Um ano letivo que começou da forma mais atípica que conhecemos, seguindo a cadência de uma pandemia que se está a agravar e que sobre o futuro não dá mais do que pontos de interrogação. Perante as incertezas, os agrupamentos de escolas tiveram de se adaptar para conseguir abrir as escolas sob elevadas restrições e medidas de segurança.

Para quem não faz ideia do que foi seguir as orientações da Direção-Geral da Saúde, num contexto de exceção e sem grandes meios, a frase de Paulino Macedo, diretor do Agrupamento de Escolas da Trofa, ajuda a perceber: “Fizemos das tripas coração”.

É que, além do desafio de fazer com que os alunos não abusem no contacto social, as escolas enfrentaram muitas dificuldades, devido à falta de condições estruturais que condigam com as adaptações sugeridas pelas autoridades de saúde.

As portas, apesar de tudo, abriram-se na semana passada para receber os jovens, que retomam a atividade escolar, essencial para o desenvolvimento dos seus projetos de vida.

O Agrupamento de Escolas da Trofa acolhe quase 2400 alunos: 326 no pré-escolar, 592 no 1.º ciclo, 332, no 2.º ciclo, 572 no 3.º ciclo, 407 no ensino secundário regular e 166 no ensino profissional. Oferece ainda duas ofertas formativas para adultos e uma para imigrantes.

Já o Agrupamento de Escolas do Coronado e Castro é responsável por 1585 estudantes: 294 do pré-escolar, 490 do 1.º ciclo, 281 do 2.º ciclo, 424 do 3.º ciclo e 96 do ensino secundário.