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Edição 725

Escolas esforçam-se por cumprir recomendações da DGS

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Um ano letivo que começou da forma mais atípica que conhecemos, seguindo a cadência de uma pandemia que se está a agravar e que sobre o futuro não dá mais do que pontos de interrogação. Perante as incertezas, os agrupamentos de escolas tiveram de se adaptar para conseguir abrir as escolas sob elevadas restrições e medidas de segurança.

Para quem não faz ideia do que foi seguir as orientações da Direção-Geral da Saúde, num contexto de exceção e sem grandes meios, a frase de Paulino Macedo, diretor do Agrupamento de Escolas da Trofa, ajuda a perceber: “Fizemos das tripas coração”.

É que, além do desafio de fazer com que os alunos não abusem no contacto social, as escolas enfrentaram muitas dificuldades, devido à falta de condições estruturais que condigam com as adaptações sugeridas pelas autoridades de saúde.

As portas, apesar de tudo, abriram-se na semana passada para receber os jovens, que retomam a atividade escolar, essencial para o desenvolvimento dos seus projetos de vida.

O Agrupamento de Escolas da Trofa acolhe quase 2400 alunos: 326 no pré-escolar, 592 no 1.º ciclo, 332, no 2.º ciclo, 572 no 3.º ciclo, 407 no ensino secundário regular e 166 no ensino profissional. Oferece ainda duas ofertas formativas para adultos e uma para imigrantes.

Já o Agrupamento de Escolas do Coronado e Castro é responsável por 1585 estudantes: 294 do pré-escolar, 490 do 1.º ciclo, 281 do 2.º ciclo, 424 do 3.º ciclo e 96 do ensino secundário.

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Edição 725

Social virtual

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Já era tarde e, também, tardava a fechar o computador. Apesar do dia ter corrido bem, na vida real, ao serão ainda não tinha conseguido “postar” nada queriducho, estilo “eu dava a vida pelo pai natal”, ou pseudo-inteligente, do tipo que ninguém percebe, mas onde se faz um “like” por via das dúvidas para não se fazer má figura. Algo que também me estava a deixar tenso era o facto de ainda não ter recebido nenhum pedido de amizade, confirmando a estatística do facebook de um por dia, uma das razões porque abdiquei da realidade, em prol do “social virtual”!

Era já muito tarde quando “cai” um pedido de amizade. Sôfrego, clico no ícone para avistar o pedido. Era uma figura estranha, com um nome estranho e que vive na Índia. De imediato aceitei, aliviado fechei o computador e fui-me deitar. Este novo amigo relaxou-me o suficiente para não ter que tomar a medicação para dormir: – Obrigado bom amigo! – pensei…

De manhã, acordo de um pesadelo, em que estava no meio de uma tempestade, com o sol a entrar pela janela! É sábado de manhã, o momento oportuno para partilhar algo ligeiro e queriducho, que não tinha conseguido postar na noite anterior: – Estava a sonhar com água e está sol…LOL! 

Fiquei paralisado, sentado na cama, à espera de ânimo para seguir a minha vida! Essa fonte de energia, para carregar as minhas “baterias vazias”, chegou trinta e sete minutos depois, com um “like” do meu novo amigo indiano! Levantei-me, preparei-me e fui até ao café. Não combinei nada com ninguém…aparece sempre alguém conhecido!

Quando entro na pastelaria, lá estavam três amigos, não daqueles “old fashion”, que esboçam emoções quando nos vêem, mas daqueles, do “social virtual”, que nos fazem parecer invisíveis aos seus olhos, mesmo estando ao lado deles. Como mandam as regras destas amizades que nos acrescentam valor, nem nos olhamos!

Já na mesa, a empregada pousa a chávena de café que pedi. Tiro uma fotografia à chávena, que partilho no Facebook com o comentário: – Pedi um café curto e a chávena veio, quase cheia!

Num curto espaço de tempo, os meus três amigos, espalhados em três mesas da pastelaria, fizeram “like”, ou comentaram a minha fotografia, a que se juntaram mais pessoas comentando que lhes aconteceu o mesmo nessa pastelaria…aos poucos fomos descobrindo que a máquina devia ter um problema de dosagem…e assim fomos trocando opiniões sobre o assunto, enquanto a realidade crua aparecia nas notícias que passavam na televisão!

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Lá tomei o café cheio, que tinha pedido curto, paguei e saí, sem olhar os meus amigos! No regresso a casa, cruzo-me com o Joquinha, amigo de adolescência, que rasga um sorriso e me cumprimenta com alegria.

Envergonhado e olhando para o chão, digo-lhe: – Tudo bem? – e apresso o passo. Continuo a minha caminhada e já recomposto do triste episódio, vejo que em sentido contrário vem a Lurdes, minha amiga virtual e com quem nunca falei pessoalmente, como mandam as regras.

Depois de nos cruzarmos, ela a olhar para a direita e eu para o ar, ouço um berro. Olho para trás e vejo a Lurdes deitada, agarrada à perna. Volto atrás, “saco” de telemóvel e com um braço por cima da Lurdes e virado para a câmara, com um sorriso bonito, tiro uma fotografia e sigo caminho. Durante o trajecto “posto” a fotografia com a mensagem: – A Lurdes está deitada, com um entorse, na Avenida da Estação Nova. Bora lá ajudar, agradeço a partilha!

Este meu gesto, fez-me sentir bem e leve, e foi suficiente para não me deixar abater pelos cinco mendigos e crianças a chorar, por quem me cruzei a seguir…

Durante o dia as partilhas foram-se sucedendo e já ao final da tarde, o Telmo, cuja amizade estamos a tentar recuperar, após o ter cumprimentado quando nos cruzamos na rua, depois de uma amizade solidificada no “social virtual”, “posta” nova fotografia da Lurdes, com a mensagem: – A Lurdes já não está no mesmo sítio! Arrastou-se e continua agarrada à perna no Largo de S. Martinho! Partilhem.

Novamente ansioso, desta vez para recuperar uma amizade, partilhei a fotografia da Lurdes, para ajudar o Telmo a sentir-se bonzinho!
Sorte da Lurdes em ter-nos como amigos!

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Edição 725

Memórias e Histórias da Trofa: Retrospetiva história da Igreja Paroquial de Alvarelhos

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Desde o início destas crónicas – já lá vão 4 anos – que o objetivo passou sempre por descentralizar os conteúdos e tentar chegar um pouco a todas as freguesias deste jovem concelho. Uma freguesia que tem sido abordada escassas vezes e que faz com que eu me penitencie perante vós é a de Alvarelhos que, apesar da sua enorme história que atravessa vários séculos e é transversal a várias épocas, tem estado um pouco ausente destas inquirições pela história.

Conhecida em termos históricos, sobretudo pelo seu castro, Alvarelhos tem outros pontos de interesse no seu património, concretamente a sua igreja paroquial, que é um dos seus maiores ex-libris, marcando, obviamente, a vivência da sua comunidade.

Uma igreja com uma arquitetura bastante interessante, que, em 1574, pertencia ao padroado real e integrava a Diocese do Porto. Na prática, era a concretização da influência do poder político na esfera regular da atividade religiosa, podendo ser encarado como um sinal da importância desta comunidade na sua região.

Nos anos seguintes, irão surgir os habituais registos de casamento, óbito, os normais procedimentos administrativos na Igreja, todavia, o atual edifício é de apenas do início do século XVII. Numa fase inicial, irá receber grandes e imponentes romarias, justificando alguns estudiosos que as mesmas eram provocadas devido à devoção de S. Caetano.

Percebendo que S. Caetano tinha falecido algumas dezenas de anos antes, e atendendo ao empenho desta figura nas causas religiosas, concretamente a Ordem dos Cléricos Regulares, é normal que gozasse de bastante prestígio e fosse também bastante venerado.

Na estrutura física deste monumento religioso é possível observar várias datas que são elementos fundamentais para tentar descobrir a história daquele importante espaço. Essas datas são: 1643, 1682, estendendo-se ao longo dos tempos e torna possível perceber que era uma igreja bastante importante com um número crescente de fiéis, atendendo a que os momentos de crescimento são suportados por esses elementos.
Uma importante achega é que as datas são bastante próximas, podendo ser justificado como um sinal de crescimento exponencial e contínuo comprovando a argumentação referida no parágrafo anterior.

Se é leitor assíduo destas crónicas, saberá certamente que em tempos idos foi abordada a seguinte problemática: a popularidade dos santos era crescente ou então pura e simplesmente o seu culto era substituído por outro que, por razões várias, era acolhido de forma mais intensa pela comunidade.

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Na freguesia de Alvarelhos irá acontecer o segundo ponto da explicação, supramencionado que era resultar com que nos anos da década de 1730 a comemoração de S. Caetano fosse terminada, desconhecendo a razão para esse facto.

Uma romaria que apenas se iria realizar durante um século, sendo uma marca do passado longínquo desta comunidade, que iria no decorrer desse século nas memórias paroquiais referir que a paróquia era dedicada a Santa Maria, tal como no presente.

Sem deixar de sugerir que esta é uma igreja que merece uma visita, termino com a referência importantíssima que Alvarelhos é uma paróquia com bastante importância no passado recente, sendo inclusivamente das freguesias com mais dinamismo económico e social do futuro concelho da Trofa no início da era contemporânea, comprovando a sua enorme vitalidade.

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