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Edição 754

Escolas de Alvarelhos e S. Romão com selo “eco”

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Duas escolas do Agrupamento do Coronado e Castro foram galardoadas pelas atividades realizadas no âmbito da educação ambiental para a sustentabilidade.

A Escola Básica e Secundária do Coronado e Castro, outrora designada EB 2/3 de S. Romão do Coronado, recebeu, pelo 15.º ano letivo consecutivo, o certificado de “eco-escola”. Este programa internacional da Fundação para a Educação Ambiental, desenvolvido desde 1996 em Portugal, tem como objetivo “encorajar ações e reconhecer o trabalho de qualidade desenvolvido pela escola, no âmbito da Educação Ambiental para a Sustentabilidade”.
O primeiro certificado eco-escola chegou a S. Romão do Coronado no ano letivo 2006/2007 e desde aí que o estabelecimento vê reconhecidas as ações desenvolvidas, envolvendo os alunos na tomada de decisões para a construção de uma escola e comunidade mais sustentáveis.
No concelho da Trofa há outra eco-escola. A Escola Básica 2/3 do Castro, em Alvarelhos, é galardoada desde o ano letivo 2014/2015.
Em declarações ao NT, Renato Carneiro, diretor do Agrupamento de Escolas do Coronado e Castro, relevou o “muito entusiasmo” com os alunos encaram a participar nas diversas atividades.
“O grupo de professores e as disciplinas envolvidas neste programa têm vindo a dinamizar um conjunto de atividades relacionadas com os temas base (água, resíduos, energia) e ações relativas a um dos temas do ano que são escolhidos pela ABAE (Associação Bandeira Azul Da Europa). São ainda dinamizadas outras atividades relacionadas com outros temas. Todas estas atividades constituem o plano de ação que é delineado em conjunto com os alunos representantes de cada uma das turmas e outros elementos do Conselho Eco-Escolas”, explicou o responsável, que associa os galardões recebidos com a valia do “trabalho desenvolvido para se atingir os objetivos delineados no projeto educativo” das escolas, “nomeadamente o de fomentar uma educação de qualidade, garantir que todos os alunos adquiram conhecimentos e habilidades necessárias para promover o desenvolvimento sustentável; promover estilos de vida sustentáveis e educar para a cidadania, estimulando a participação dos alunos em projetos que promovam uma escola e uma comunidade mais sustentáveis”.
Dinamizado pela ABAE, o programa Eco-escolas é coordenado a nível internacional, nacional, regional e escolar. Depois de inscritas, as escolas da rede recebem um conjunto de informações e orientações para a organização de atividades.

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Edição 754

Escrita com Norte: Augusto, o “Rebola a bunda”

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Reformado, 74 anos, bem casado, dois filhos criados e um neto, gasta parte do seu tempo livre a brilhar pelos clubes dançantes onde angariou a alcunha de, “Rebola a bunda”. O que distingue Augusto dos outros “jovens” da sua idade é a sua moral, que o leva a pensar que é um destruidor de corações.

Nessa noite, Augusto dirige-se para a dancetaria “Arrasta o pé” e pelo caminho avisa o INEM do seu programa. Por precaução é enviada uma ambulância com todos os meios técnicos de suporte de vida, que pelo caminho apanham Augusto e dão-lhe boleia até ao estabelecimento de diversão nocturna, cuja entrada é sujeita a rigorosos critérios de selecção. A fama e o charme nestes locais são tais, que Augusto entrou de lado e ao pé coxinho…a casa está cheia e o ambiente ao rubro, muitas mulheres com mais de sessenta anos, de cabelos dourados, postura formosa e pinturas carregadas, com um pormenor que Augusto apreciava…desesperadas, na pista ouve-se Giani Morandi!
Desce os dois degraus que dão acesso à pista. Por todas as mulheres que passa faz uma vénia e faz um esforço para não se assustar com as feições de algumas. Estrategicamente coloca-se num sítio qualquer da pista e baloiça o corpo com um swing próprio de quem não faz ginástica á imenso tempo. Duas semanas antes recusou o convite de uma velha loira, num outro local, para dançarem agarradinhos uma música da Mafalda Veiga, dizendo – Agradeço o convite, mas não gosto destes rocks puxadinhos!”.
No final da música de Giani Morandi, o DJ Costa Curta, faz uma passagem que faz dele um dos melhores na arte de passar música nas dancetarias do Grande Porto…começa a tocar Vítor Espadinha, o mulherio, quase todas avós, em total devaneio levantam os braços no ar em devoção ao DJ, que nesta noite faz 73 anos. Augusto arrisca e mexe-se um pouco mais, fazendo por vezes um movimento sensual com a anca e passando a mão nos cabelos grisalhos, enquanto faz beicinho. Uma mosca passa próximo de Augusto, que com um movimento de cabeça, afasta-a. Mila, uma senhora que estava ao fundo da disco e totalmente desconhecida, encara como um sinal. Levanta-se e avança na pista, cheia e claustrofóbica, em direcção a Augusto.Olá! – diz Mila.
Augusto, que para se concentrar na sequência anca, mão no cabelo e beicinho, cerra os olhos, abre-os.

– Olá, como está minha senhora? – Cumprimenta, educadamente.

– Bem! Aliás, muito bem, com o seu chamamento!

– Chamamento?! Desculpe, mas que chamamento? – Pergunta Augusto.

– Então, o sinal que me fez com a cabeça para vir ter consigo.

Entretanto o DJ Costa Curta faz a passagem para o Quarteto 1111 e ouve-se a canção “El rey Dom Sebastião”.

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– Estranho, porque eu não estava a vê-la!

– Então o Sr não fez assim com a cabeça? – e Mila repete o movimento.

– Há, esse movimento! Desculpe, esse movimento não era para si, era para uma mosca!
Após este esclarecimento de Augusto, Mila, já com alguma idade, estatela-se no chão, fruto de uma quebra de tensão, mais uma, que lhe provoca desmaios regulares, devido à sua fraca alimentação…quer perder peso depressa e sem recorrer ao concurso “Peso Pesado”.
– Poça, mais uma! Elas tombam como tordos, depois não querem que eu seja convencido! – Diz Augusto, baixinho, para si mesmo.
Augusto olha para fora da pista e seus olhos buscam Xico Morres, segurança do espaço. Quando o avista faz-lhe um sinal com o polegar esticado e virado para baixo. Este sinal, combinado entre Augusto e os seguranças das casas que frequenta, significa “Mais uma a quem deu uma fraqueza no coração e tombou aos meus pés, por me desejar mais que tudo e capaz de abandonar a casa de campo e as jóias e extremamente necessitada de auxílio técnico apropriado…chamem a ambulância!”
Xico Morres já está habituado ao sinal desde que Augusto começou a frequentar o “Arrasta o Pé”! Segurança com 72 anos, desloca-se o mais depressa possível até ao exterior da casa de diversão nocturna, lento, devido a uma zaragata que ocorreu três meses antes entre o Sr Tavares, que sem querer calcou com a sua bengala o Sr Arménio, cuja reacção foi baixar-se de dores e sem intenção deu uma cabeçada no peito do Sr Tavares, que por sua vez, sem querer, projecta um pivô, que cai em cima do pescoço do Sr Arménio, que ao sentir algo no cachaço ergue-se e, mesmo sem querer, dá uma cabeçada nos queixos do Sr Tavares…Xico Morres ao desapartar a zaragata, dá um jeito na coluna e ganha uma hérnia discal. Ainda hoje mexe-se vergado e devagar e relembra – Pareciam dois galos pegados…completamente loucos!
Chegado ao exterior, Tito Morres faz sinal com o polegar esticado e virado para baixo, aos paramédicos da ambulância do INEM. Estes imediatamente percebem a mensagem e vão em auxílio da nova presa de Augusto, que é transportada para o hospital…

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Edição 754

Memórias e Histórias da Trofa: A luta pela água em Bougado

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Ouvimos afirmações desde há bastante tempo de que a suposta terceira guerra mundial irá ocorrer por causa da água, ou melhor, da falta dela.
Há praticamente cem anos, ou, para ser mais preciso, 93 anos, na Trofa, a sociedade encontrava-se num grande alvoroço, até mesmo com detenções, tudo motivado pela água.
Numa fase em que, por vezes, a força de um braço e um instinto mais felino fazia movimentar a sociedade e até desbloquear as situações mais complexas, a situação na Trofa poderia estar próxima de grandes motins.
José da Costa Ferreira de Oliveira, importante proprietário de Lantemil, iria, a pedido dos moradores da Trofa, ao Comando da Região Militar do Porto para pedir providências sobre a mudança dos lavadouros públicos e também da água pública daquela aldeia.
Acabaria por entregar documentação ao subordinado direto do comandante, esperando que a situação se resolvesse da melhor maneira. Contudo, dias depois, iria ser chamado à Administração Municipal e seria detido, no dia 16 de abril de 1928.
A sua detenção iria decorrer durante dois dias, causando grande alvoroço nos lugares de Lantemil e Cedões.
O povo estava a ficar cada vez mais revoltado em virtude da mudança dos lavadouros e também dos pontos de água pública, ficando vários caminhos intransitáveis o que fazia com que os protestos fossem subindo de tom, juntando-se, num desses momentos, cerca de 80 pessoas com a presença de um advogado para apoiar aquela luta junto das instâncias superiores.
Passado, aproximadamente, um mês destes acontecimentos, a população de Santiago de Bougado iria receber a visita de elementos da Câmara Municipal de Santo Tirso para tentar sanar a situação e colocar um ponto final naquele conflito, todavia, a situação iria não correr pelo melhor e, rapidamente, após um discurso menos feliz de um elemento da estrutura municipal, o povo iria, novamente, exaltar-se, obrigando-o a retirar-se, à pressa, do local.
A situação iria manter-se, de novo, instável e acabaria, possivelmente, por se resolver através de um retrocesso das medidas governativas, escutando o povo, ou até mesmo o comodismo da população que cederia aos intentos governativos.
As notícias iriam desaparecer relativamente a estes acontecimentos, mantendo-se possivelmente num mistério por mais algumas pesquisas de futuro.

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