Oito grupos do concelho cantaram as janeiras no 2º Encontro de Reisadas, promovido pela autarquia trofense.

Os cânticos que soaram um pouco por todas as ruas da Trofa, na época natalícia, foram reunidos no salão polivalente dos Bombeiros Voluntários, em S. Martinho de Bougado, no domingo, 15 de janeiro.

Oito grupos do concelho cantaram as janeiras na segunda edição do Encontro de Reisadas, promovido pela Câmara Municipal. Apesar da modernidade dos tempos, há tradições que resistem e as janeiras são uma delas. A Comissão Fabriqueira de Guidões viu neste costume uma forma de angariar fundos para as obras que estão a realizar. A generosidade das pessoas foi tal que o grupo já cumpre a tradição na freguesia pelo segundo ano consecutivo.

No primeiro, o destino dos fundos angariados foi “a construção das oito salas de catequese”, já este ano o objetivo é concluir “um pavilhão para a realização de eventos” em Guidões, afirmou um dos membros, Ramiro Sousa. Também o Rancho Folclórico da Trofa cantou as janeiras pelas ruas da Trofa, durante “20 e tal dias” e constatou que, apesar do “fantasma” troika, a população continua a aderir ao costume. “As coisas correram melhor do que prevíamos”, afiançou Alcino Paixão, presidente do grupo.

Quem também não esquece as janeiras é o Rancho das Lavradeiras da Trofa que, durante quase “15 dias ininterruptos” levou porta a porta as boas festas à população: “Mantemos uma tradição, que esperamos que continue por muitos anos, angariando fundos que são essenciais para a época. Fizemos aquilo que é vulgar todos os anos e os trofenses colaboraram. Aproveitamos para agradecer essa boa vontade que têm tido connosco”, afirmou o presidente Luís Elias. “Divulgar o património imaterial” existente no concelho é um dos objetivos do Encontro de Reisadas.

Acompanhada pelo vicepresidente da autarquia, Magalhães Moreira, e pelo vereador da Cultura, Assis Serra Neves, a edil trofense Joana Lima estava satisfeita por ver missão cumprida nesta iniciativa: “Os grupos de todo o concelho vieram trazer as suas tradições e a sua história, demonstrando bem a cultura e o património imaterial que temos no nosso concelho. Sem eles não era possível transmitir e transferir a cultura de gerações a gerações, por isso só nos resta agradecer”.

Ramiro Sousa considera que este evento “é positivo por possibilitar o reencontro de tradições que se estavam a perder”. Corroborando da opinião, Alcino Paixão, acrescenta: “Acho que estas tradições nunca deviam acabar, deviam permanecer na cabeça de toda a gente”.

No 2º Encontro de Reisadas participaram ainda o Grupo de Danças e Cantares de Santiago de Bougado, o Grupo Paroquial de Jovens Unidos, de S. Mamede do Coronado, o Rancho Folclórico de S. Romão do Coronado, o Coro do Centro Comunitário da Trofa e o Coro da ASAS (Associação de Solidariedade e Acção Social).

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