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Edição 713

Escrita com Norte: Biografia

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Caros(as) Leitores(as) do “Notícias da Trofa”, começo hoje a minha colaboração com este jornal, apresentando crónicas quinzenais, ou mensais, dependendo da inspiração (e da vontade!), num espaço intitulado, “Escrita com Norte”.

Daqui a quinze dias apresentar-vos-ei o primeiro texto. Hoje deixo-vos o texto “0”, onde me apresento, tendo que recuar várias décadas atrás, quando ainda não existia!

E tudo começou numa noite de lua de mel, em Viana do Castelo, entre os jovens Augusto e Tininha, no ano de 1973. Nove meses…e dois dias depois ( a vizinhança estava curiosa e a fazer contas), nasci, nesse mesmo ano!
Vivi até aos dois dias em Famalicão (no hospital), tendo depois regressado à Trofa onde passei a viver com os meus pais. Com quase três anos passo a viver com mais um indivíduo…o meu irmão!

Enquanto criança, o meu dia preferido era o sábado, em que via, à tarde, “A conquista do Everest” e de seguida, “Cosmos”, de Carl Sagan, enquanto comia torradas…eu e o meu irmão chegávamos a comer 8…cada um! Sem grande surpresa, aos 10 anos, o meu maior receio era cair…rebolava, parando só quando aparecia um obstáculo!

Pouco tempo depois descobri uma apetência natural para o desporto, quando fiquei em terceiro lugar numa prova de atletismo…apesar de sermos apenas três participantes o que está registado na minha memória é o lugar no pódio!

A adolescência foi normalíssima…jogar futebol, miúdas e estudar. Se coincidia um joguinho de bola com um convite de uma menina para sair, a decisão era óbvia…jogar futebol!

Conheci uma menina chamada Cristina, aos 23 anos, e casei com ela aos 25, em 1999…pouco tempo antes comecei a trabalhar na Continental Mabor. Voltei a casar com ela em 2009! Casar a segunda vez, e com a mesma mulher, garantiu-me um lugar no céu!

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Em 2010 aconteceu uma das melhores coisas da minha vida, nasceu o meu sobrinho Gonçalo, mais um Leão, tal como o pai e o tio. Esta dinastia de Leões começou com o jovem Augusto, que apesar de pertencer a uma família numerosa (9 pessoas) da Trofa e todas adeptas do FCP, saiu sportinguista!

O “jovem Augusto” é o meu pai e pregou-me uma injeção de sportinguismo à nascença e outra ao meu irmão, apesar de ele aos 6 anos se ter vendido por um corneto e mudado para o FCP, doença que durou até aos 12…mas foi mais vezes campeão nesses 6 anos de adepto do FCP, do que em 37 anos como Leão!

Hoje, Augusto, com 74 anos desculpa-se com os “cinco violinos” e a delícia que era ver a equipa jogar, afinada como uma orquestra…e um pormenor de classe, ganhava!

Todas estas histórias me soam estranhas e a custo aceito que falamos da mesma equipa…! Para compreender o meu pai, por vezes, às escondidas, vejo “O leão da Estrela”, único sítio onde vejo o Sporting a ganhar ao FCP e me dá motivação para dar ao meu sobrinho, agora com 9 anos, mais um cachecol ou outro leão e juntos repetimos, “SPORTING!”…pergunto-me, “Será que estou a ser um bom tio?!”

Quanto ao resto…tudo normal… continuo casado com a Cristina (já me avisaram que se houver terceiro casamento não me dão prenda) e a trabalhar na Continental Mabor e continuo à espera que o Sporting seja campeão…graças a esta esperança estou a ser acompanhado por um médico psiquiatra!

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Covid-19

Agrupamento pede que pais orientem alunos no ensino à distância

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“Num momento em que as escolas se encontram com as atividades presenciais suspensas, adotamos para o seu educando a utilização de metodologias de ensino à distância que lhes permitirá dar continuidade aos processos de ensino e aprendizagem”. Foi desta forma que Paulino Macedo se dirigiu aos encarregados de educação na segunda-feira, numa comunicação em que pede o apoio na orientação dos alunos durante a suspensão letiva.

No documento a que o NT teve acesso, o diretor do Agrupamento de Escolas pede aos encarregados de educação que “supervisionem o horário” que “os professores estabeleceram” com o aluno, que, sempre que possível, será o mesmo “que tinham na escola”.

“Os professores das várias disciplinas vão contactá-lo a si e/ou ao seu educando, por email ou através de outras ferramentas eletrónicas, para marcar tarefas escolares”, referiu o Paulino Macedo, que solicita aos pais que questionem as crianças ou jovens “sobre o que fizeram” e “verifiquem se os trabalhos foram realizados”.

“Mantenha o contacto com os professores. O diretor de turma do seu educando continua, agora à distância, disponível para o atender”, acrescentou, sem deixar de ressalvar que os alunos “não estão de férias”.

Os encarregados de educação devem utilizar o email institucional que lhe foi atribuído no início do ano letivo.

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Covid-19

Sejamos excepcionais

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São dias de angústia, ansiedade e medo, estes que vivemos. Dias em que a humanidade mais precisa de líderes inspiradores, pese embora casos como o de Trump, que esta semana tentou desviar a investigação de uma empresa alemã para os EUA, de modo a obter uma vacina exclusiva para o país, de Bolsonaro, que tem argumentado que o pânico em torno da Covid-19 mais não é do que “histeria”, ou mesmo do discípulo português da corrente neofascista que integra os dois anteriores, André Ventura, para quem Marcelo não está de quarentena, está escondido.

Para quem perturbar (ainda mais) os hospitais portugueses, para lá poder encenar um dos seus números de propaganda, é imperativo. Para quem, convém não esquecer, o SNS era para privatizar. Ventura não olha a meios. Nunca olhou. E é bom que não nos esqueçamos, quando tudo isto passar, que, no momento mais difícil, Ventura escolheu-se a si próprio

Populistas demagogos à parte, o comportamento dos políticos europeus e nacionais tem sido exemplar. Em Portugal respira-se uma unanimidade rara, com um alinhamento de posições e intenções que vai dos libertários aos comunistas. A guerrilha política não cessou, é certo, e tivemos, nos últimos dias, péssimos exemplos disso mesmo. Não obstante, é notório que existe um raro espírito de união entre partidos e instituições. Outra coisa não seria de esperar, de quem se afirma democrata e comprometido com o superior interesse da nação.

Nestes tempos de excepção, é meu entendimento que todos, de uma maneira geral, temos respondido de forma excepcional. Não só os profissionais de saúde, incansáveis na linha da frente do combate ao vírus, mas também os bombeiros, as diferentes forças de segurança, os camionistas, aqueles que cuidam dos nossos idosos em lares ou nos seus domicílios, os funcionários das farmácias e dos supermercados, entre muitos outros, que continuam a sair de suas casas, todos os dias, para que a economia não pare.

Todavia, a opção pela excepcionalidade não compete apenas aos que estão lá fora, nas várias frentes de batalha desta guerra. Também aqueles que estão em casa podem e devem ser excepcionais. E, neste caso, ser excepcional passa por algo tão simples como ficar em casa. Parafraseando Rodrigo Guedes de Carvalho, por estes dias um dos faróis do bom senso e da moderação que deveriam imperar, “aos vossos avós foi-lhes pedido para irem à guerra. A vocês, pedem-vos que fiquem no sofá. Tenham noção”.

Desengane-se, porém, quem acha que esta foi uma mensagem dirigida exclusivamente à miudagem inconsequente que invadiu a praia de Carcavelos e o Cais do Sodré em plena pandemia. Esta mensagem é também um apelo aos avós, os tais que foram para a guerra. Porque a falta de noção não escolhe idades. Atinge, de igual maneira, crianças ingénuas e idosos experientes. E é por isso que nunca é demais recordar o essencial.

E o essencial, resumidamente, é que as instruções das autoridades são para cumprir. Que as mãos são para lavar. Muitas vezes. Que sair de casa só para o estritamente essencial. Que o café pode esperar, o jantar com amigos pode esperar, as férias podem esperar e o cabelo e as unhas também podem esperar. Ser cuidadoso e ter medo deste vírus não faz de ninguém um cobarde. Revela maturidade. Dar abraços e beijos, seja a quem for, é arriscado e irresponsável. Também pode esperar. Gozar com quem cumpre as medidas sugeridas ou impostas é estúpido e merece forte repúdio.

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Divulgar notícias falsas, áudios alarmistas e conspirações sem pés nem cabeça, provenientes de fontes duvidosas, apenas contribuem para aumentar ainda mais o medo e a ansiedade e deviam ser punidos com pena de prisão. E lembrem-se que o Covid-19 não é algo que só acontece aos outros. Estamos todos sujeitos. Sejamos, por isso, excepcionais. Sejamos responsáveis e estejamos alerta. Cuidemos de nós, dos nossos e de todos os outros que possamos ajudar. Ânimo, muita força e coragem! A tempestade passará!

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