“Cabe à Junta ter um papel protetor e de incentivo às famílias fragilizadas”

Caso seja eleito, Miguel Alexandre garante que o salário como presidente da União de Freguesias de Bougado será disponibilizado para “emergências social”. O candidato da CDU também defende construção de capela mortuária em Santiago.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à União de Freguesias de Bougado?

Miguel Alexandre (MA): O principal motivo que me levou a aceitar a minha candidatura foi o de sentir que poderia contribuir para uma elevação da qualidade de vida das agora agregadas freguesias dos Bougados, pois toda a minha vida estive ao lado dos mais desfavorecidos e dos mais fracos, e sinto que poderei acrescentar uma visão nova sobre os problemas atuais da freguesia, dando oportunidade a que a voz do povo seja ouvida. Desde sempre pugnei pela justiça e igualdade, princípios que irei manter na Junta de Freguesia.

 

NT: Quais sãos os projetos que vai apresentar para o mandato?

MA: A valorização e proteção dos espaços públicos, a criação de gabinetes e valências de apoio aos mais desfavorecidos, como a criação de Centro de Dia, nos espaços desativados dos edifícios das juntas, manter um gabinete de apoio aos cidadãos no atual edifício da Junta de Santiago, para evitar deslocações dos bougadenses sempre que necessitem de algum serviço da Junta, a construção de uma capela mortuária junto à igreja de Santiago de Bougado, requalificação das ruas e caminhos com todas as condições de segurança, e sem barreiras arquitetónicas para os cidadãos de mobilidade reduzida, apoio efetivo e equitativo às associações desportivas, culturais e de solidariedade social, reivindicar espaços desportivos condignos para toda a população. Isto são algumas das propostas que temos para o executivo da junta.

 

NT: Qual o projeto/área prioritário(a) caso seja eleito?

MA: Neste momento de grave ataque às condições de vida de toda a população, por parte deste governo PSD e CDS/PP, claro que a área social terá um destaque no programa desta candidatura, pois as famílias e os trabalhadores sofrem pesadas perdas de rendimento que põem em causa a sua própria sobrevivência. Numa altura destas, as populações encontram-se mais fragilizadas e será aqui que caberá à Junta ter um papel protetor e de incentivo, mas sem ser o papel da “caridadezinha”, que outras candidaturas apregoam. Para isso disponibilizarei o salário do presidente para emergências sociais, procurando, sempre em conjunto com as estruturas existentes, melhorar a resposta a situações de carência. Como sempre dissemos só temos uma cara e uma voz. Não atacamos em Lisboa e defendemos na Trofa.

 

NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?

MA: Ao defender a importância de uma situação destas estaríamos implicitamente a defender o compadrio e o nepotismo, coisa que infelizmente grassa no Poder Local.

Uma Junta íntegra sempre terá a mesma postura, seja quem for que governe a Câmara, pelo que não podemos considerar importante que seja o mesmo partido a governar a Câmara e a Junta.