Ano 2012
Envelhecimento ativo: uma necessidade iminente

Os dados do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), indica que a idade média na União Europeia (UE) é de 39,8 anos, mas nos próximos 50 anos, os cidadãos da UE terão, em média, 47,2 anos. Atualmente as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos são 16% da população europeia, mas em 2060 representarão quase 30% da população da União Europeia.
Esta mudança em termos demográficos é consequência inevitável dos avanços em termos de descobertas científicas importantes, que se refletiram na descida da taxa de mortalidade e no aumento da esperança média de vida. Esta realidade exige um novo paradigma do envelhecimento com as pessoas a sentir o envelhecimento ativo como uma necessidade, já!
Envelhecimento ativo significa envelhecer com boa saúde, ser membro ativo da sociedade, com maior sentido de realização profissional, maior independência na vida quotidiana e maior participação enquanto cidadãos. Neste ano de 2012, consagrado ao «Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações», há um grande desafio para as sociedades: tirar o máximo partido do enorme potencial que existe nas pessoas. Para isso, é preciso tomar consciência, que independentemente da idade, as pessoas podem continuar a ser membros ativos da sociedade.
A União Europeia, no âmbito do «Ano Europeu» irá promover o envelhecimento ativo em três domínios:
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Emprego: aprendizagem ao longo da vida e aquisição de novas competências; condições de trabalho saudáveis; estratégias de gestão da idade nas empresas; serviços de emprego para candidatos mais velhos; não discriminação com base na idade; sistemas fiscais e de segurança social favoráveis ao emprego; transferência de experiência.
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Participação na sociedade: segurança dos rendimentos dos idosos; apoio à participação social e ao voluntariado; apoio aos cuidadores; conciliação entre trabalho e assistência; solidariedade e diálogo; redução do fosso digital.
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Promoção de uma vida independente: promoção da saúde e cuidados de saúde preventivos; adaptação das habitações; transportes acessíveis e económicos; ambientes, bens e serviços adequados aos idosos; maximização da autonomia nos cuidados a longo prazo; adaptações tecnológicas de incentivo a uma vida independente.
Para se enfrentar o futuro com um sorriso de esperança, é preciso que as pessoas saibam preservar a saúde por mais tempo e que a sociedade seja empreendedora, criando mais oportunidades no mundo laboral, para que os trabalhadores mais velhos continuem a ser membros ativos da sociedade. É preciso que se viva uma sociedade inclusiva, com um ambiente acolhedor e onde envelhecer não seja um «fardo», não seja sinónimo de dependência. Isto é possível, desde que o envelhecimento ativo seja uma realidade para todos os cidadãos.
José Moreira da Silva


