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Edição 725

“É muito difícil controlar” se as turmas respeitam espaços próprios

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O Notícias da Trofa (NT): Comparativamente com a experiência já adquirida com a retoma das aulas do pré-escolar e ensino secundário, que medidas foram tomadas agora para a retoma global dos alunos à escola?
Renato Carneiro (RC): A experiência reunida desde a retoma das atividades presenciais a 1 de junho de 2020, a par do reforço na formação sobre as medidas de prevenção de contágio do SARS-CoV-2, permitiram-nos organizar o presente ano letivo de 2020/21, dando continuidade às medidas que salvaguardam a segurança dos alunos e os profissionais que trabalham nas escolas do Agrupamento de Escolas de Coronado e Castro (AECC), tendo sempre em consideração o bem-estar, desenvolvimento e aprendizagens das suas crianças e dos seus alunos.
Deste modo, e para além das medidas gerais de prevenção de contágio (utilização de máscara pelos adultos e pelos alunos a partir do 5.º ano, higienização das mãos, etiqueta respiratória, distanciamento físico, arejamento de espaços e reforço na limpeza e desinfeção das salas e das escolas), foram também implementadas medidas organizacionais adicionais para o regresso de todos os alunos às atividades presenciais, como a designação de circuitos de entrada e saída nos recintos escolares e de itinerários de circulação dentro de cada estabelecimento de educação e ensino devidamente sinalizados e acesso às instalações escolares limitado a crianças, alunos e trabalhadores docentes e não docentes. O atendimento a pais e encarregados de educação é, preferencialmente, realizado, por telefone, e-mail e/ou por videoconferência. Também foi definida uma lotação máxima em áreas de utilização múltipla, como casas de banho, refeitórios, cantina, serviços administrativos e salas de professores e trabalhadores não docentes. Decidimos reorganizar os horários escolares na Escola Básica do Castro, em Alvarelhos, e na Escola Básica e Secundária de Coronado e Castro, em S. Romão do Coronado, com desfasamento de forma a minimizar os contactos entre grupos de alunos, evitar grandes concentrações nos intervalos, nas pausas para refeições e no acesso aos serviços internos.
Houve reorganização das salas de aula, para garantir a atribuição de salas fixas para cada grupo/turma e, sempre que possível, utilização de mobiliário e equipamentos de uso individual exclusivo. Quanto às atividades físicas e desportivas, planificamo-las de acordo com as orientações das autoridades de saúde em vigor, fazendo adaptações no funcionamento dos balneários.
É importante referir, igualmente, a elaboração, divulgação e implementação de normas específicas de utilização e higienização de espaços e de equipamentos partilhados e corresponsabilização e colaboração da comunidade escolar na higienização das superfícies de contacto utilizadas com os materiais.
Além destas medidas, cada estabelecimento de educação e ensino do Agrupamento estabeleceu um conjunto de medidas mais específicas e adequadas à configuração física do edifício e ao nível etário das crianças e dos alunos.

NT: Com que principais dificuldades teve o Agrupamento de se confrontar para conseguir cumprir as determinações das autoridades de saúde?
RC:
As principais dificuldades para cumprir as determinações das autoridades de saúde prendem-se, essencialmente, com o número de alunos por turma, o tamanho das salas e as mesas dos alunos, que nem sempre são individuais. Depois, e apesar de os alunos terem em cada escola circuitos definidos e espaços próprios para cada turma no recreio, é muito difícil fazer o seu controlo. Com a necessidade de implementar todas estas medidas e considerando, ainda, a necessidade de reforço da limpeza e desinfeção das salas e das escolas, constata-se uma falta de funcionários com perfil adequado para o desempenho destas funções.

NT: Se houver registo de casos de infeção nas escolas, como procederá o Agrupamento?
RC:
Perante um caso suspeito de COVID.19 em contexto escolar temos definidos todos os procedimentos de atuação no nosso Plano de Contingência e temos disponíveis os equipamentos e materiais necessários.

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Edição 725

Social virtual

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Já era tarde e, também, tardava a fechar o computador. Apesar do dia ter corrido bem, na vida real, ao serão ainda não tinha conseguido “postar” nada queriducho, estilo “eu dava a vida pelo pai natal”, ou pseudo-inteligente, do tipo que ninguém percebe, mas onde se faz um “like” por via das dúvidas para não se fazer má figura. Algo que também me estava a deixar tenso era o facto de ainda não ter recebido nenhum pedido de amizade, confirmando a estatística do facebook de um por dia, uma das razões porque abdiquei da realidade, em prol do “social virtual”!

Era já muito tarde quando “cai” um pedido de amizade. Sôfrego, clico no ícone para avistar o pedido. Era uma figura estranha, com um nome estranho e que vive na Índia. De imediato aceitei, aliviado fechei o computador e fui-me deitar. Este novo amigo relaxou-me o suficiente para não ter que tomar a medicação para dormir: – Obrigado bom amigo! – pensei…

De manhã, acordo de um pesadelo, em que estava no meio de uma tempestade, com o sol a entrar pela janela! É sábado de manhã, o momento oportuno para partilhar algo ligeiro e queriducho, que não tinha conseguido postar na noite anterior: – Estava a sonhar com água e está sol…LOL! 

Fiquei paralisado, sentado na cama, à espera de ânimo para seguir a minha vida! Essa fonte de energia, para carregar as minhas “baterias vazias”, chegou trinta e sete minutos depois, com um “like” do meu novo amigo indiano! Levantei-me, preparei-me e fui até ao café. Não combinei nada com ninguém…aparece sempre alguém conhecido!

Quando entro na pastelaria, lá estavam três amigos, não daqueles “old fashion”, que esboçam emoções quando nos vêem, mas daqueles, do “social virtual”, que nos fazem parecer invisíveis aos seus olhos, mesmo estando ao lado deles. Como mandam as regras destas amizades que nos acrescentam valor, nem nos olhamos!

Já na mesa, a empregada pousa a chávena de café que pedi. Tiro uma fotografia à chávena, que partilho no Facebook com o comentário: – Pedi um café curto e a chávena veio, quase cheia!

Num curto espaço de tempo, os meus três amigos, espalhados em três mesas da pastelaria, fizeram “like”, ou comentaram a minha fotografia, a que se juntaram mais pessoas comentando que lhes aconteceu o mesmo nessa pastelaria…aos poucos fomos descobrindo que a máquina devia ter um problema de dosagem…e assim fomos trocando opiniões sobre o assunto, enquanto a realidade crua aparecia nas notícias que passavam na televisão!

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Lá tomei o café cheio, que tinha pedido curto, paguei e saí, sem olhar os meus amigos! No regresso a casa, cruzo-me com o Joquinha, amigo de adolescência, que rasga um sorriso e me cumprimenta com alegria.

Envergonhado e olhando para o chão, digo-lhe: – Tudo bem? – e apresso o passo. Continuo a minha caminhada e já recomposto do triste episódio, vejo que em sentido contrário vem a Lurdes, minha amiga virtual e com quem nunca falei pessoalmente, como mandam as regras.

Depois de nos cruzarmos, ela a olhar para a direita e eu para o ar, ouço um berro. Olho para trás e vejo a Lurdes deitada, agarrada à perna. Volto atrás, “saco” de telemóvel e com um braço por cima da Lurdes e virado para a câmara, com um sorriso bonito, tiro uma fotografia e sigo caminho. Durante o trajecto “posto” a fotografia com a mensagem: – A Lurdes está deitada, com um entorse, na Avenida da Estação Nova. Bora lá ajudar, agradeço a partilha!

Este meu gesto, fez-me sentir bem e leve, e foi suficiente para não me deixar abater pelos cinco mendigos e crianças a chorar, por quem me cruzei a seguir…

Durante o dia as partilhas foram-se sucedendo e já ao final da tarde, o Telmo, cuja amizade estamos a tentar recuperar, após o ter cumprimentado quando nos cruzamos na rua, depois de uma amizade solidificada no “social virtual”, “posta” nova fotografia da Lurdes, com a mensagem: – A Lurdes já não está no mesmo sítio! Arrastou-se e continua agarrada à perna no Largo de S. Martinho! Partilhem.

Novamente ansioso, desta vez para recuperar uma amizade, partilhei a fotografia da Lurdes, para ajudar o Telmo a sentir-se bonzinho!
Sorte da Lurdes em ter-nos como amigos!

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Edição 725

Memórias e Histórias da Trofa: Retrospetiva história da Igreja Paroquial de Alvarelhos

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Desde o início destas crónicas – já lá vão 4 anos – que o objetivo passou sempre por descentralizar os conteúdos e tentar chegar um pouco a todas as freguesias deste jovem concelho. Uma freguesia que tem sido abordada escassas vezes e que faz com que eu me penitencie perante vós é a de Alvarelhos que, apesar da sua enorme história que atravessa vários séculos e é transversal a várias épocas, tem estado um pouco ausente destas inquirições pela história.

Conhecida em termos históricos, sobretudo pelo seu castro, Alvarelhos tem outros pontos de interesse no seu património, concretamente a sua igreja paroquial, que é um dos seus maiores ex-libris, marcando, obviamente, a vivência da sua comunidade.

Uma igreja com uma arquitetura bastante interessante, que, em 1574, pertencia ao padroado real e integrava a Diocese do Porto. Na prática, era a concretização da influência do poder político na esfera regular da atividade religiosa, podendo ser encarado como um sinal da importância desta comunidade na sua região.

Nos anos seguintes, irão surgir os habituais registos de casamento, óbito, os normais procedimentos administrativos na Igreja, todavia, o atual edifício é de apenas do início do século XVII. Numa fase inicial, irá receber grandes e imponentes romarias, justificando alguns estudiosos que as mesmas eram provocadas devido à devoção de S. Caetano.

Percebendo que S. Caetano tinha falecido algumas dezenas de anos antes, e atendendo ao empenho desta figura nas causas religiosas, concretamente a Ordem dos Cléricos Regulares, é normal que gozasse de bastante prestígio e fosse também bastante venerado.

Na estrutura física deste monumento religioso é possível observar várias datas que são elementos fundamentais para tentar descobrir a história daquele importante espaço. Essas datas são: 1643, 1682, estendendo-se ao longo dos tempos e torna possível perceber que era uma igreja bastante importante com um número crescente de fiéis, atendendo a que os momentos de crescimento são suportados por esses elementos.
Uma importante achega é que as datas são bastante próximas, podendo ser justificado como um sinal de crescimento exponencial e contínuo comprovando a argumentação referida no parágrafo anterior.

Se é leitor assíduo destas crónicas, saberá certamente que em tempos idos foi abordada a seguinte problemática: a popularidade dos santos era crescente ou então pura e simplesmente o seu culto era substituído por outro que, por razões várias, era acolhido de forma mais intensa pela comunidade.

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Na freguesia de Alvarelhos irá acontecer o segundo ponto da explicação, supramencionado que era resultar com que nos anos da década de 1730 a comemoração de S. Caetano fosse terminada, desconhecendo a razão para esse facto.

Uma romaria que apenas se iria realizar durante um século, sendo uma marca do passado longínquo desta comunidade, que iria no decorrer desse século nas memórias paroquiais referir que a paróquia era dedicada a Santa Maria, tal como no presente.

Sem deixar de sugerir que esta é uma igreja que merece uma visita, termino com a referência importantíssima que Alvarelhos é uma paróquia com bastante importância no passado recente, sendo inclusivamente das freguesias com mais dinamismo económico e social do futuro concelho da Trofa no início da era contemporânea, comprovando a sua enorme vitalidade.

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