O NT entrevistou todos os candidatos às juntas de freguesia do concelho. As entrevistas estão alinhadas por ordem alfabética do nome dos candidatos.

Cecília Carneiro, candidata do Chega

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Cecília Carneiro (CC):
Para Guidões pretendo requalificar a praia fluvial do “Lugar do Bicho” e criar nas zonas verdes adjacentes espaços de lazer e convívio, saneamento para ambas as freguesias e apoio e incentivo às empresas locais.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
CC:
Reabilitação dos espaços públicos permitindo, dessa forma, a socialização entre a população; combater a pobreza extrema e a exclusão social; promover o apoio ao arrendamento para famílias em situação de vulnerabilidade económica e social e requalificação do Castro de Alvarelhos.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
CC:
Esta ação de campanha surgiu numa fase onde as pessoas já estão sensibilizadas e conscientes da importância do seguimento das regras de prevenção.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
CC:
Infraestruturas; medidas de segurança e a dissolução da união das freguesias.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia ao longo do mandato?
CC:
Face ao programa exposto ser executável a curto prazo e de grandes benefícios para a população, pretendo desta forma conseguir obter o apoio total da autarquia.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal da Trofa a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
CC:
Reconhecer as carências da freguesia e apoiar na resolução das mesmas.

Lino Maia, candidato da coligação Unidos pela Trofa

NT: Quais os três primeiros projetos que se propõe realizar, caso vença as eleições?
Lino Maia (LM):
Requalificar e construir diversos arruamentos em Alvarelhos, requalificar e construir diversos arruamentos em Guidões e concluir as obras que estão em curso.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
LM:
Neste nosso último mandato, temos muitos projetos para concluir, para continuar e ainda outros fazer de novo. Quero, queremos deixar Alvarelhos e Guidões com mais qualidade de vida, onde todos possam ser tratados por igual. Eu, como presidente de Junta, não posso concordar que haja pessoas que têm tudo e outras que não têm nada! Eu sinto que tenho essa responsabilidade de tratar todos por igual e quero trabalhar para isso, pois todos têm os mesmos direitos. Por isso, as obras e as medidas que queremos implementar foram pensadas para o bem de todos. Vamos pôr iluminação da Rotunda de S. Gens até Alvarelhos, vamos requalificar e construir novas paragens de autocarro, vamos continuar a tratar e a conservar os nossos belos fontanários, vamos criar espaços de lazer para as pessoas conviverem e também outros para fazerem desporto, vamos colocar novo piso no cemitério de Guidões, porque o cemitério tem que ser um espaço digno para as pessoas. Com a colaboração da Câmara Municipal, vamos criar uma Zona Industrial em Guidões e, logo que possível, avançar com uma área de Lazer em Vilar.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
LM:
Todos os meus fregueses de Alvarelhos e Guidões sabem que eu tenho um relacionamento muito próximo com cada um. Estou sempre disponível para os ouvir e sempre tive essa disponibilidade ao longo destes oito anos em que estou à frente da Junta. Fazer campanha é a continuidade deste trabalho. Temos andado no porta a porta, a falar e a ouvir as pessoas. Não temos este ano as grandes ações e encontros e comícios, mas este contacto de proximidade é o que interessa.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
LM:
Acima de tudo, trabalhar em prol de uma vida melhor para todos. É isso o que as pessoas querem. Querem ter melhor qualidade de vida. E isso muitas vezes consegue-se com pequenas obras, como por exemplo, tratar os caminhos de terra e construir bons acessos para as pessoas poderem chegar a suas casas com segurança. Depois, temos a requalificação de mais estradas, construir mais passeios e jardins e criar áreas de lazer para que todos, famílias, jovens e idosos possam conviver e passar bons momentos juntos.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia ao longo do mandato?
LM:
Não posso esperar outra atitude do Sérgio Humberto da que tenho tido sempre ao longo destes anos. Temos com o presidente uma relação de grande harmonia e ele está sempre atento. Tivesse ele o dinheiro que nós queremos e, estou certo, que o aplicaríamos a fazer o que é melhor para a nossa população. Mas com o dinheiro que temos, temos que fazer escolhas. E é isso que fazemos. Não é possível fazer tudo o que gostaríamos. Isso é que era bom. Mas vamos fazendo, com o que temos, o nosso melhor para melhorar a vida das pessoas.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal da Trofa a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
LM:
A requalificação urbana do Largo Padre Manuel António Moreira e construção de Ringue / Área de Lazer em Vilar.

Nuno Moreira, candidato do PS

NT: Quais os 3 primeiros projetos que se propõe realizar?
Nuno Moreira (NM):
Tenho como grande ambição transformar Alvarelhos e Guidões em freguesias líderes em qualidade de vida no nosso concelho. E isso faz-se com proximidade, uma visão moderna para o território e boa de gestão. No fundo, centrar a nossa ação nas pessoas. Dentro deste objetivo há três projetos que merecerão acompanhamento diário: garantir a devolução das freguesias de Alvarelhos e Guidões às populações, num processo democrático, participado e impulsionado pelos cidadãos; melhorar a mobilidade com pavimentação de ruas, reforço significativo da rede de passeios e passadeiras para peões e criação de um novo sistema de transporte a pedido gratuito; aumentar o nosso potencial turístico com uma rede de percursos que albergue fontanários – com água potável em todos -, o santuário de Santa Eufémia, o Castro de Alvarelhos, a praia fluvial do Bicho e o património religioso. Ambiciono que a nossa freguesia seja muita visitada. Não podemos continuar a desperdiçar esta oportunidade de desenvolvimento.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
NM:
A minha experiência profissional ensina-me que temos de ser realistas e gerir com cautela o orçamento que temos à disposição. Por isso, temos de desenvolver projetos de custo controlado, mas de grande impacto na qualidade de vida das populações.
Reforçar o apoio domiciliário a cidadãos acamados ou com mobilidade reduzida, numa forte ligação com as comissões sociais de freguesia, promovendo a entrega de materiais e equipamentos e o apoio de enfermagem e psicológico aos doentes e família.
Quero igualmente recuperar a atividade cultural das freguesias através dos grupos locais de teatro, bandas de música e fanfarras, rancho, marchas populares, coros paroquiais e associações desportivas. A Junta será um polo dinamizador deste ressurgimento da oferta cultural e acredito ter capacidade de fazer as pontes necessárias para despoletar esta dinâmica.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
NM:
Em duas palavras: criatividade e segurança. Novas formas de chegar aos cidadãos tendo sempre em mente a saúde dos nossos conterrâneos. A pandemia não nos tem impedido de fazer o nosso trabalho.

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
NM:
Destaco quatro: as dificuldades associadas a mobilidade, seja pelo mau estado das vias ou falta de passeios; a inexistência de oferta pública de transporte adequada aos nossos trabalhadores e seniores; a inexistência da dinâmica cultural das freguesias; e, por fim, o tema da desagregação das freguesias.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia?
NM:
Espero ter o apoio total por parte da Câmara Municipal. Acredito que o Amadeu Dias irá vencer as eleições e com isso poderei cumprir os compromissos que assumimos para a Freguesia. Sei que haverá por parte dele um reforço das verbas destinadas à coesão municipal, pois o concelho depende da vivacidade de todas as freguesias e não apenas da cidade. E sei que posso contar com uma postura sem conflitos e de permanente construção de pontes. Conheço o Amadeu Dias há muitos anos, um homem que assenta o seu trabalho no diálogo, na cooperação, que respeita e que está sempre disponível para ouvir. Não podemos admitir que se repita o comportamento errado como o executivo municipal tem tratado a população do Coronado. Para mim é claro: somos todos cidadãos de igual valor em democracia.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
NM:
Infelizmente, no nosso concelho, nos últimos anos, sabemos bem que não há essa coesão municipal que precisávamos. O programa eleitoral do PS para a Câmara Municipal e para as diferentes juntas de freguesias é o garante da concretização dessa coesão territorial. Por isso é que se torna tão importante votar no Amadeu Dias e no PS, no próximo dia 26. Evoluir, definitivamente, na rede de transportes municipal interfreguesias, associando ao nosso programa de rede transportes públicos a pedido para Alvarelhos e Guidões. Requalificar e expandir as zonas industriais existentes. Garantir a proteção ambiental das nossas áreas florestais, impedindo os ataques de que têm sido alvo. Acima de tudo, não esquecer: a Trofa é um local de todos os trofenses e para todos os trofenses, de todas as freguesias!

Pablo Lopes, candidato da CDU

NT: Quais os 3 primeiros projetos que se propõe realizar?
Pablo Lopes (PL):
Concretizar a “desanexação” das duas freguesias; requalificar a estrada de S. João Baptista e criar espaços seguros e adequados para a prática desportiva dos jovens.

NT: Que outros projetos sustentam o manifesto eleitoral?
PL:
O apoio aos idosos sós ou com necessidades especiais e a criação de um centro de dia.
Investir mais em Guidões, freguesia que mais sofre com a união de freguesias na distribuição do orçamento da freguesia.

NT: Como descreve a experiência de promover ações de campanha em situação pandémica?
PL:
A maioria das pessoas já percebeu que com a vacinação, o uso das máscaras, a testagem sempre que haja dúvidas, a lavagem mais frequente das mãos, o afastamento físico quando necessário… a vida tem de continuar e, por isso, a nossa campanha continua!

NT: Pelo contacto que tem tido com a população, quais consideram as áreas que as pessoas consideram mais importantes na intervenção política?
PL:
Os problemas das pessoas e as suas maiores aspirações passam, naturalmente, pelo emprego com direitos e uma justa remuneração, o acesso aos cuidados de saúde, a habitação condigna, os transportes, as condições para criar e educar os filhos, um ambiente saudável e sadio. E estes são também os objetivos por que luta a CDU.

NT: Que apoio espera ter da Câmara Municipal para a execução do plano de atividades da Junta de Freguesia ao longo do mandato?
PL:
A Câmara da Trofa tem que investir mais nas freguesias e gastar menos nas obras de “fachada” e no centro. Fazer um reconhecimento sério das necessidades de cada uma das freguesias, descentralizando reuniões e auscultando mais a população.

NT: Para impulsionar a coesão municipal e a igualdade de oportunidades para a população das oito freguesias, quais devem ser as prioridades da Câmara Municipal a desenvolver no território da freguesia a que se candidata?
PL:
Tratar o abastecimento da água e a recolha de resíduos como um serviço público fundamental que deve ser acessível a todos e não um negócio de alguns. Resolver os problemas mais cadentes da falta de habitação condigna. Reforçar a rede de transportes. Apoiar mais a produção, designadamente a agricultura familiar.