O Notícias da Trofa (NT): Comparativamente com a experiência já adquirida com a retoma das aulas do pré-escolar e ensino secundário, que medidas foram tomadas agora para a retoma global dos alunos à escola?
Renato Carneiro (RC): A experiência reunida desde a retoma das atividades presenciais a 1 de junho de 2020, a par do reforço na formação sobre as medidas de prevenção de contágio do SARS-CoV-2, permitiram-nos organizar o presente ano letivo de 2020/21, dando continuidade às medidas que salvaguardam a segurança dos alunos e os profissionais que trabalham nas escolas do Agrupamento de Escolas de Coronado e Castro (AECC), tendo sempre em consideração o bem-estar, desenvolvimento e aprendizagens das suas crianças e dos seus alunos.
Deste modo, e para além das medidas gerais de prevenção de contágio (utilização de máscara pelos adultos e pelos alunos a partir do 5.º ano, higienização das mãos, etiqueta respiratória, distanciamento físico, arejamento de espaços e reforço na limpeza e desinfeção das salas e das escolas), foram também implementadas medidas organizacionais adicionais para o regresso de todos os alunos às atividades presenciais, como a designação de circuitos de entrada e saída nos recintos escolares e de itinerários de circulação dentro de cada estabelecimento de educação e ensino devidamente sinalizados e acesso às instalações escolares limitado a crianças, alunos e trabalhadores docentes e não docentes. O atendimento a pais e encarregados de educação é, preferencialmente, realizado, por telefone, e-mail e/ou por videoconferência. Também foi definida uma lotação máxima em áreas de utilização múltipla, como casas de banho, refeitórios, cantina, serviços administrativos e salas de professores e trabalhadores não docentes. Decidimos reorganizar os horários escolares na Escola Básica do Castro, em Alvarelhos, e na Escola Básica e Secundária de Coronado e Castro, em S. Romão do Coronado, com desfasamento de forma a minimizar os contactos entre grupos de alunos, evitar grandes concentrações nos intervalos, nas pausas para refeições e no acesso aos serviços internos.
Houve reorganização das salas de aula, para garantir a atribuição de salas fixas para cada grupo/turma e, sempre que possível, utilização de mobiliário e equipamentos de uso individual exclusivo. Quanto às atividades físicas e desportivas, planificamo-las de acordo com as orientações das autoridades de saúde em vigor, fazendo adaptações no funcionamento dos balneários.
É importante referir, igualmente, a elaboração, divulgação e implementação de normas específicas de utilização e higienização de espaços e de equipamentos partilhados e corresponsabilização e colaboração da comunidade escolar na higienização das superfícies de contacto utilizadas com os materiais.
Além destas medidas, cada estabelecimento de educação e ensino do Agrupamento estabeleceu um conjunto de medidas mais específicas e adequadas à configuração física do edifício e ao nível etário das crianças e dos alunos.

NT: Com que principais dificuldades teve o Agrupamento de se confrontar para conseguir cumprir as determinações das autoridades de saúde?
RC:
As principais dificuldades para cumprir as determinações das autoridades de saúde prendem-se, essencialmente, com o número de alunos por turma, o tamanho das salas e as mesas dos alunos, que nem sempre são individuais. Depois, e apesar de os alunos terem em cada escola circuitos definidos e espaços próprios para cada turma no recreio, é muito difícil fazer o seu controlo. Com a necessidade de implementar todas estas medidas e considerando, ainda, a necessidade de reforço da limpeza e desinfeção das salas e das escolas, constata-se uma falta de funcionários com perfil adequado para o desempenho destas funções.

NT: Se houver registo de casos de infeção nas escolas, como procederá o Agrupamento?
RC:
Perante um caso suspeito de COVID.19 em contexto escolar temos definidos todos os procedimentos de atuação no nosso Plano de Contingência e temos disponíveis os equipamentos e materiais necessários.