos mesmos brinquedos, que são agora certificados e adequados ao manuseamento das crianças.

A exposição, inaugurada aquando das comemorações do 15º Aniversário do Concelho da Trofa, convida os visitantes a viajarem no tempo, revivendo momentos da sua infância, ao mesmo tempo que conta “a história da evolução da produção de brinquedos na região”, contando para tal com contributos da oficina Artesana, propriedade do artesão trofense, Abílio Cardoso. Presente em vários certames promovidos pela autarquia, bem como em alguns programas de televisão e feiras de artesanato nacionais e internacionais, este artesão não deixa “morrer” estes brinquedos, levando-os também até às novas gerações.

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Crónica Verde. É Natal…

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Aproxima-se a época em que o consumismo atinge o seu auge: o Natal.

Quero deixar claro que eu gosto do Natal. E também gosto das prendas, de as dar a quem trago no coração, de as receber… Mas as prendas são uma parte de algo maior, uma fascinante mistura de crenças, tradições, algumas tão antigas que se perdeu nos tempos o seu porquê; interpretadas, adaptadas, transformadas, cunhadas, a cada ano, por cada família que as adopta. Para mim , o Natal é o entusiasmo em estudar e fazer as decorações de Natal; o escolher ou fazer carinhosamente cada presente, cada oferta, até os embrulhos; o partilhar com amigos, vizinhos, desconhecidos; o participar na alegre labuta dos doces tradicionais segundo receitas herdadas; é a leve excitação que paira no ar até ao dia 24; é a alegria esfuziante dos mais pequenos… É confusão, risos, conversas, abraços, frio lá fora e lenha a arder na lareira, cheiro a calda de açúcar, a pão a levedar e a especiarias. É a família que se junta – às vezes vinda de pontos opostos do país ou até do outro lado do mundo – e, durante uma noite e um dia, celebra o que a une: amor.

Posto isto, acredito que é possível vivermos alegremente esta época sem seguirmos a “corrente”, sem sermos sugados pelo apelo assustador do tal consumismo.

Há muitas escolhas e decisões que podem tornar o nosso natal numa festividade mais “amiga do ambiente”, desde a escolha conscienciosa da árvore de natal, até à compra dos ingredientes – preferencialmente de origem local – para a consoada, passando pelo que fazemos aos embrulhos no final da festa (que tal guardá-los para os reutilizar no próximo Natal?), mas como hoje não posso falar de tudo, vou focar-me nas prendas, onde – presumo – é gasta a fatia maior do “orçamento natalício” (e talvez descubram que não tem que ser assim).

Gostaria de vos pedir para, quando escolherem os presentes para os vossos entes queridos terem em atenção o impacto que estes têm no meio que nos rodeia. Muito resumidamente, optem por presentes que sejam (sempre que possível) reciclados/recicláveis, biodegradáveis; que não impliquem exploração animal; que não tenham na sua composição elementos perigosos para a saúde e o ambiente e cuja produção, de preferência local, não advenha da exploração de mão-de-obra. E troquem os shoppings pelas ruas da cidade!

Pode dar um bocadinho mais de trabalho, mas o facto de sabermos porque o estamos a fazer aquece-nos o coração, acreditem!

E até vos deixo algumas sugestões:

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uma bicicleta; lápis e cadernos reciclados; pequenos vasos com cactos coloridos; sacos de pano para compras, sacos de compras com rodinhas; carregador de baterias solar; floreira de ervas aromáticas; um cabaz gourmet ecológico, com produtos orgânicos e de comércio justo (chás, cafés, chocolates, azeite, conservas, vinhos, compotas); um cabaz com produtos de beleza naturais; t-shirts de algodão biológico; uma iogurteira; ecoponto caseiro; um cheque-prenda para uma massagem; plantas (adequadas ao clima onde vão ser colocadas); livros com dicas sobre como ser mais ambientalmente sustentável; bilhetes para o teatro ou um concerto; fazer bolachas e biscoitos e oferecê-los, de preferência em caixas reutilizadas, decoradas em casa; para quem tiver “jeito de mãos”, oferecer outras coisas “feitas por nós”: bijuterias e acessórios, roupas…

Que tal, aceitam o desafio?

Bom Natal!

 

ema magalhães | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

http://valedocoronado.blogspot.com

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